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Fugas => Escrita Contínua => Tópico iniciado por: josé antonio em Novembro 01, 2010, 20:52:17



Título: DE QUE NOS SERVE O ISOLAMENTO?
Enviado por: josé antonio em Novembro 01, 2010, 20:52:17
É importante percebermos que todos nós temos o mesmo potencial para o bem e para o mal; assim sendo, é importante usar o potencial para o bem para sermos seres humanos mais felizes.
DALAI LAMA

Pois é, caros amigos, neste tempo em que os valores morais são constantemente substituídos pela materialidade da vida, vazia de objectivos, lealdade, honradez, solidariedade, amizade e tanto mais, para onde caminhamos, afinal?
Segundo os mais críticos sociólogos, para o abismo do isolamento, e não é por acaso que grande parte do mundo dito civilizado, vive escondido na prática do “ casulo”, isto é resguardados do resto do mundo no seu canto ou cantinho, tanto faz, fechados ao vizinho do lado, ao colega do trabalho, ao amigo do café matinal, à sociedade.
O diálogo é preterido em benefício dos automatismos: nas cabines das portagens anula-se o diálogo com os funcionários pelas vias de todas as cores, com as quais não falamos, nos snacks recorre-se às máquinas das sandes, dos sumos, dos chocolates e não vamos ao balcão, nas bombas de abastecimento de combustível, ninguém nos atende, temos um maldito cartão que estupidamente nos entende.
Estaremos condenados a este miserável modo de vida para o resto das nossas vidas?
Vamos dialogar…


Título: Re: DE QUE NOS SERVE O ISOLAMENTO?
Enviado por: Nanda em Novembro 01, 2010, 21:22:07
José António,
A desumanização é assustadora nos nossos dias.
Excelente abordagem a uma temática que urge reflectir.
Bj
Nanda


Título: Re: DE QUE NOS SERVE O ISOLAMENTO?
Enviado por: josé antonio em Novembro 02, 2010, 10:32:45
Bom dia Nanda,

É esse o meu desafio, precisamente.
Tantas palavras são gastas para o vento, por parte de tanta a gente, políticos, comentadores e por aí fora mas muito poucas e das mais importantes para os problemas reais da nossa vida.
Temos de entender que para além de todas as diferenças e estatutos possíveis de convencionar pertencemos e vivemos numa cadeia de humanos!
Abraço
José António