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Autor Tópico: A gorda  (Lida 3357 vezes)
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Maria Gabriela de S√°
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« em: Janeiro 23, 2016, 22:19:56 »

          A casa apresentava alguns defeitos de constru√ß√£o. O ralo da cozinha estava submerso debaixo do fog√£o,  situado a um canto. O escoadouro tinha de ser adivinhado. Usado nunca.
 
          Foram indica√ß√Ķes da dona, quando comprou o apartamento, ainda em constru√ß√£o, e ningu√©m soube ou n√£o quis alert√°-la para algumas impossibilidades t√©cnicas em satisfazer as exig√™ncias dela. Foi por isso que o futuro lhe trouxe problemas. Ela quis a cozinha assim e, bajulada pelo comprador,  teve-a assim mesmo. Mais do que complicada, a constru√ß√£o da casa, ao menos em alguns s√≠tios, era arrevesada.
 
          Depois, era o marido que se estava nas tintas para um sem n√ļmero de coisas: um prego que se solta, a silicone que, de repente, come√ßa a deixar vazar. Coisas assim, como a caixa el√©ctrica que, desde o nascimento da casa, ficou soterrada na parede do quarto de banho, sob o espelho, e quando os circuitos el√©ctricos entraram pela primeira vez em colapso, l√° teve que funcionar um grosso √≠man para arrancar o vidro e fazer o necess√°rio conserto na electricidade.
 
          Desta vez era o g√°s. A cidade adoptara recentemente as condutas debaixo da terra para conduzir a todos os lares esse invis√≠vel  flu√≠do. Quem quisesse aderir ao novo sistema,  tinha de recorrer a uma empresa para transformar o miolo de aparelhos como o esquentador e o fog√£o, adaptando-os √†s exig√™ncias do novo combust√≠vel.

          O pr√©dio inteiro tinha-se decido por esta nova comodidade, numa das √ļltimas reuni√Ķes de condom√≠nio, com  o marido dela, dessa vez, tamb√©m presente. N√£o foi contra. Era menos uma preocupa√ß√£o. Andar de bilha para c√° e para l√° j√° n√£o dava com nada, ele que sempre morreu por n√£o fazer nenhum. Para isso l√° estava a escrava. O jantar aparecia feito sobre a mesa, na gaveta tinha sempre cuecas, meias e pe√ļgas lavadas. Era o que a mulher fazia, enquanto se sentia engordar e depois o marido lho atirava  √† cara, quase com desprezo. Chamava-lhe velha e gorda. Sobretudo quando chegava do treino semanal das corridas √† beira-mar com os amigos, a cheirar a suor, faminto e a reclamar o almo√ßo. Era uma acusa√ß√£o por ela n√£o ter tempo para essas frescuras.

          Quando soube que os homens do g√°s tinham de ir l√° casa fazer as transforma√ß√Ķes necess√°rias, como sempre, delegou na mulher a responsabilidade de estar presente. Ela que andava h√° tempos a remoer sobre a foca que tinha em casa, deitada constantemente no sof√° a fazer zapping na televis√£o,  e sobre os seus desatinos, desencadeados quase desde o in√≠cio.

          Sentia, mais do que nunca, que o casamento de ambos fora um cons√≥rcio a prazo e o div√≥rcio luzia no horizonte,  mais forte do que um pirilampo brilhando na escurid√£o. Era apenas uma quest√£o de tempo, at√© ela chegar √†quele limite de quando j√° n√£o h√° mais volta e quando o caminho, dessa vez, tem de ser para a frente, sem recuo. N√£o devia deixar-se influenciar pelas reconcilia√ß√Ķes do passado, que nunca a tinham levado a lado nenhum.

          Os homens que iam tratar dos electrodom√©sticos tocaram-lhe √† campainha, mal entrou em casa, depois de sair um pouco mais cedo do emprego. Eram dois, um deles brasileiro,  que nunca perdera, nem o sotaque nem a sedu√ß√£o em que os brasileiros s√£o ex√≠mios.

          Depois, o outro, o portugu√™s, vendo a carga de trabalhos que o colega tinha pela frente, tratou de dar √† sola, propondo-se voltar apenas quando tudo j√° estivesse solucionado. Nessa altura,  ela  n√£o teve consci√™ncia da gravidade das coisas. Mas, aos primeiros sinais de que nada iria ser f√°cil,  tratou de avaliar a situa√ß√£o.  Mal o brasileiro arrancou o fog√£o, pelo buraco que ficou √† mostra,  viu um mar de azeite,  que se tinha escapulido pelo silicone j√° gasto,  e foi sem perda de tempo que se muniu do balde, da √°gua, do detergente de limpeza e dos esfreg√Ķes de arame, enquanto, deitada de barriga sobre a lura aberta, come√ßava a escanhoar o lixo,  at√© ao v√©rtice do tri√Ęngulo formado pela implanta√ß√£o do fog√£o,  que, n√£o fora a transforma√ß√£o do equipamento, morreria ali at√© √†s ru√≠nas da casa, quando a civiliza√ß√£o deixasse cair as constru√ß√Ķes  como se tudo fosse um imenso Coliseu igual ao de Roma,  demolido pelo terramoto dos tempos.
 

          E o brasileiro ali a mirar-lhe o traseiro, enquanto ela, certa, entre outras coisas,  de estar a atrasar  o j√° dif√≠cil trabalho ao homem, lhe pedia desculpa, obtendo como resposta que, s√≥ pela vis√£o, tudo estava a valer a pena. E ela ali, sem poder recuar na tarefa que num Natal passado fora congeminada pelo acaso.

          Tudo ocorrera numa ocasi√£o em que derramara, por descuido como n√£o podia deixar de ser,  quase uma garrafa inteira de azeite. E, por agora, n√£o lhe restava outra alternativa sen√£o limpar e limpar, fingir-se inocente e ignorar a cantada. Na altura, quando a garrafa se partira, lembrava-se de ter pensado no mito urbano que atribui azar ao facto de se verter azeite, mas,  hoje, ali e agora, via claramente que, azar, azar foi mesmo o ter de limpar aquele mar de lodo e gordura. Ainda por cima,  com um brasileiro sedutor a admirar-lhe o traseiro, encantado com aquele bodo er√≥tico que lhe aparecera pela frente sem ningu√©m contar.

          Para ela, todo o resto eram pormenores irrelevantes. Era preciso resolver aquilo.
 

          A seguir, o trabalho do homem complicava-se, como se previa. E foi quando ela percebeu que se prolongaria at√© √† eternidade  caso n√£o tomasse provid√™ncias. J√° constatara que era tecnicamente imposs√≠vel uma criatura sozinha levar a bom porto aquele imbr√≥glio que o construtor deixara na cozinha para sempre.

          Uma vez que o seu traseiro j√° se insinuara o suficiente junto do brasileiro, pensou que exibi-lo mais uns instantes n√£o iria fazer diferen√ßa. O que queria era, o mais rapidamente poss√≠vel, ver tudo no s√≠tio outra vez. E foi de mangas arrega√ßadas que se meteu de novo no buraco. Era necess√°rio que uma m√£o segurasse na curta ficha do fog√£o, lhe atasse um fio,  e que outra m√£o agarrasse o dito fio, no outro lado, de onde as gavetas do arm√°rio j√° haviam sido removidas e em que o buraco se via, depois do corte que os construtores de arm√°rios tiveram de lhe fazer para que a tomada ficasse acess√≠vel e utiliz√°vel. E a m√£o dela era a mais pequena.

          Espapa√ßada no buraco, com as pernas sobre o cimo do fog√£o,  que, entretanto, tivera de ser aproximado mais um pouco da entrada por causa do pequeno comprimento do fio el√©ctrico, o ch√£o estava agora todo ocupado, e ela n√£o tinha outro s√≠tio para por as pernas sen√£o a parte superior do malfadado fog√£o.

          Naquela estranha posi√ß√£o, depois dos detergentes para remover a gordura, sentiu as m√£os deslizarem sobre o azulejo do ch√£o, come√ßando a perder o equil√≠brio, enquanto pedia ao homem um pano seco.

         Teve de lhe indicar o s√≠tio onde o ir buscar. E, quando a primeira dificuldade ficou sanada, disse-lhe para prender um cintinho delgado de umas cal√ßas velhas lil√°s na ficha,  que, quiseram as coincid√™ncias e a provid√™ncia divina, esteva mesmo ali,  √† m√£o de semear, no cesto vazio da fruta.

          O brasileiro, enquanto obedecia, perguntava-lhe se ela n√£o estava a machucar-se e, finalmente, ele do lado das gavetas e ela do lado do buraco do fog√£o  mais a sua m√£o pequena, com a tira segura, as m√£os de ambos encontraram-se, at√© j√° n√£o mais ser poss√≠vel perder-se a ficha presa com uma fita  lil√°s, l√° do outro lado da m√£o brasileira. A ponta da tira, do lado das gavetas, dava ao fio comprimento suficiente para a liga√ß√£o √† tomada, quando ela sa√≠sse do buraco, de barriga para baixo como sempre estivera,  e o fog√£o se lhe ajustasse para o ajuste final entre a ficha e a tomada.
Havia que sair daquela posi√ß√£o de sapa, recuando como um caranguejo, ali com o ch√£o a escorregar-lhe outra vez debaixo das m√£os,  enquanto perdia o equil√≠brio.

          A situa√ß√£o era de risco e salv√°-la daquele ch√£o escorregadio tinha mais a ver com bombeiros do que com  especialistas de electricidades, g√°s e esquentadores. Contudo, s√≥ estavam ali os dois, e o homem, sem fazer o pedido de autoriza√ß√£o - as circunst√Ęncias n√£o eram de molde a perder tempo - puxou-lhe as pernas, come√ßando desde o calcanhar at√© cima, com o cuidado de quem est√° numa cama a acariciar uma mulher por quem se esteja apaixonado, sem que ela pudesse aconselh√°-lo a ter calma com o andor.
 

          No fim, quando j√° estava de p√©, o brasileiro, que ainda n√£o tinha perdido o sotaque, olha-a com olhos de carneiro mal morto e diz-lhe, naturalmente:
- Sabe, a senhora me excitou viu!?… Desculpe… Não fiz por mal…

          Com um sorriso ir√≥nico a bailar-lhe, n√£o tanto na boca como na cabe√ßa, entendeu desvalorizar a quest√£o, enquanto o homem prosseguia  com o trabalho.
 

          Depois, sempre divertida, deu consigo a lembrar-se do marido foca que passava os dias no computador a fazer zapping e a chamar-lhe gorda. E pensou que, querendo, tinha ali uma ocasi√£o soberba para se vingar de anos e anos de insultos e trai√ß√Ķes. Ainda que numa vulgar rapidinha e ap√≥s saber que, mesmo gorda e a cheirar √†s vezes √† cebola dos estrugidos com que lhe fazia feijoadas, ainda era capaz de despertar o desejo de um homem.

          Sentiu-se mais sensual do que nunca e, sempre de sorriso nos l√°bios,  disse para com os seus bot√Ķes:
 
          - Anda l√°, √ďscar, hoje foi o teu dia de sorte‚Ķ Vais permanecer ainda algum tempo com a cabe√ßa sem enfeites. Valeu-te o homem de g√°s n√£o me fazer tremer nem um pouquito as pernas‚Ķ. Mas, n√£o me voltes a chamar gorda!...     
 
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« Responder #1 em: Janeiro 24, 2016, 19:26:29 »

A senhora me excitou, viu? disse o brasileiro da empresa de gaz. A sua mente parecia gazeada.  Estava num turbilh√£o. N√£o conseguia aquietar-se. E logo em dia de reflex√£o eleitoral. J√° estava arrependido de ter pedido a dupla nacionalidade. N√£o teria agora a gorda a intrometer-se  na sua escolha entre duas candidatas que primavam pela eleg√Ęncia.  Mas a gorda era mesmo gostosona! E se o trabalho estava complicado mais complicado se tornou. Aos seus est√≠mulos cerebrais s√≥ respondia um instrumento e aberturas rodeadas de silicone. Se a gorda, ao menos o aquietasse, talvez lhe voltasse o discernimento, mas ela n√£o estava para a√≠ virada. Que raio de supl√≠cio de T√Ęntalo? Estava ali na sua frente oferecida e na hora H escapulia-se. Que mal fizera para merecer tamanho castigo? A gorda devia ter lido Homero e devia estar a testar a consist√™ncia da coisa. Ou ent√£o era a literatura a reinventar-se. Reflex√Ķes pouco adequadas a um oper√°rio do gaz, mas num enredo t√£o bem esgalhado tudo √© poss√≠vel.
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Maria Gabriela de S√°
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« Responder #2 em: Janeiro 28, 2016, 22:53:57 »

Risos. Pois, suplícios e suplicios...

Obrigada pelo estímulo,


ABRAÇO
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« Responder #3 em: Janeiro 29, 2016, 21:15:48 »

Possível?! OH! se é!
Adorei!
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Goretidias

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Maria Gabriela de S√°
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« Responder #4 em: Fevereiro 07, 2016, 16:15:26 »

Pois, tudo é possível quando a alma é tão incrível - risos
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Oswaldo Eurico Rodrigues
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« Responder #5 em: Abril 27, 2016, 21:27:18 »

Ol√°, Maria Gabriela de S√°!

√Č interessante ver um compatriota meu num texto... Estranho estar no lugar do estrangeiro (e com sotaque!). Rsrs... Mas simpatizei-me com a "gordinha", uma figura da√≠, daqui, de acol√°... Quantos maridos focas e mulheres "gordas" devem protagonizar hist√≥rias semelhantes? Vou pensar e escrever sobre eles e sobre os magricelas, sobre os atl√©ticos...
Seu texto me instigou a reescrever.

Abraço...

Oswaldo
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Oswaldo Eurico Rodrigues


Escrevo também nos sites Recanto das Letras (www.recantodasletras.com.br)
Maria Gabriela de S√°
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« Responder #6 em: Maio 01, 2016, 11:13:45 »

Ol√° Oswaldo, que bom que gostou, Beijinho e obrigada Cheesy
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Oswaldo Eurico Rodrigues
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« Responder #7 em: Maio 04, 2016, 17:39:27 »

Eu que agradeço você ter compartilhado.

Beijo...
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Maria Gabriela de S√°
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« Responder #8 em: Junho 02, 2019, 15:15:07 »

Soube-me bem reler...
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carlossoares
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« Responder #9 em: Junho 03, 2019, 22:17:19 »

A vida tem destas coisas, est√° cheia delas, √© feita daquilo que n√£o vem nas enciclop√©dias, mas que contam. Os contadores de hist√≥rias, os romancistas, os escritores, os mais ousados, escrevem sobre aquilo que outros, a todo o custo, querem ignorar ou, pelo menos, preferem que se ignore, sabe-se l√° porqu√™. Mas √© um facto que, grande parte do conhecimento da vida, das emo√ß√Ķes, das paix√Ķes, daquilo que, verdadeiramente conta para cada um, por mais que o n√£o admita, s√≥ pode ser acedido atrav√©s das obras ou narrativas liter√°rias. Nelas, a qu√≠mica de que se trata, em n√£o ser a mera qu√≠mica dos elementos, √© a m√°gica, quando n√£o perigosa, qu√≠mica da vida. O brasileiro nem deve ter reparado na confus√£o que se instalara. Quando se est√° focado (n√£o tem a ver com foca) √© tudo muito n√≠tido e muito simples. :juggle:
« Última modificação: Junho 03, 2019, 22:23:45 por carlossoares » Registado

Carlos Ricardo Soares
Maria Gabriela de S√°
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« Responder #10 em: Junho 04, 2019, 21:15:12 »

Obrigada, abraço
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Ol√°! Boa leitura e boa escrita para todos!
Maio 01, 2019, 17:26:47
Boa escrita e boa leitura para todos!
Março 30, 2019, 10:37:35
Boas leituras e boas escritas para todos!
Janeiro 27, 2019, 19:36:43
Boa noite feliz para todos.
Janeiro 11, 2019, 09:21:27
Ol√° para todos!
Dezembro 24, 2018, 21:55:27
Boas Festas.
Novembro 03, 2018, 14:19:38
Claro que sim, Mateus. Vamos lá puxar pelos neurónios?
Novembro 01, 2018, 18:36:27
Ol√° para todos!
Novembro 01, 2018, 15:51:21
A ideia com que fiquei em conversas, era a de que se pretendia fazer, uma sequela do "esfaqueador". Agora estou baralhado.
Outubro 31, 2018, 18:31:48
Temos um tópico em aberto "sem título". Podem entrar. A ideia é fazer algo ao jeito do Esfaqueador da Régua. Estão convidados!
Setembro 12, 2018, 14:34:00
Esfaqueador da Régua, aqui nascido, terá o seu lançamento na Feira do livro do Porto, dia 21 de Setembro.
Julho 04, 2018, 13:54:05
Bom dia.
Março 01, 2018, 20:26:58
Boa noite!
Dezembro 30, 2017, 21:19:00
Ol√°, amigos do Escritartes!
Dezembro 27, 2017, 09:04:13
Boas Festas!
Dezembro 21, 2017, 10:51:56
Ol√° para todos! Desde j√°, um feliz natal e um 2018 de novas escritas!
Novembro 11, 2017, 17:23:12
Boa tarde a todos! Votos de muita inspiração na nobre arte da escrita.
Outubro 25, 2017, 10:20:24
Meu bom dia a todos!
Julho 18, 2017, 20:17:24
Ol√° para todos! Boas escritas!
Abril 11, 2017, 14:47:44
Boa tarde a todos
Abril 01, 2017, 20:52:08
Boa noite e um bom fim de semana para todos vocês.
Abril 01, 2017, 20:52:05
Boa noite e um bom fim de semana para todos vocês.
Fevereiro 22, 2017, 07:23:30
Bom dia!
Dezembro 24, 2016, 22:23:10
Boas Festas para todos os que por aqui navegam.
Dezembro 24, 2016, 11:32:23
Desejos de Bom Natal, PAZ, Amor e uns trocados. FigasAbraço a todos
Setembro 08, 2016, 19:38:09
J√° est√° publicada a lista final de autores para a colet√Ęnea - 129
Setembro 07, 2016, 20:57:46
Boa noite a todos.
Setembro 06, 2016, 18:31:36
Boa tarde a todos
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