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 1 
 em: Abril 07, 2020, 18:04:51  
Iniciado por gdec2001 - Última mensagem por gdec2001
Sim, sim. Há mentes e mentes mas eu não minto...
abraço,amiga
geraldes

 2 
 em: Abril 07, 2020, 13:27:29  
Iniciado por gdec2001 - Última mensagem por Goreti Dias
Entender será bom. Ele há mentes e mentes...

 3 
 em: Abril 05, 2020, 23:57:19  
Iniciado por Nação Valente - Última mensagem por Oswaldo Eurico Rodrigues
Olá,  Maria Gabriela!

Os dias passam e nós vamos resistindo...

Um grande abraço.

 4 
 em: Abril 05, 2020, 23:52:17  
Iniciado por Maria Gabriela de Sá - Última mensagem por Oswaldo Eurico Rodrigues
Ainda bem que esperança existe

 5 
 em: Abril 05, 2020, 22:26:41  
Iniciado por gdec2001 - Última mensagem por gdec2001
 
Mulheres – A mente

Ó a cabeça de uma mulher .
Quem é que a sabe ler ?

A mim
o que parece
-e é o que confesso-
é que funciona
e vai
no sentido
inverso .

Começa pelo fim
a que chamamos síntese
e vai descendo daí
até chegar à análise
do próprio inferno
onde descobre coisas
por um poder lucífero. 

São coisas encobertas
que para nós os homens
serão sempre secretas .

Ainda  no princípio
fala na conclusão
como se fosse simples
e mesmo evidente
-“evidentemente”-
com toda a convicção .

A mente das mulheres
de que vos dei o exemplo
nós podemos amá-la
e odiá-la
ao mesmo tempo .

Geraldes de Carvalho

Ps:
Desprezá-la é que não
minha irmã, meu irmão .

 6 
 em: Abril 05, 2020, 19:52:03  
Iniciado por Nação Valente - Última mensagem por Goreti Dias
Parece que estamos presos em prisão domiciliária. Mas passará.

 7 
 em: Abril 05, 2020, 10:21:50  
Iniciado por Maria Gabriela de Sá - Última mensagem por Goreti Dias
Continua a ler, mas não deixes de escrever! Diz o roto ao nu...

 8 
 em: Abril 04, 2020, 15:50:14  
Iniciado por Nação Valente - Última mensagem por Maria Gabriela de Sá
Já corrigi o erro de concordância...

 9 
 em: Abril 04, 2020, 15:47:38  
Iniciado por Maria Gabriela de Sá - Última mensagem por Maria Gabriela de Sá
                                                                                         XIV
 
          -O actor que faz de Telmo é parecido contigo, Domingos. Já reparaste? – fez notar Fausto, salientado algumas semelhanças entre um e outro. Uma das quais o cabelo e os olhos.
          -Agora que dizes isso, tens razão. Também sou ruivo. Mas muito mais bonito! – brincou Telmo, enquanto, no filme, o rapaz tomava a decisão de deixar o café, depois de ter bebido a cerveja com a mesma cara de poucos amigos com que havia entrado.
          -Mas isso é porque estás vestido com roupa de marca e ele traz umas calças e um blusão fatela – continuou Fausto no mesmo tom ligeiro do amigo.
          -O Leandro é que é bem diferente de ti. Se há homens a favor de igrejas e de casamente aquele é um deles – provocou Domingos com um riso irónico – Mas, vamos lá calar-nos e ver o resto. Nada de conclusões precipitadas. Muita coisa irá ainda acontecer. Estou à espera de ter uma boa surpresa com aquele bacano.
          -Podes contar com ela. Não estou aqui para te desiludir – retorquiu Fausto enigmaticamente, enquanto se mexia na cadeira arrancando um longo gemido às dobradiças, algo secas e com alguma falta de óleo lubrificante.


                                                                                               3

          Telmo pegou a seguir no telemóvel que pousara entretanto na mesa e levantou-se. Catadas no bolso das calças como se fossem esmolas, e com umas moedas na mão, foi ao balcão pagar a bebida num gesto decidido. E, com o mesmo olhar gelado com que entrara, tropeçando numa das cadeiras do estabelecimento, saiu sem se despedir, enquanto proferiria, entre dentes, uma praga à cadela que se lhe cheirara as pernas sem se desviar do seu trajecto de criatura que andava sobre dois pés.
          Já na rua, colocou o capacete na cabeça, subiu de novo para a mota e chispou para o beco como um fugitivo. Era lá que morava com a família, ali a uns bons metros da igreja onde o Centro Paroquial, construído há trinta anos, se enchia de escuteiros aos fins-de-semana de todo o ano para aprenderem as regras de civilidade teorizadas pelo fundador da organização Baden Powell. A excepção era Agosto, que o deixava vazio até à próxima época de actividades, a descansar das ideias e da alegria da juventude irrequieta e barulhenta,
         -O rapaz que saiu, apesar de bonitinho, tem cara de poucos amigos. Era um garoto mal-encarado quando fui embora e não melhorou nada. Será que bebeu leite de figueira-brava? – perguntou Leandro mal Telmo saiu.
          -Foi criado com muita brandura pela mãe. Em criança, era o diabo e ela, em vez de lhe cortar o cabresto logo na altura, deu-lhe corda – disse Alberto, um dos homens que ali estava, colega do progenitor do rapaz na fábrica das motorizadas –. Era o pai, por um lado, a tentar meter ordem naquela cabeça endiabrada e a mulher a trocar-lhe as voltas por outro. Que é o que tem feito até hoje!...
          -A Susete é boa pessoa. Só que tem lá aquele feitio de deixa andar e depois dá nisto – acrescentou João, o outro homem da mesa, enquanto Leandro se lembrava da mãe do rapazola, sua colega dos bancos de escola há muitos anos atrás.
          -Um bocado sostra, se quereis que vos diga – atalhou ele, ao lembrar-se dela. Tinha pouca atitude. E gente sem atitude tende a ter filhos desequilibrados. É o que eu penso. Deus me perdoe.
          -Eu não queria dizer tanto. Afinal somos quase vizinhos, e as coisas correm como a água. Então se for choca, ainda desliza mais depressa. Pode chegar-lhe aos ouvidos e não quero problemas com eles – acrescentou o interlocutor olhando em redor com medo de ouvidos e línguas indiscretas.
          -Não se aflijam. Não vou contar as conversas dos clientes aqui no café como uma mulher do soalheiro! - atalhou a dona, entre o aviso e o melindre, visto, além dos três amigos, ser agora a única pessoa ali. Tinha de cuidar das chávenas e das outras coisas com que os servia a todos, entre as oito horas da manhã e as nove da noite, dez ao domingo.
          -Desculpa Celeste – atalhou, João, o dono do aviário, todos mais ou menos da mesma idade, que haviam frequentado juntos os bancos da escola. Não quis dizer nada disso. Muito menos ofender-te. É só uma maneira de falar.
          -Deixa lá. Adiante.
          -A juventude – continuava o homem, depois de algum silêncio e colocados os pontos nos ís – hoje em dia tem umas ideias esquisitas. É leviana, se pensa nas coisas fá-lo de esguelha, ao de leve, não deixa que elas lhe pesem nem um bocadinho. Quero dizer que não levam nada a sério. Deve ser por causa de tanto computador, telemóvel, jogos disto e daquilo. Se não se põem na ordem em casa, às tantas dão em bardinos. Sempre em rixas e as esmocarem-se uns aos outros com um ódio que só pode vir lá desses macacos dos jogos e da brandura com que são tratados pelos pais e nas escolas. No meu tempo, era o professor na sala, Deus no céu e a mãe em casa, auxiliada pelo pai. Este era sempre a gramática mais à mão para ensinar os filhos a serem responsáveis, respeitadores e bem-educados. Ainda que a boa-educação tivesse de ser escorada por uma surra na hora certa. O mundo está em colapso, os valores a esboroarem-se por falta de equilíbrio entre o cimento e a areia que atiramos à parede dos jovens. Com bastante frequência, se vêem miúdos a espancar outros por dá cá aquela palha, enquanto, quais vedetas da TV, captam vídeos e os colocam a seguir na Internet, cheios de orgulho e como se se tratasse da bandeira nacional a desfraldar em Marte. Não quer dizer que a Susete tenha a culpa de tudo. Mas tem bastante.
          Leandro, depois daquele pequeno mal-entendido com Celeste, já enterrado como uma coisa estéril, ainda se aventurou a perguntar de novo sobre o rapaz mais velho da colega da escola primária que, uns metros mais à frente, aguardava o regresso das aulas em Setembro e o gasto alarmante dos pais com os livros dos filhos em cada ano.
Tanto quanto se dizia, nenhum dos outros três filhos da mulher era assim. E a rapariga era uma jóia. Mas aquele saíra ovelha negra.
          -Onde é que ele trabalha? – perguntou o emigrante ao dono do aviário, enquanto descascava um novo amendoim do prato minúsculo que acompanhava as bebidas dos três amigos .
          -Agora em lado nenhum. Depois de ter sido despedido das motas, onde entrou pela mão do pai mal acabou o décimo segundo ano, ainda foi para a fábrica de lacticínios. Foi a mãe quem o lá meteu. Trabalhava na expedição de produtos, mas foi sol de pouca dura. Eram mais as vezes que faltava do que as que ia para o serviço. Nem por ela lá trabalhar. Nalgumas ocasiões, quando os pais saiam de casa, ainda ele não tinha regressado. Sobretudo depois de rapariga, a namorada, o deixar. E, sabes como é. Hoje em dia não há empregos seguros. Ao fim de meio ano põem-nos na rua, o carrossel nunca pára. Sai um para entrar outro. Mas com ele nem isso aconteceu. Foi despedido pura e simplesmente. Agora é a mãe que lhe dá o dinheiro para os vícios. E não se sabe o que mais fará ele – insinuou o homem
          -É pena. Ele até tem bom ar. Quero dizer. É bonitinho – acrescentou de novo Leandro –. À primeira vista, se não o conhecesse e se a Joanne, a minha outra filha, mo apresentasse como namorado não levantaria problemas…
          -Estás enganado... Tem ar de songamonga… – mordeu João, reticente -. A mim parece-me que deve ferrar pela calada… Enquanto namorava com a Marisa, ainda se daria mais ou menos com os amigos dela e andaria nos eixos. Agora, anda sempre sozinho, como um cão com sarna. A rapariga cansou-se de tanta malandragem. Trocou-o por um rapaz de Viseu que conheceu na Universidade do Porto, onde ele estuda Veterinária e ela Serviço Social, tanto quanto julgo saber.
           -O rapaz, o Telmo, já esteve um tempo fora daqui. Mais de um ano. Não se sabe é a fazer o quê… – acrescentou Alberto, metendo mais uma acendalha no diálogo que, como se se tivesse tratado de um ovo choco, não chegou a eclodir

                                                                                 XV

          -É a chamada “conversa de soalheiro” – disse Fausto, falando com os seus botões, mas de modo a ser ouvido pelo amigo. Para si, as inconsistências de Telmo não passavam de meras figuras de estilo, sobre as quais não valeria a pena gastar um dedal de saliva. Ele que abria as portas do hotel a gente com pedregulhos às costas, quando o pobre Telmo carregava umas meras peninhas de pinto imberbe.
          -Tens razão, Fausto- replicou Domingos. Para já ainda não vi assim tanta malandragem da parte do protagonista. Talvez o contributo da Marisa venha agitar um pouco o saco de box em que Telmo está transformado. Se calhar, foi mesmo o namoro mal sucedido dos dois a varrê-lo, junto com os seus vícios, para o tapete da entrada onde ficavam os pobrezinhos de outrora à espera da sua tigelinha de sopa. Às vezes, as mulheres dão cabo de nós, levam-nos a casa do diabo mais velho…- acrescentou


Continua. E agora depois de vos dar mais um capitulo do que escrevo, vou ler um pouco do que outros escreveram para mim - Ana Karenina.

 10 
 em: Abril 04, 2020, 15:08:14  
Iniciado por Nação Valente - Última mensagem por Maria Gabriela de Sá
E eu, em comboiinho, venho aqui dizer que, infelizmente, chegou o tempo de pagar o Inverno, a Primavera, o Verão e sei lá que mais estações. Até talvez a Estação da Luz,  que o nosso amigo Oswaldo deve conhecer bem aí em S. Paulo. Abraço a todos, bom confinamento,Oh que palavra mais desoladora!

Abraço

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Bom dia para todos!
Março 20, 2020, 15:06:31
Olá para todos!
Março 19, 2020, 22:59:05
Olá para todos! Espero que estejam bem, na medida do possível!
Fevereiro 18, 2020, 18:50:53
Olá Margarida. Seja bem aparecida.
Fevereiro 18, 2020, 18:41:32
Boas!
Fevereiro 10, 2020, 19:37:51
Boa noite!
Janeiro 29, 2020, 20:06:36
Oi pessoal. FigasAbraço
Janeiro 27, 2020, 20:16:38
Boa noite a todos
Janeiro 15, 2020, 17:52:14
Boa tarde a todos
Janeiro 10, 2020, 14:03:15
Boa tarde a todos
Janeiro 06, 2020, 14:46:26
Boa tarde a todos
Janeiro 01, 2020, 20:02:37
Bom ano feliz para todos.
Janeiro 01, 2020, 10:32:02
Bom Ano!
Dezembro 18, 2019, 16:48:08
Boa tarde!
Dezembro 06, 2019, 20:13:01
Boa noite feliz para todos
Dezembro 02, 2019, 21:57:04
Boa noite feliz para todos.
Dezembro 01, 2019, 19:51:29
Boa noite feliz para todos
Dezembro 01, 2019, 18:52:15
Boa noite!
Novembro 29, 2019, 20:32:37
Boa noite feliz para todos.
Novembro 29, 2019, 17:37:17
Boa tarde!
Novembro 29, 2019, 17:35:53
Boa tarde a todos!
Novembro 12, 2019, 18:18:18
um abraço para a administração, para quem dinamiza este espaço, seja como escritor, como leitor, como comentador.
Novembro 12, 2019, 18:15:54
margarida, plenamente de acordo.
Novembro 11, 2019, 11:31:31
Bom dia. Se todos fizerem igual, não há comentários.
Novembro 09, 2019, 14:53:10
Oi Dionísio. Obrigado pelo teu comentário. Desculpa eu ser relapso a fazer muitos comentários. Evito-os, para não  louvar uns ou criticar outros. Prefiro ficar na minha, ficar no que me parece. O meu principio geral: escrever, quem lê lê, quem não lê não lê. Ponto. Leio poesia d'outros, m
Novembro 01, 2019, 14:41:40
Boa tarde  todos. Os que estão e os que virão.
Outubro 31, 2019, 14:58:38
Parabéns, Figas. Parabéns a todos os que lêem e que escrevem, parabéns a todos os que partilham escritas e comentários.
 
Outubro 10, 2019, 12:24:06
Bom dia. Hoje, andaei a pastar pelas 351 páginas da poesia e encontrei 32 poemas meus, milionários de leituras. com média de 1209 leituras cada. Obrigado a todos os meus contribuintes de lucros poéticos. FigasAbração, a todos. Nota: O Campeão é o Linguagem Decente, com 3692 leituras.Viva a D
Julho 29, 2019, 22:55:56
Olá para todos! Boas histórias e boas escritas!
Julho 02, 2019, 07:05:22
Bom dia!
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