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DionÃsio Dinis
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« em: Dezembro 03, 2008, 22:36:38 » |
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Do tempo que se escoa lânguido em sÃstoles e diástoles
Das esperas em pasmo vegetar
Das coisas vivas na vida de um metrónomo
São as horas passadas ao relento dos sonhos
São as horas repisadas no ranger de dentes irados
São as gentes sem vermelho nas artérias
São as ruas que implodem como veias oclusas
São as palavras transparentes no vazio da alva folha
E o universo de mãos e rostos desfigurados
São carências de luz nas noites turvas de luar
E o grito faz-se voz de pavor ou libertação
E as horas finam-se aliviadas do tempo sufocante
Pelas mãos descontam-se horas no devir de outras eras
Pela cara pétreas nuvens desabam como oceanos
Pela cabeça ventrÃculos e aurÃculas fumegantes
E fora de tempo o riso de Hades derrotado
DionÃsio Dinis
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« Última modificação: Fevereiro 16, 2011, 07:29:41 por DionÃsio Dinis »
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goncalos
Contribuinte Junior

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« Responder #1 em: Dezembro 03, 2008, 22:54:20 » |
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Aqui já se nota calo...  Como o calo dos guitarristas por exemplo, sem o qual é impossÃvel tocar-se bem guitarra. Estas palavras pulsam.
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DionÃsio Dinis
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« Responder #2 em: Dezembro 03, 2008, 22:56:26 » |
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Grato pela leitura e observação generosa do meu escrito.
Abraço fraterno
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Laura Gil
Membro da Casa
  
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« Responder #3 em: Dezembro 03, 2008, 23:14:05 » |
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Que se pode dizer diante de tamanha grandeza? Está...divinal!
Beijo
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"A Beleza dos instantes tem a fragilidade de uma rosa"
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DionÃsio Dinis
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« Responder #4 em: Dezembro 03, 2008, 23:45:21 » |
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Laura, fico imensamente grato pelo seu comentário!
LuÃs, fico sem palavras justas, para tributar a leitura que faz do meu poema.Bem-haja pelo incentivo que me transmite nas suas generosas palavras.
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amandu
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« Responder #5 em: Dezembro 04, 2008, 11:58:00 » |
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O sonho de se pensar no poeta. O próprio sendo de tudo. O seu incremento a fusão do mundo. Um belo poema num grande tempo de mundo. Amandu
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marcopintoc
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« Responder #6 em: Dezembro 04, 2008, 13:08:02 » |
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Caro DionÃsio, A tua poesia é excepcional. Gostei imensamente deste poema que cai bem nos dias cinzentos e tristes deste Dezembro tão frio e tão sem esperança. Cometendo a heresia de realçar apenas uma frase do teu poema acho que " São as horas repisadas no ranger de dentes irados" é simplesmente genial . Abraço Marco
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Luis F
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« Responder #7 em: Dezembro 04, 2008, 13:29:54 » |
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Quando a obra nasce e torna-se bela, todas as palavras que se possm aqui dizer, serão sempre poucas...
Adorei ler e reler este belo poema, rendendo-me ás tuas palavras
Com amizade Luis
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carlossoares
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« Responder #8 em: Dezembro 04, 2008, 15:36:53 » |
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Sem desprimor para os restantes versos que, no conjunto, têm um efeito de vibração urbana, atribuo esse efeito ao último verso que, por Ãnvias vias, me trouxe à mente uma expressão "Há-de haver...", que não é de filósofo, nem de cientista, nem de teórico, mas de explorador, aventureiro, talvez apenas de...senso comum. Tal como as plantas que só "pensam" na primavera que "há-de vir" e esquecem (esquecem?) o verão que passou.
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Carlos Ricardo Soares
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DionÃsio Dinis
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« Responder #9 em: Dezembro 04, 2008, 20:27:11 » |
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A todos o meu sincero obrigado pelas palavras gentis e generosas.
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Fábio Videira Santos
Membro
 
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« Responder #10 em: Dezembro 04, 2008, 20:42:48 » |
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Mas que óptimo poema, caro DionÃsio! Começou sorrateiro mas depois assomou aos meus olhos de rajada, quase me deixando (perdoe-me a evidente hipérbole) sem vermelho nas artérias.
abraço, fvs
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Mel de Carvalho
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« Responder #11 em: Dezembro 04, 2008, 22:37:38 » |
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"Pelas mãos descontam-se horas no devir de outras eras"
e por aqui, valem sempre, valem muito, os tempos que nos sobram em espera de que D.Dinis nos engrandeça com a sua poesia. e ela surge, como esta, forte, enorme!
Abraço Mel
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DionÃsio Dinis
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« Responder #12 em: Dezembro 05, 2008, 00:55:52 » |
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Fábio, MariaMadrugada, Mel e Júlio, o meu sincero obrigado pelos generosos comentários.
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goretidias
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« Responder #13 em: Dezembro 05, 2008, 10:54:36 » |
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A palavra a favor da libertação, o fluir das palavras em crescendo pelo devir de outras eras que por tanto tardar se vão finando... Mais um excelente poema com a chancela D.Dinis!
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Goretidias
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DionÃsio Dinis
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« Responder #14 em: Dezembro 08, 2008, 21:02:32 » |
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A palavra a favor da libertação, o fluir das palavras em crescendo pelo devir de outras eras que por tanto tardar se vão finando... Mais um excelente poema com a chancela D.Dinis!
Grato pela visita e gentil comentário. Abraço fraterno
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