Laura Gil
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« em: Dezembro 10, 2008, 22:32:48 » |
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Da minha Janela Os homens Não parecem tão perto Nem acenam Com o olhar esperança Na manhã a vir…
O mesmo sol Que doirou Os meus dias De cantar, mãos Nos ombros Das árvores secas, Rasgou este horizonte De ruas húmidas E tardes mortas… - O nosso horizonte Onde não há gaivotas Nem navios…
(Aqui, apenas ficou A tarde Feita de esperança Na manhã a vir…)
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"A Beleza dos instantes tem a fragilidade de uma rosa"
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Mariasousa
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« Responder #1 em: Dezembro 10, 2008, 22:43:23 » |
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Triste mas belo.
Bjs
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Aleph
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« Responder #2 em: Dezembro 10, 2008, 23:11:16 » |
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Cara Laura Gil,
Cria-se, na assertividade das frases e na limpidez das palavras uma sensação de tensão entre tempos e espaços que poderão estar contidos numa vida. Sinceramente, aprecio poemas pouco adjectivados, pelo que a contenção inteligente que a Laura Gil demonstra através do uso milimétrico das palavras "secas", "húmidas" e "mortas", funciona como um pilar sólido e estruturante de toda a composição. Gostei deste seu poema que, sendo o primeiro que li de sua autoria, julgo indiciador de uma coerência e rigor muito próprios.
Aleph
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goretidias
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« Responder #3 em: Dezembro 11, 2008, 12:48:00 » |
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Se remanescem tão belas palavras, reaproveitem-se todas! Bj
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Goretidias
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carlossoares
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« Responder #4 em: Dezembro 11, 2008, 16:28:20 » |
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Mesmo há uns anos atrás, na minha adolescência ansiosa pelo futuro, senti muitas vezes que havia tardes que eram muito antigas e me deixavam melancólico a cismar em tantos episódios da história, em tantas civilizações silenciadas sob a poeira...Mas eram tardes em que o meu singelo presente triunfava sobre todas as glórias passadas e eu sentia um vivo apelo do futuro. Parabéns pelo lindo poema!
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Carlos Ricardo Soares
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Mel de Carvalho
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« Responder #5 em: Dezembro 11, 2008, 23:17:07 » |
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"O mesmo sol Que doirou Os meus dias De cantar, mãos Nos ombros Das árvores secas, Rasgou este horizonte De ruas húmidas E tardes mortas…"
Laura, isto é belÃssimo. Já li este poema várias vezes e de todas me toca profundamente.
beijo Mel
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Laura Gil
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« Responder #6 em: Dezembro 12, 2008, 00:22:17 » |
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Maria Sousa, Aleph, Júlio Saraiva, goretidias, Domingos da Mota, carlossoares, Mel de Carvalho, a todos o meu muito obrigada pelas vossas leituras e tão generosos comentários.
Beijos
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amandu
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« Responder #7 em: Dezembro 12, 2008, 11:03:21 » |
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É importante o seu poema pois faz-me lembrar de toda a vida e porque olhamos embora nessa sequência seja parado. Um abraço de poeta Amandu
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Laura Gil
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« Responder #8 em: Dezembro 13, 2008, 20:36:22 » |
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Obrigada amandu, pelo seu generoso comentário.
Beijo
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Jorge Luiz Alves
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...um passeio literário pela boa terra...
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« Responder #9 em: Janeiro 15, 2009, 01:33:30 » |
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Moto contÃnuo, segue a vida, a cada entardecer em esperança; a cada amanhecer em ressurreição. Abraço do Jorge.
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Luis F
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« Responder #10 em: Janeiro 15, 2009, 16:51:04 » |
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E todos os dias tem um amanhã... Gostei muito de ler este teu poema... venham mais  Um beijinho madrinha Luis
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Laura Gil
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« Responder #11 em: Janeiro 15, 2009, 22:23:39 » |
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Meus amigos, Jorge Luiz Alves, LuÃs Filipe Pereira, DiteApolinario e afilhado LuÃs F, o meu muito obrigada pelas vossas leituras e tão agradáveis palavras. Bem hajam!
Beijos
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Vóny Ferreira
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« Responder #12 em: Janeiro 18, 2009, 19:58:12 » |
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Oh, Laura! Como é que me foi escapar um poema destes? Belo, de uma nostalgia comovente e... sedutora! Bravo! Beijinhos Vóny Ferreira
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De todos os nomes que me chamares um eu saberei que é meu...
- MULHER!
(Vóny Ferreira)
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Laura Gil
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« Responder #13 em: Janeiro 18, 2009, 22:12:57 » |
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Obrigada Vóny pelos teus comentários.
Beijo
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Laura Gil
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« Responder #14 em: Janeiro 18, 2009, 23:02:10 » |
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Alguma saúdade sim. Obrigada amiga pela tua presença.
Beijo
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