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Autor Tópico: Filhos de lésbicas são melhores na escola e menos agressivos  (Lida 237 vezes)
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goretidias
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« em: Julho 25, 2010, 22:53:10 »

" Que a adolescência é difícil é um facto. Foi com esta premissa, associada à ideia de que o desenvolvimento é tão problemático para as crianças criadas por pais homossexuais como para as que vivem com casais heterossexuais, que Nanette Gartrell, investigadora da Universidade da Califórnia, embarcou há 24 anos num estudo inédito sobre filhos de mães lésbicas. As conclusões foram publicadas esta semana na revista "Pediatrics", da Academia Americana de Pediatria, e são uma surpresa para os investigadores. Estes adolescentes, hoje jovens adultos, não só não apresentaram grandes diferenças ao longo do seu desenvolvimento em relação aos filhos de famílias tradicionais, como os superaram pela positiva em indicadores psicológicos, sociais e académicos.

A equipa dirigida por Gartrell e Henny Bos, da Universidade de Amesterdão, conseguiu a participação de 154 lésbicas e futuras mães, e submeteu-as a questionários de avaliação psicológica sobre o crescimento dos seus filhos. Aos 10 e aos 17 anos, os jovens também foram convidados a participar, e responderam de viva voz às questões. Hoje permanecem no estudo 77 famílias, com 78 filhos (dois gémeos) - e as suas respostas foram comparadas com uma avaliação semelhante de 93 crianças/jovens da mesma geração, mas filhas de pais tradicionais.

Foi usado o método "Child Behavior Checklist" (CBCL), um questionário que avalia competências e problemas comportamentais e emotivos das crianças. "Quando comparámos os adolescentes com o padrão, descobrimos que os filhos de mães lésbicas estão a sair-se melhor", disse Gartrell, uma forma simples de resumir uma tabela que confronta resultados para parâmetros como escola, ansiedade ou problemas sociais. Em 14 itens de análise, os filhos de lésbicas vencem em 12, sendo, por exemplo, menos agressivos e desobedientes. Quanto ao estigma de terem pais do mesmo sexo - sentido por 41% -, concluiu-se que o pouco efeito que tinha no desenvolvimento psicológico e social das crianças aos 10 anos dissipa-se pelos 17 anos.

Para explicar os resultados, há para já poucos argumentos. A ideia de que estas mães terão antecipado o estigma social com uma maternidade mais empenhada é uma das leituras avançadas. "As nossas conclusões demonstram que não há qualquer justificação para restringir o acesso a tecnologias reprodutivas ou custódia parental com base na orientação sexual dos pais", sustentam ainda os investigadores.

Há, contudo, algumas lacunas: a amostra não é aleatória - em 1986 a homossexualidade era menos assumida, pelo que o recrutamento das participantes foi muito localizado - e não estão representados pais homossexuais. Nada que invalide os resultados do trabalho, defendem, mas que obriga a mais estudos. "Apesar de três décadas de investigação a demonstrarem que o desenvolvimento das crianças não está relacionado com a orientação sexual dos pais, a legitimidade da paternidade biológica ou por adopção continua sob escrutínio", escrevem no artigo. E para Gartnell, não restam dúvidas: "estes pais são um sucesso", disse à imprensa. "

http://www.ionline.pt/conteudo/63612-filhos-lesbicas-sao-melhores-na-escola-e-menos-agressivos
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Goretidias

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margarida
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« Responder #1 em: Agosto 15, 2010, 11:19:29 »

Não me parece que sejam melhores por serem filhos de lésbicas. Aliás, acho que não tem nada a ver com isso, mas sim com o carácter de quem educa, independentemente das orientações sexuais.
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Edite Cecília Rodrigues
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Partilho o meu ferfil c/ outros participantes


« Responder #2 em: Agosto 17, 2010, 19:32:52 »

Achei muito interessante este estudo agora divulgado. No entanto, entendo que é sempre uma abordagem difícil, onde ainda prevalece um certo tabu pela situação em causa, mas que acho pertinente se continue a investigar mesmo noutros parâmetros. Só assim se poderá lidar com as diferenças tratando-as como modos de estar dentro da normalidade de vida de cada um.

Edite Cecília Rodrigues
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Edite Cecília Rodrigues
goretidias
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« Responder #3 em: Setembro 22, 2010, 20:35:19 »

Sim, um estudo que merece ser continuado. Aliás, o assunto "ter filhos" é que devia ser bem estudado. Todos podem ser pais?
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gdec2001
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« Responder #4 em: Setembro 24, 2010, 22:38:18 »

Não me parece que o "estudo" mereça qualquer crédito . Na verdade não há um critério único que presida a estas investigações. O que para os americanos pode ser bom, para mim pode ser mau e vice-versa.
Por outro lado sempre me pareceu que a importância que damos aos pais na educação das crianças é muito hipertrofiada . As crianças recebem influências de toda a sua envolvência e a importância dessas influências depende de muitíssimos factores : a força do facto influenciador a atenção forte ou fraca da criança , o seu estado de espírito no momento,  a idade, o desenvolvimento intelectual e etc etc. Perante um facto negativo a criança pode reagir positivamente e vice-versa.
Para mim, não deve existir diferença relevante entre as crianças filhas de um casal dito normal das que vivem com outros casais, mas isto é apenas um palpite derivado da minha ideia de que se hipertrofia a influência dos pais .
É claro que esta minha ideia não é para retirar a responsabilidade dos pais - ou dos que como tal actuam - porque é claro que estes é que estão em melhor situação para influenciar os filhos . Podem consegui-lo ou não mas o facto de poderem não conseguir não lhes retira a responsabilidade de tentar.
Assim os pais devem tentar sempre o melhor, não por palavras mas pelo exemplo. Se no fim sair um mau passarinho de um bom
ninho já não se devem considerar culpados ainda que sofram...sempre.
vosso
Geraldes de Carvalho
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Geraldes de Carvalho
Vóny Ferreira
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« Responder #5 em: Setembro 24, 2010, 22:58:59 »

Trouxeste um tema muito interessante, Goreti,
que permitirá sem dúvida uma discussão que se
quer saudável. Profícua.
Tal como a Margarida refere, estou de acordo com ela,
o que deve ter grande preponderância no comportamento
dos filhos, (lésbicas ou não...) é fundamentadamente o carácter
e os valores que lhes são transmitidos pelas mães ou pais.
Tornar os nossos filhos imunes aos preconceitos vindos do exterior
tenham eles os nomes que tiverem, é sobretudo salvaguardar
a coesão mental dos nossos filhos e torna-los até mais fortes
e tolerantes.
Bj
Vóny Ferreira
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que me chamares
um eu saberei
que é meu...

- MULHER!

(Vóny Ferreira)
goretidias
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« Responder #6 em: Setembro 28, 2010, 20:55:06 »

Sem dúvida! Tens toda a razão.
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