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carlossoares
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« em: Março 01, 2010, 23:12:04 » |
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Não vejo que morreste
Nem sei por que vou por aà Chove e tenho sono Estou doente Não busco nada Nem luz nem saúde Nem significado Devia estar em casa E estou na rua Devia estar vivo E estou a morrer A passos largos Para o teatro na escuridão Devia regressar Retroceder Mas não o faço Nunca o fiz Como nunca dei valor A ser feliz Passo pelos monumentos E não os vejo Pelos sÃtios onde havia monumentos E não vejo que os tiraram Pela casa onde moravas E não vejo que morreste.
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Carlos Ricardo Soares
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goretidias
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« Responder #1 em: Março 02, 2010, 20:52:24 » |
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Damos valor apenas ao que se perdeu. A reflectir. Beijo
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Goretidias
Todos os textos registados no IGAC sob o número: 358/2009 e 4659/2010
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carlossoares
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« Responder #2 em: Março 03, 2010, 19:31:15 » |
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A linguagem ou as linguagens deslocam o núcleo do objecto para o signo e, quando falamos de nós, é de outras coisas que falamos, com uma liberdade que será aproveitada ou não de forma criativa. Beijo
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Nanda
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« Responder #3 em: Março 04, 2010, 23:02:20 » |
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Carlos, Por vezes andamos tão absortos, quanto cegos e não olhamos para a vida e as coisas com olhos de ver. Beijo Nanda
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carlossoares
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« Responder #4 em: Março 08, 2010, 08:44:18 » |
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Nanda,
ou vemos e de nada nos vale, ou mais valia que não vÃssemos, ou nada compreendemos do que acontece. Beijo
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josé antonio
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escrever é um acto de partilha
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« Responder #5 em: Março 08, 2010, 14:37:34 » |
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Carlos,
E não é que funcionamos assim mesmo?
Gostei. Abraço JA
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gdec2001
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« Responder #6 em: Março 08, 2010, 16:32:58 » |
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A questão, caro carlossoares é que "as outras coisas que falamos" também são compreendidas pela linguagem , ou seja pelo signo " e, por isso nunca teremos a certeza se são elas . Na verdade até podem ser o "nós" de que falamos . E talvez seja essa a forma criativa de aproveitar a tal liberdade que a linguagem nos dá. O que temos é de não nos deixarmos apertar neste nó... mas deixe-se apertar neste abraço Geraldes de Carvalho
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Geraldes de Carvalho
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carlossoares
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« Responder #7 em: Março 14, 2010, 03:49:10 » |
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José António,
são os filósofos quem mais se degladia com a forma como funcionamos e como tudo funciona, quando seria de supor o contrário. Abraço
Geraldes,
a liberdade da linguagem é estranha e paradoxal como a, permita-me sem ofensa o termo grosseiro que me parece muito pertinente, mer.. Daà ter toda a razão quanto ao nó. Um abraço.
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