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Autor Tópico: "The Wire: A Escuta" - O Elenco  (Lida 3220 vezes)
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NunoMiguelLopes
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N√£o vou gostar nada do dia de hoje, pois n√£o?


« em: Dezembro 16, 2009, 14:05:21 »

Quando se fala em ‚ÄúThe Wire: A Escuta‚ÄĚ, no meio de tantas personagens inesquec√≠veis, a de Omar ser√° a que mais facilmente nos vir√° √† mem√≥ria, mesmo anos depois de termos visto a s√©rie, mesmo sendo apenas uma personagem coadjuvante no meio de um elenco numeroso e de qualidade √≠mpar. N√£o admira que ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ seja a s√©rie de televis√£o favorita de Barack Obama e que Omar seja a sua personagem preferida de todos os tempos. O mesmo suceder√° com muita gente que tenha visto Michael K. Williams interpretar de forma irrepreens√≠vel o ladr√£o que desafia os traficantes de droga com o seu estilo de vida e o seu inflex√≠vel c√≥digo de rua. Omar, consegue representar a esperan√ßa num cen√°rio completamente desolador, tanto em termos urbanos quanto em termos humanos. A sua rectid√£o √© como um raio de luz numa hist√≥ria muito negra e faz desta figura, nost√°lgica de uma era mais simples e objectiva, um sucinto her√≥i p√≥s-moderno. A personagem provou a sua valia desde o in√≠cio, sobrevivendo at√© aos des√≠gnios dos autores que tinham planeado mat√°-la no s√©timo epis√≥dio da primeira temporada. Williams, antigo bailarino-core√≥grafo e rosto (com cicatriz real, medalha de m√©rito duma alterca√ß√£o num bar) habitual dos clips de hip hop, ficou com o papel √† primeira audi√ß√£o. At√© integrar o elenco da s√©rie, o actor surgira apenas num par de filmes de ac√ß√£o e no papel de traficante em ‚ÄúPor um Fio‚ÄĚ, de Martin Scorsese.

Quem tamb√©m agarrou o seu papel com uma √ļnica audi√ß√£o, e esta ainda por cima enviada atrav√©s do Atl√Ęntico em VHS, foi o actor brit√Ęnico Dominic West que interpreta Jimmy McNulty. Os produtores da s√©rie, desesperados para encontrarem o McNulty certo, ficaram espantados com uma grava√ß√£o v√≠deo de West a ler as falas duma cena, lutando com o seu sof√° (que fazia as vezes de traficante que McNulty tinha de revistar) e aguardando em sil√™ncio enquanto as outras personagens, ausentes na sua sala de estar, lhe forneciam as deixas. Primeiro, a produ√ß√£o em peso desatou a rir. Foram √†s l√°grimas. Depois, come√ßaram a prestar aten√ß√£o. Dez dias depois, o actor aterrava em Baltimore. √Č um pouco assim que o desempenho de Dominic West, enquanto McNulty, funciona. A efervesc√™ncia da personagem pode-se estranhar a princ√≠pio, mas depois percebemos que √© esse nervosismo que d√° √† s√©rie o seu motor. West tem cara de sacana imprevis√≠vel. McNulty √© um sacana imprev√≠sivel. √Č imposs√≠vel n√£o gostar de ambos. Formado em Literatura Inglesa, f√£ de Tchekov e Tolstoi, Dominic West tamb√©m concluiu o curso de m√ļsica e teatro em Guildhall, pelo que a sua experi√™ncia nos palcos ingleses o ajudou a garantir o seu espa√ßo no elenco dominado por actores chamados ‚Äúde personagem‚ÄĚ. McNulty ser√° a sua personagem mais memor√°vel, mas tamb√©m pode ser visto em ‚ÄúChicago‚ÄĚ, ‚ÄúO Sorriso de Mona Lisa‚ÄĚ e em ‚Äú300‚ÄĚ, por exemplo, para citar apenas projectos passados.

Com a cr√≠tica a revelar alguma dificuldade em ver os actores de ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ noutros pap√©is, e isto no bom sentido uma vez que o trabalho do elenco √© not√°vel na sua composi√ß√£o realista, Lance Reddick, nativo de Baltimore, foi um dos protagonistas da s√©rie com maiores dificuldades em conseguir pap√©is de registo diferente ao do Tenente Cedric Daniels. Numa entrevista, Reddick confessou que esperava que ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ fosse a sua porta para pap√©is mais variados e de maior visibilidade numa carreira que at√© ali tinha sido sempre a subir mas, na realidade, sucedeu o oposto. A veem√™ncia do seu desempenho enquanto Daniels, um pol√≠cia com aspira√ß√Ķes a uma carreira maior, mais para satisfazer as ambi√ß√Ķes da mulher do que as suas, √© de uma integridade art√≠stica impressionante. Como espectador, √© f√°cil perdermos a no√ß√£o de que √© uma personagem e n√£o uma pessoal real, ali no ecr√£ a debater internamente com a sua consci√™ncia do verdadeiro servi√ßo p√ļblico, que vai muito al√©m do amealhar de divisas, e o sonho nem sequer muito seu de um percurso pol√≠tico. Daniels adora o que faz e, tal como Reddick, √© soberbo no seu trabalho. Lance Reddick confessou em entrevistas a sua dificuldade em conseguir trabalho no cinema depois de esbanjar talento em ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ. Com candura acima do normal, Reddick culpa o star system que governa Hollywood e Nova Iorque e n√£o perdoa aos seus pares da ind√ļstria o desprezo com que ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ foi votado em todas as cerim√≥nias de pr√©mios, desde os Emmy aos Golden Globes, onde a s√©rie n√£o mereceu sequer uma √ļnica nomea√ß√£o para o elenco ao longo dos seis anos de produ√ß√£o. O facto de ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ oferecer uma grande maioria de actores negros e desconhecidos, embora com forma√ß√£o cl√°ssica e longa experi√™ncia de teatro, foi para Reddick um factor √≥bvio para esse desd√©m.

Andre Royo de forma magnífica dá corpo ao toxicómano Bubbles. De outro modo seria apenas mais uma vítima da invisibilidade causada pela cultura do umbigo. Royo obriga-nos a ver esta personagem sem salvação, a tentar percebê-la e, mesmo que não consigamos, só a quem faltar no peito aquela coisa que bate é que Bubbles passará completamente ao lado. Compreensível, talvez, se pensarmos que Bubs é uma figura imunda, um destroço humano. Mas humano à mesma, e por isso, mais imperdoável ainda se torna, como defende o actor nascido nos piores bairros do Bronx em Nova Iorque, a atitude generalizada para com o sem-abrigo e os toxicodependentes. Foi com eles que passou algum tempo preparando-se para o papel e foram eles os seus primeiros críticos, ainda antes do primeiro episódio ir para o ar. Exigiram-lhe que fizesse o trabalho bem feito, tendo atenção para as diferenças entre um viciado em cocaína e um em heroína, por exemplo. E Royo, com a sua formação artística e experiência de vida, não os deixou ficar mal.

Wendell Pierce faz o papel de Bunk Moreland, o perspicaz detective de Homic√≠dios cujos casos se cruzam diversas vezes com os da unidade especial de Daniels. Como melhor amigo de McNulty, Bunk tem maior margem de manobra para lhe dizer as verdades, e Pierce d√° voz a essas falas com uma naturalidade que nos leva a acreditar que aqueles dois homens se conhecem realmente de outros campeonatos. Dominic West e Wendell Pierce fazem o melhor par em ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ. A forma como examinam uma cena dum crime proferindo apenas obscenidades, a cumplicidade das suas bebedeiras, os dotes para perseguir criminosos que se completam, tudo d√° a ideia que um actor n√£o brilharia tanto sem o outro. N√£o espanta que Pierce tenha ficado com o papel depois de o ler com Dominic West num casting. Bunk √©, a par da personagem Rhonda, a consci√™ncia de McNulty. √Č o trav√£o para os m√©todos pouco ortodoxos de McNulty, e o actor consegue desempenhar esse papel sem soar moralista ou paternalista. Wendell Pierce n√£o tem grande interesse nos pr√©mios que foram negados √† s√©rie. Prefere a lealdade dos f√£s de ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ a qualquer tapinha nas costas da ind√ļstria. Como muitos actores que trabalharam em ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ, o que mais lhe custou foi terminar a s√©rie e abandonar aqueles apartamentos partilhados com os colegas em Baltimore, onde passavam juntos seis meses por ano. A personagem que criou ficar√° para sempre no longo curr√≠culo do actor nascido em Nova Orle√£es.

Deirdre Lovejoy retrata uma das personagens mais positivas da s√©rie. A sua Rhonda Pearlman tem, por isso, um encanto diferente das outras figuras que deambulam por ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ. Al√©m de funcionar como contraposi√ß√£o convincente √† manhosice do advogado dos Barksdale, Lovejoy soube transmitir no seu desempenho a faceta curativa que falta na vida da personagem de Jimmy McNulty. Amantes ocasionais, mais do que o sexo, McNulty procura nos bra√ßos de Rhonda um ref√ļgio para as suas lutas internas. Deirdre Lovejoy n√£o ser√° a mais estereotipada beleza hollywoodesca e talvez por isso tenha ficado com o papel. A sua sensualidade √© ineg√°vel, mas √© real, e enquadra-se por isso na filosofia de verdade dos autores de ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ. √Č Lovejoy quem melhor sabe dar o troco a algumas das falas mais imaturas de McNulty, e f√°-lo com a naturalidade muito pr√≥pria de uma mulher que nem sempre tem paci√™ncia para as tretas do homem de quem gosta mas que n√£o ser√° por isso que deixar√° de gostar dele. A actriz americana tem uma carreira s√≥lida na televis√£o, com alguma preponder√Ęncia para participar em s√©ries policiais. ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ ser√° o seu melhor trabalho at√© √† data, embora o mesmo se possa dizer de todo o elenco.

Clarke Peters, apesar de ter nascido em Nova Iorque, perseguiu os seus sonhos art√≠sticos na Inglaterra porque, segundo ele, os pontos de refer√™ncia americanos n√£o est√£o centrados na literatura como acontece do outro lado do oceano, mas sim nos intervalos de cinco minutos que existem entre a publicidade. Mesmo com o reconhecimento que o seu desempenho como o Detective Lester Freamon na s√©rie lhe granjeou, Peters continua de costas voltadas a Hollywood e a preferir Londres, onde vive desde a d√©cada de setenta. Curiosidades sobre o homem que todos dizem ser o melhor actor que nunca ganhou um Oscar incluem ter sido amigo de inf√Ęncia de John Travolta. Um granjeou a imortalidade com ‚ÄúBrilhantina‚ÄĚ, o outro quis ser um actor s√©rio. A seriedade da sua personagem em ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ, Lester, oferece √† balb√ļrdia investigativa da unidade de Daniels a necess√°ria calma, um centro para onde fl√ļem todas as personagens, quanto mais n√£o seja para que a voz grave de Peters (que tamb√©m tem uma carreira na m√ļsica soul) lhes explique o que est√° a acontecer. Ao contr√°rio da baz√≥fia e do ru√≠do da grande parte das personagens da s√©rie, o papel de Lester exigia algu√©m que conhecesse a arte da subtileza. Actor de teatro h√° trinta e oito anos, Peters empresta a sua paci√™ncia √† personagem. Com ele o reconhecimento universal tamb√©m n√£o chegou dum dia para o outro. M√ļsico, dramaturgo, realizador s√£o apenas outras facetas da sua criatividade e David Simon, criador de ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ, j√° o fisgou para a sua pr√≥xima produ√ß√£o televisiva, desta vez centrada na cultura de Nova Orle√£es p√≥s-Katrina.

Idris Elba, um actor ingl√™s, tem no papel de ‚ÄúStringer‚ÄĚ Bell, a mente por detr√°s da organiza√ß√£o criminosa Barksdale, uma mina de ouro que continua a dar frutos na carreira dele. A sua estampa f√≠sica n√£o √© a parte que mais intimida no desempenho not√°vel de Elba enquanto gangster de Baltimore Ocidental. ‚ÄúStringer‚ÄĚ n√£o √© um capanga mas sim um criminoso cerebral que tece os seus planos como um qualquer homem de neg√≥cios, excepto que na sua profiss√£o as probabilidades de ter de mandar matar algu√©m s√£o relativamente maiores, e ‚ÄúStringer‚ÄĚ n√£o hesita. √Č essa total falta de sentimentos pelos outros seres humanos que faz da personagem t√£o amea√ßadora. Ele n√£o mata ningu√©m pessoalmente, mas tem uma longa lista de mortes nos seus largos ombros, e √© com essa reputa√ß√£o que lidera. Dono de uma voz calma e firme que p√Ķe os soldados de Barksdale na linha, Elba proporciona a ‚ÄúStringer‚ÄĚ um magnetismo que rouba mesmo aquelas cenas em que n√£o tem falas para dizer. Se McNulty √© o motor da s√©rie, a quantidade de crimes que saem da vis√£o inclemente de ‚ÄúStringer‚ÄĚ quanto √† forma como se deve dominar o tr√°fico de droga num centro urbano fornece o combust√≠vel.

O elenco √© vast√≠ssimo e com grande parte das personagens a revelarem-se perenes de temporada para temporada, podemos sempre, apesar da curta dura√ß√£o de algumas cenas especialmente da segunda temporada em diante, rever com prazer os desempenhos dos actores a quem foi confiado um papel de menor exposi√ß√£o (mas nunca menor import√Ęncia). Alguns actores conseguem performances que, sustentadas por uma equipa de guionistas sem igual, deixam a sua marca no nosso imagin√°rio televisivo. D‚ÄôAngelo Barksdale, por exemplo, o sobrinho do senhor da droga de Baltimore Ocidental, √© uma personagem cuja natureza amb√≠gua em rela√ß√£o √† vida criminosa foi muito bem conseguida por Larry Gilliard, Jr. que lhe emprestou a dimens√£o humana que esta produ√ß√£o exigiu de todo o seu elenco. Gilliard, Jr. tem forma√ß√£o cl√°ssica em m√ļsica e teatro e ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ foi o palco perfeito para demonstrar todo o talento que tem. Wood Harris, no papel do seu tio, Avon, tamb√©m consegue uma interpreta√ß√£o moderada que um passado como artista de hip hop do actor poderia n√£o deixar antever. Avon, sendo uma personagem mais unidimensional, n√£o deixa de ter os seus momentos de detalhe criativo dignos de nota.

Domenick Lombardozzi e Seth Gilliam encarnam com ‚ÄúHerc‚ÄĚ e ‚ÄúCarv‚ÄĚ, a ideia corrente daqueles agentes da autoridade mais amigos da persuas√£o violenta, mais f√≠sicos que perspicazes e com algumas das cenas mais descontra√≠das e divertidas da s√©rie. Os di√°logos entre os dois s√£o um gosto e oferecem o descarregar da tens√£o que o ambiente pesado da s√©rie provoca no espectador. Ambos t√™m uma extensa obra tanto em televis√£o como no cinema, sempre em pap√©is secund√°rios, pelo que os seus rostos n√£o ser√£o os mais reconhec√≠veis. Sonja Sohn √© Kima Greggs, a detective l√©sbica que √© parte fundamental na equipa do Tenente Daniels. Sohn formou-se em Ingl√™s e teve uma carreira na poesia antes de enveredar pelo teatro. A sua beleza natural √© abafada pelo ar mais masculino que exibe em ‚ÄúThe Wire‚ÄĚ, embora a sua intelig√™ncia permane√ßa indisfar√ßada. A Jim True-Frost coube a personagem com o nome mais impronunci√°vel. A dualidade racioc√≠nio/emotividade explosiva de Pryzbylewski est√° bem entregue a algu√©m que veio da Broadway e contracenou em palco com William Petersen e Joan Allen.

Mais alto na hierarquia policial, as personagem de John Doman (Bill Rawls) e Frankie Faison (Ervin Burrell) oferecem aos seguidores fi√©is da s√©rie as verdadeiras figuras vilanescas duma hist√≥ria sem her√≥is perfeitos. S√£o pol√≠cias, mas tamb√©m s√£o pol√≠ticos, no pior sentido de ambas as profiss√Ķes, e desempenham as suas personagens execr√°veis com naturalidade. Entre estes e o verdadeiro trabalho policial est√° o Sargento de Homic√≠dios Jay Landsman, o gestor da harmonia do departamento. Delaney Williams, outro actor de teatro, vai muito bem como o veterano que sabe reconciliar a psicologia mais activa dos agentes que trabalham nas ruas e a passividade interesseira dos superiores sentadinhos nos seus gabinetes sempre de olho em gabinetes maiores. Landsman √© tamb√©m o fil√≥sofo da s√©rie, sempre com algumas observa√ß√Ķes ir√≥nicas e profundas sobre o trabalho e aqueles que o fazem.

Saltando o muro para as ruas decadentes, os actores que d√£o vida aos ‚Äúgangstas‚ÄĚ tamb√©m t√™m os seus momentos para brilhar. J.D. Williams √© ‚ÄúBodie‚ÄĚ, um jovem n√£o muito inteligente, mas com suficiente esperteza de rua para ir subindo na organiza√ß√£o Barksdale. Tray Chaney √© ‚ÄúPoot‚ÄĚ, o melhor amigo com quem ocasionalmente partilha o sof√° no p√°tio dos Pr√©dios Baixos, verdadeiro trono do tr√°fico de droga nos bairros sociais. O grupo √© completo por Michael B. Jordan, ou Wallace, o mais novo e mais centrado dos tr√™s. Todos estes actores s√£o bastante jovens e mesmo assim d√£o boa conta de si. Nos pap√©is de traficantes e assassinos, personagens que empurram a hist√≥ria em diante por dar √†s outras o que fazer, a produ√ß√£o soube escolher um elenco s√≥lido, mesmo naqueles pap√©is mais passageiros. A qualidade dos gui√Ķes assim o reclamava.

Nas temporadas seguintes, aqueles que permaneceram inamov√≠veis na sua admira√ß√£o pela s√©rie, puderam ser presenteados com as interpreta√ß√Ķes excelentes de James Ransone (o destravado ‚ÄúZiggy‚ÄĚ), Pablo Shreiber (Nicky, estivador cuja falta de trabalho o leva ao crime), Chris Bauer (como Frank Sobotka, o l√≠der sindicalista das docas de Baltimore), Robert Wisdom (Major ‚ÄúBunny‚ÄĚ Colvin, com ideias revolucion√°rias quanto ao problema das drogas na sua cidade), Aiden Gillen (Vereador Tommy Carcetti, um pol√≠tico jovem e ambicioso), Chad Coleman (‚ÄúCutty‚ÄĚ, um ex-presidi√°rio retornado √†s ruas que j√° dificilmente reconhece), e muitos outros actores em tantos outros pap√©is muito bem pensados e executados.
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anamarques
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« Responder #1 em: Dezembro 17, 2009, 18:01:12 »

Eu considero esta s√©rie uma obra prima. Pelo argumento, pela qualidade dos di√°logos, e pela qualidade dos actores. √Č um espectaculo ver representar assim. Aquilo √© que s√£o personagens.
Podia falar neles todos. Refiro apenas o Lance Reddick, um colosso!
A personagem de Daniels é muito boa porque se vê evoluir. Começa encurraldo entre a ambição da mulher e a dignidade do trabalho e opta pelo caminho certo. O Bem instala-se nele.
Michael K. Williams é extraordinário como Omar. Hipnotiza quem o vê no écran. Uma maravilha.

Ainda estou na 3ª temporada mas já estou com pena de só haver 5.
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Goreti Dias
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« Responder #2 em: Dezembro 17, 2009, 18:31:25 »

Estou interessada. O teu texto faz uma óptima publicidade! Publicidade bem escrita!
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margarida, plenamente de acordo.
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Bom dia. Se todos fizerem igual, n√£o h√° coment√°rios.
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Oi Dion√≠sio. Obrigado pelo teu coment√°rio. Desculpa eu ser relapso a fazer muitos coment√°rios. Evito-os, para n√£o  louvar uns ou criticar outros. Prefiro ficar na minha, ficar no que me parece. O meu principio geral: escrever, quem l√™ l√™, quem n√£o l√™ n√£o l√™. Ponto. Leio poesia d'outros, m
Novembro 01, 2019, 14:41:40
Boa tarde  todos. Os que est√£o e os que vir√£o.
Outubro 31, 2019, 14:58:38
Parabéns, Figas. Parabéns a todos os que lêem e que escrevem, parabéns a todos os que partilham escritas e comentários.
 
Outubro 10, 2019, 12:24:06
Bom dia. Hoje, andaei a pastar pelas 351 páginas da poesia e encontrei 32 poemas meus, milionários de leituras. com média de 1209 leituras cada. Obrigado a todos os meus contribuintes de lucros poéticos. FigasAbração, a todos. Nota: O Campeão é o Linguagem Decente, com 3692 leituras.Viva a D
Julho 29, 2019, 22:55:56
Olá para todos! Boas histórias e boas escritas!
Julho 02, 2019, 07:05:22
Bom dia!
Junho 28, 2019, 14:37:28
Boa tarde. Hoje, apeteceu-me saudar todos os que aqui tentam p√īr arte na pena. Figasabra√ßo
Maio 18, 2019, 19:22:13
Ol√°! Boa leitura e boa escrita para todos!
Maio 01, 2019, 17:26:47
Boa escrita e boa leitura para todos!
Março 30, 2019, 10:37:35
Boas leituras e boas escritas para todos!
Janeiro 27, 2019, 19:36:43
Boa noite feliz para todos.
Janeiro 11, 2019, 09:21:27
Ol√° para todos!
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Boas Festas.
Novembro 03, 2018, 14:19:38
Claro que sim, Mateus. Vamos lá puxar pelos neurónios?
Novembro 01, 2018, 18:36:27
Ol√° para todos!
Novembro 01, 2018, 15:51:21
A ideia com que fiquei em conversas, era a de que se pretendia fazer, uma sequela do "esfaqueador". Agora estou baralhado.
Outubro 31, 2018, 18:31:48
Temos um tópico em aberto "sem título". Podem entrar. A ideia é fazer algo ao jeito do Esfaqueador da Régua. Estão convidados!
Setembro 12, 2018, 14:34:00
Esfaqueador da Régua, aqui nascido, terá o seu lançamento na Feira do livro do Porto, dia 21 de Setembro.
Julho 04, 2018, 13:54:05
Bom dia.
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