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Vóny Ferreira
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« em: Agosto 25, 2010, 10:54:17 » |
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Do outro lado da tela as cores diluem-se e mostram o sol que dormita numa ravina um rio gigantesco que lento, seca.
Mãe… mãe… porque não me escutas?
Os teus passos sucumbem numa cama a tua voz fala-me através dos olhos como se a tua alma me deixasse pregada à cruz que na parede tem Jesus que vela pelo teu sono.
Mãe… Mãe… tenho medo!
Abraça-me e diz-me que sou a tua menina não, abraça-me e dá-me o sol dos teus olhos é que ele foge-me por entre os dedos como se ansiasses a escuridão do abismo
Mãe… Mãe… amo-te, tanto!
(VÓNY FERREIRA)
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De todos os nomes que me chamares um eu saberei que é meu...
- MULHER!
(Vóny Ferreira)
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Deolinda
Novo por cá
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« Responder #1 em: Agosto 25, 2010, 17:47:02 » |
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Olá, Vony
Agradeço-lhe sinceramente a partilha deste excelente texto.Muito obrigada. Bj Deolinda
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goretidias
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« Responder #2 em: Agosto 25, 2010, 21:12:38 » |
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Angustiante este poema. A qualidade, essa, é indiscutível. bj
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Goretidias
Todos os textos registados no IGAC sob o número: 358/2009 e 4659/2010
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Vóny Ferreira
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« Responder #3 em: Agosto 25, 2010, 23:02:39 » |
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Deolinda eu é que agradeço as suas palavras.
Goreti, com a mãe a passar um momento muito crítico de saúde, foi mesmo com angústia que o escrevi. Muito obrigada
Beijos às duas Vóny Ferreira
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Oswaldo Eurico Rodrigues
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Amo a Literatura e as artes.
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« Responder #4 em: Agosto 25, 2010, 23:13:46 » |
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Oi, Vóny...
Tempos que não te lia. Esse seu poema é lindo e comovente. Impossível não sentir a beleza do texto.
Beijos do Brasil
Oswaldo
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CAMPISTA CABRAL
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« Responder #5 em: Agosto 26, 2010, 00:17:16 » |
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Olá Vóny!
Há uma agonia, um desespero e um entre-escurecer crescente verso após verso. Muito bem delineado por ti! Parabéns! Angustiante, como disse Goreti, mas comovente!
Abraços!
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Vóny Ferreira
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« Responder #6 em: Agosto 26, 2010, 10:00:58 » |
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Olá Oswaldo e Campista
Grata pelas vossas generosas palavras. Abraços
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CAMPISTA CABRAL
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« Responder #7 em: Agosto 26, 2010, 23:29:34 » |
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Um belo poema tem que ser dito e lido e relido quantas vezes for preciso!
Abraços!
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Oswaldo Eurico Rodrigues
Contribuinte Activo
   
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Amo a Literatura e as artes.
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« Responder #8 em: Agosto 27, 2010, 04:10:02 » |
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Concordo com o Cabral!
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emilialemos
Novo por cá
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« Responder #9 em: Agosto 28, 2010, 12:27:38 » |
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Magnífico poema! Emília
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Dulce
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Os poemas são reflexos da minha alma...
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« Responder #10 em: Agosto 28, 2010, 22:22:28 » |
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Olá, Vóny. Todas os comentários que aqui foram feitos, são muito pequenos, comparados com a beleza das palavras, contidas neste texto. Tanta... tanta emoção. Que é que não tem receio de perder uma mãe? Um forte abraço para a Vóny.
Dulce pinho
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Vóny Ferreira
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« Responder #11 em: Agosto 29, 2010, 22:04:51 » |
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Penso que todos nós, todos temos medo de a perder, sim, porque pela lógica da vida toda a mãe é amada pelos seus filhos. Muito grata pela palavras carinhosas. Beijo Vóny Ferreira
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Oswaldo Eurico Rodrigues
Contribuinte Activo
   
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Amo a Literatura e as artes.
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« Responder #12 em: Agosto 29, 2010, 22:10:10 » |
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Deus me abençoou com duas. Uma delas é falecida. Fiquei sabendo disso no próprio dia das mães quando telefonei para ela. Já havia falecido a sete meses e ninguém me dissera. Sofri muito. Felizmente ainda tenho minha mãe biológica e preciosa.
Abraços fraternos.
Osw.
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Vóny Ferreira
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« Responder #13 em: Agosto 30, 2010, 11:14:26 » |
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A minha mãe, infelizmente, foi operada de urgência depois de uma queda onde fracturou a clavícula. Talvez o seu destino esteja traçado, o de ficar o resto dos seus dias numa cadeira de rodas. Mas o importante em ter as nossas mães connosco, sempre. Este poema foi escrito há 15 dias, no momento em que ela fazia essa melindrosa operação, derivado a ser uma pessoa diabética e muito fragilizada. Perdoe-me o desabafo. Bem haja! Vivam as nossas mães, sempre! porque no coração elas morarão eternamente! Vóny Ferreira
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Manuela Matos
Membro da Casa
  
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Escrever, é uma terapia...
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« Responder #14 em: Agosto 30, 2010, 13:22:44 » |
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Muita sensibilidade, e desespero neste belo poema que comove até às lágrimas...
Desejo rápidas melhoras dentro desse quadro tão pouco optimista!
Vivam todas as mães!!!
Bjs. Manela
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No silêncio das palavras, Quero deixar uma mensagem de esperança...
Manuela Matos
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