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gdec2001
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« em: Março 05, 2010, 21:38:59 » |
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Morri em ti
Quando te beijei devagarinho em todas as saliências do teu rosto e as minha mão direita descobriu em um e um a fundura dos cimos dos teus seios enquanto a esquerda velejava nos teus cabelos e ali ficava a flutuar ...
Quando as minhas mãos felizes se reencontraram e desceram ao longo do teu ventre e pararam ora uma ora outra um pouco no teu umbigo como se pretendessem penetrar em ti através dele .
Quando nos apertamos naquele momento cego e louco e cego e gritamos sem falar.
Quando isto aconteceu não fui mais longe -nem sei se havia mais longe- porque morri mas de uma maneira tão suave que só apetece perguntar: Morremos outra vez ?
Geraldes de Carvalho
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« Última modificação: Março 11, 2010, 15:01:51 por gdec2001 »
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Geraldes de Carvalho
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Vanda Paz
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« Responder #1 em: Março 06, 2010, 15:56:26 » |
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Uma morte SOBERBA !!!
Parabéns!
Beijo
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Vanda Paz
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helenacosta
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« Responder #2 em: Março 06, 2010, 21:23:14 » |
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Uma linda forma de morrer.
Bj
Helena
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goretidias
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« Responder #3 em: Março 06, 2010, 22:11:17 » |
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Que morte! Mas que vida e que poema! Bj
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Goretidias
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macmota
Novo por cá
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« Responder #4 em: Março 06, 2010, 23:47:58 » |
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morrer de prazer esse morrer.
mm
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gdec2001
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« Responder #5 em: Março 07, 2010, 01:15:14 » |
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Sim, bela morte. Não foi, amigos ? vosso Geraldes de Carvalho
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goretidias
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« Responder #6 em: Março 07, 2010, 15:00:10 » |
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BelÃssima!
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gdec2001
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« Responder #7 em: Março 08, 2010, 00:22:22 » |
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Será que se refere ao poema ou à maneira de morrer ...? abraço Geraldes de Carvalho
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goretidias
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« Responder #8 em: Março 08, 2010, 07:13:13 » |
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Ao poema! Morrer nunca é bonito. Apenas tem que ser... um dia. Abraço
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josé antonio
Moderador Global
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escrever é um acto de partilha
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« Responder #9 em: Março 08, 2010, 14:41:08 » |
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BelÃssima forma de morrer no poema carregado de vida, amor ou paixão... Abraço JA
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gdec2001
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« Responder #10 em: Março 08, 2010, 19:49:08 » |
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Muito agradecido cara Goreti. E grato também a si, José António. E deixe que seja amor e paixão - que, por vezes, se dão bem -. abraço para os dois. Geraldes de Carvalho
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Tom
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Quanto menos penso mais existo
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« Responder #11 em: Março 10, 2010, 21:43:56 » |
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Geraldes Morrer de paixão é um lugar comum na fraseologia dos poetas. Como a morte é o culminar da vida, por analogia morre-se no culminar da paixão. Morramos, pois, diversas vezes, se possÃvel! Abraço Tom
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gdec2001
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« Responder #12 em: Março 10, 2010, 23:24:20 » |
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Mas terei eu morrido de paixão e assim realizado o lugar comum ? -o que teria sido uma chatice- Ou será que morri de desilusão(?) -por não ter conseguido atingir o nÃvel da paixão , mas salvando, assim, o poema da chatice referida- Eis a "grande" incógnita (!) Obrigado pela leitura Geraldes de Carvalho
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« Última modificação: Março 13, 2010, 02:11:03 por gdec2001 »
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