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 1 
 em: Novembro 11, 2019, 11:36:25  
Iniciado por Na√ß√£o Valente - Última mensagem por margarida
Fica a √°gua na boca :yup: Queremos sempre mais. :yahoo:

 2 
 em: Novembro 11, 2019, 11:34:42  
Iniciado por CAMPISTA CABRAL - Última mensagem por margarida
Ena!  :fixe:

 3 
 em: Novembro 11, 2019, 11:34:19  
Iniciado por Dion√≠sio Dinis - Última mensagem por margarida
E c√° estou de novo para apreciar. :yup:

 4 
 em: Novembro 11, 2019, 11:33:39  
Iniciado por carlossoares - Última mensagem por margarida
J√° acreditei no destino, j√° desacreditei... Hoje n√£o sei bem... Mas gosto de ler o que se escreve sobre isso. Em particular, do Carlos.

 5 
 em: Novembro 11, 2019, 10:43:07  
Iniciado por carlossoares - Última mensagem por carlossoares
O homem, desde os primeiros artefactos, da reprodu√ß√£o de animais e da agricultura, percebeu que, de algum modo, podia tomar conta do destino, usando as "leis da natureza", o determinismo inelut√°vel do "comportamento" da mat√©ria, para os fins que lhe interessavam. Mas h√° outras condi√ß√Ķes, produzidas pelo homem, para al√©m das materiais, que podem ser fortemente determinantes da vida das pessoas. Em ambos os casos o problema √© escapar √†s consequ√™ncias ou efeitos das condi√ß√Ķes. De um modo passivo ou de um modo ativo. Mas as consequ√™ncias ou efeitos podem ser mais ou menos da responsabilidade do indiv√≠duo. Nem todos est√£o nas melhores condi√ß√Ķes para torcer os determinismos a seu favor e, ao faz√™-lo, as consequ√™ncias disso podem n√£o ser algo de in√≥cuo, para si e para os outros. O que n√£o nos √© dado escolher, enquanto vivos, √© "nada fazer", por pouco que seja, porque somos organismos vivos. Quanto mais op√ß√Ķes e alternativas e possibilidades de escolha, de fazer e n√£o fazer, tivermos, como indiv√≠duos e como grupos sociais, maiores e melhores ser√£o as perspetivas de fazermos o destino que, assim, deixaria de chamar-se destino.

 6 
 em: Novembro 10, 2019, 19:04:38  
Iniciado por carlossoares - Última mensagem por Dion√≠sio Dinis
E n√£o poderemos n√≥s forjar um n√£o-destino, um ponto imaterial de fuga e reencontro? N√£o detemos n√≥s o poder de fintar e trocar as voltas ao fado e √†s varia√ß√Ķes do mesmo?
Afinal, reflexão e acção são o melhor desiderato para lidarmos com as imponderabilidades do destino.

 7 
 em: Novembro 07, 2019, 20:18:46  
Iniciado por CAMPISTA CABRAL - Última mensagem por CAMPISTA CABRAL


Ol√° para todos!
Novo v√≠deo do canal! Convido para mais uma cr√īnica! O mundo dos imbecis!
Assistam! Inscrevam-se! Compartilhem!

https://www.youtube.com/watch?v=qTj-qXC1jJ4

Grande abraço e muito obrigado!!

 8 
 em: Novembro 07, 2019, 20:15:24  
Iniciado por CAMPISTA CABRAL - Última mensagem por CAMPISTA CABRAL
Uma vez mais, agradeço a leitura meu caro Dionísio!
Embora goste do verso livre e da poesia sem amarras, o soneto é a forma por excelência, o melhor exercício poético...

Grande abraço!!

 9 
 em: Novembro 07, 2019, 20:13:24  
Iniciado por CAMPISTA CABRAL - Última mensagem por CAMPISTA CABRAL
Muito obrigado Geraldes! Muito obrigado Dionísio!

N√£o h√° tema mais apropriado para a poesia concordam?

Grande abraço!

 10 
 em: Novembro 07, 2019, 16:47:55  
Iniciado por Na√ß√£o Valente - Última mensagem por Na√ß√£o Valente
O av√ī nasceu durante a monarquia constitucional, assistiu, muito jovem √† implanta√ß√£o da Rep√ļblica, que serviu, temporariamente, como militar. Viveu a maior parte da sua vida no regime salazarista. Esp√≠rito livre voltou ao local de origem para viver a vida como a gostava de viver.
Por op√ß√£o, desde certa altura da minha inf√Ęncia, comia e dormia na sua casa. O av√ī , apesar  de sempre ter estado em actividade, conseguia dar-me aten√ß√£o e aturar as minhas ‚Äúparvoeiras‚ÄĚ do tempo da juventude, sobretudo quando o vinho, a droga da √©poca, o libertava da m√°scara que usamos para cumprir os rituais do quotidiano.
Fal√°vamos bastante, mas n√£o fal√°mos tudo. Ficaram coisas por dizer, ficam sempre, porque filtramos muito do que gost√°vamos de exprimir. Nesta carta p√≥stuma, com a ‚Äúsapi√™ncia‚ÄĚ que o tempo, um grande mestre, vai trazendo, quero recordar, um dia de vida em comum, igual a tantos outros, mas ao mesmo tempo diferente, porque ficou para sempre vivo nas minhas lembran√ßas.

Nesse dia, fui bruscamente acordado, madrugada escura, com umas pancadas na velha porta de madeira, muito trabalhada, mas j√° corro√≠da por anos e anos de intemp√©rie , sem o  merecido restauro. Como diz o ditado, em casa de ferreiro, espeto de pau. Recordo-me, como se fosse hoje, que o av√ī se levantou sem enfado(madrugava sempre)  e se dirigiu para junto da porta perguntando: ‚Äúquem √©?‚ÄĚ
Uma voz emergindo do sil√™ncio da noite  disse: ‚Äúsou o genro do Calado, que morreu repentinamente e que precisa de um caix√£o‚ÄĚ. O av√ī, perito nos trabalhos com madeira, incluindo caix√Ķes, balbuciou entredentes: ‚Äúpois o Calado calou-se para sempre‚ÄĚ. O av√ī, como era da praxe, perguntou qual era a altura do defunto, e perante a indecis√£o do ‚Äúencomendador‚ÄĚ, foi-lhe dizendo para n√£o se preocupar, porque tinha, mais ou menos uma ideia, e que serviria de modelo, sem mais custos.
Na despreocupa√ß√£o da idade da inf√Ęncia, voltei a adormecer at√© o dia raiar, enquanto o av√ī come√ßou de imediato a cortar e a aplainar t√°buas. Quando voltei da escola do senhor Simpl√≠cio, uma escola privada que, com paralelismo pedag√≥gico, preparava alunos at√© ao segundo ano dos liceus, encontrei o av√ī ainda a aplainar t√°buas para terminar a tempo o esquife do senhor Calado.

Lembro-me bem do senhor Calado, como ser vivente. A imagem, mais n√≠tida  que  dele retenho , foi criada junto √†s tabernas da aldeia onde, como muitos outros, bebia at√© perder a compostura. De uma forma geral os ‚Äúb√™bados‚ÄĚ eram pessoas alegres e creio que felizes naqueles momentos em que trocavam a lucidez pela fantasia do reino da etiliza√ß√£o.
Recordo-o,  tr√īpego de embriaguez,  numa rua entre duas tabernas, a correr atr√°s de uma bola, que um jovem inconsciente tirava, sucessivamente,  do seu alcance. Fiquei com a sensa√ß√£o que se divertia, sem no√ß√£o clara da ‚Äúfigurinha‚ÄĚ que nunca faria em estado de sobriedade.Nem sei se se apercebia que espectadores ocasionais observavam a cena do p√°tio das tabernas adjacentes, divertidos com o espect√°culo gratuito que estava a proporcionar. Divertidos com o acto, em si, e n√£o com qualquer falta de respeito para com a pessoa que ali estava transfigurada.

 O senhor Simpl√≠cio, ex-seminarista que n√£o tomou votos, e cuja vida era um mist√©rio e quase uma lenda, voltou √† aldeia quando as rugas lhe povoavam o rosto e os cabelos escassos perdiam a cor. Para sobreviver, na terra  onde regressou como filho pr√≥digo, inventou-se  como professor, e que professor, cujos alunos tinham fama de ser os melhores nos exames de Liceu. No dia em que o senhor Calado se calou, deixou-nos sair mais cedo da aula, para irmos ver passar na estrada nacional o senhor general Sem Medo , que prometera dispensar o Presidente do Conselho, se ganhasse as elei√ß√Ķes presidenciais.
Quando, vindo da escola, cheguei a casa dos av√≥s, passei pela cozinha, onde a av√≥ confeccionava um dos seus inconfund√≠veis petiscos, que tamb√©m ali me prendiam, e aproximei-me do av√ī que continuava embrenhado na tarefa priorit√°ria daquele dia, porque nos outros dedicava-se mais  a obras para glorificar a vida, tais como portas, janelas, m√≥veis, arados, charruas... Olhou-me de soslaio, calculou a hora pela posi√ß√£o da sombra, e sem tirar a m√£o da plaina perguntou: ‚Äúent√£o Z√©, sa√≠ste mais cedo da escola? Sa√≠ av√ī‚Ķo senhor Simpl√≠cio dispensou-nos para vermos a caravana do senhor general. O av√ī n√£o vai?‚ÄĚ

Silêncio!
Apenas o barulho das ferramentas na sua relação com a madeira. Percebi que a sua vontade estava prisioneira de um compromisso inadiável. Percebo hoje que muitas vezes temos de ser prisioneiros da nossa própria vontade.
Silêncio!
O av√ī disse: ‚Äúo Calado j√° n√£o fala, vai tu Z√© ver o Homem que quer que todos falemos. √Č mais importante para ti do que para mim.‚ÄĚ

Fui com outros mo√ßos e alguns adultos, que se puderam libertar dos afazeres quotidianos, para junto da estrada. A caravana estava atrasada. Constava que na sede do concelho, tinha sido travada durante uma ac√ß√£o de rua. Gente agredida, gente presa. Por fim come√ßaram a passar os carros resistentes, que diminu√≠ram a velocidade mas continuaram a sua marcha. Num deles vi o General sem Medo, sorridente a acenar, ‚Äúobviamente demito-o‚ÄĚ, e a garantir liberdade de express√£o, no dia em que, ironicamente, mais um ‚Äúcalado‚ÄĚ se calou.
O av√ī n√£o esteve presente, mas foi como se estivesse. Senti-o e ainda o sinto. Nunca o disse, digo-o agora. A liberdade passou por ali, breve, apressada, acossada‚ÄĚ, mas um dia veio para ficar. O av√ī j√° n√£o a viveu, mas, decerto, que a pressentiu. Para quem nasceu livre, e sempre o foi, √† sua maneira, n√£o podia ser de outro modo.
Ano da graça de 1958

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Novembro 12, 2019, 18:18:18
um abraço para a administração, para quem dinamiza este espaço, seja como escritor, como leitor, como comentador.
Novembro 12, 2019, 18:15:54
margarida, plenamente de acordo.
Novembro 11, 2019, 11:31:31
Bom dia. Se todos fizerem igual, n√£o h√° coment√°rios.
Novembro 09, 2019, 14:53:10
Oi Dion√≠sio. Obrigado pelo teu coment√°rio. Desculpa eu ser relapso a fazer muitos coment√°rios. Evito-os, para n√£o  louvar uns ou criticar outros. Prefiro ficar na minha, ficar no que me parece. O meu principio geral: escrever, quem l√™ l√™, quem n√£o l√™ n√£o l√™. Ponto. Leio poesia d'outros, m
Novembro 01, 2019, 14:41:40
Boa tarde  todos. Os que est√£o e os que vir√£o.
Outubro 31, 2019, 14:58:38
Parabéns, Figas. Parabéns a todos os que lêem e que escrevem, parabéns a todos os que partilham escritas e comentários.
 
Outubro 10, 2019, 12:24:06
Bom dia. Hoje, andaei a pastar pelas 351 páginas da poesia e encontrei 32 poemas meus, milionários de leituras. com média de 1209 leituras cada. Obrigado a todos os meus contribuintes de lucros poéticos. FigasAbração, a todos. Nota: O Campeão é o Linguagem Decente, com 3692 leituras.Viva a D
Julho 29, 2019, 22:55:56
Olá para todos! Boas histórias e boas escritas!
Julho 02, 2019, 07:05:22
Bom dia!
Junho 28, 2019, 14:37:28
Boa tarde. Hoje, apeteceu-me saudar todos os que aqui tentam p√īr arte na pena. Figasabra√ßo
Maio 18, 2019, 19:22:13
Ol√°! Boa leitura e boa escrita para todos!
Maio 01, 2019, 17:26:47
Boa escrita e boa leitura para todos!
Março 30, 2019, 10:37:35
Boas leituras e boas escritas para todos!
Janeiro 27, 2019, 19:36:43
Boa noite feliz para todos.
Janeiro 11, 2019, 09:21:27
Ol√° para todos!
Dezembro 24, 2018, 21:55:27
Boas Festas.
Novembro 03, 2018, 14:19:38
Claro que sim, Mateus. Vamos lá puxar pelos neurónios?
Novembro 01, 2018, 18:36:27
Ol√° para todos!
Novembro 01, 2018, 15:51:21
A ideia com que fiquei em conversas, era a de que se pretendia fazer, uma sequela do "esfaqueador". Agora estou baralhado.
Outubro 31, 2018, 18:31:48
Temos um tópico em aberto "sem título". Podem entrar. A ideia é fazer algo ao jeito do Esfaqueador da Régua. Estão convidados!
Setembro 12, 2018, 14:34:00
Esfaqueador da Régua, aqui nascido, terá o seu lançamento na Feira do livro do Porto, dia 21 de Setembro.
Julho 04, 2018, 13:54:05
Bom dia.
Março 01, 2018, 20:26:58
Boa noite!
Dezembro 30, 2017, 21:19:00
Ol√°, amigos do Escritartes!
Dezembro 27, 2017, 09:04:13
Boas Festas!
Dezembro 21, 2017, 10:51:56
Ol√° para todos! Desde j√°, um feliz natal e um 2018 de novas escritas!
Novembro 11, 2017, 17:23:12
Boa tarde a todos! Votos de muita inspiração na nobre arte da escrita.
Outubro 25, 2017, 10:20:24
Meu bom dia a todos!
Julho 18, 2017, 20:17:24
Ol√° para todos! Boas escritas!
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