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Autor Tópico: Almeida Garrett  (Lida 933 vezes)
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Goreti Dias
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« em: Abril 09, 2008, 20:46:12 »


Jo√£o Baptista da Silva Leit√£o de Almeida Garrett, visconde de Almeida Garrett, escritor rom√Ęntico, orador, par do reino, ministro e secret√°rio de Estado honor√°rio portugu√™s (Porto, 4 de Fevereiro de 1799 ‚ÄĒ Lisboa, 9 de Dezembro de 1854).

Filho de Ant√≥nio Bernardo da Silva Garrett e Ana Augusta de Almeida Leit√£o, o escritor passou parte da inf√Ęncia em Portugal continental, mas teve de seguir para os A√ßores (Angra do Hero√≠smo) quando as tropas francesas de Napole√£o Bonaparte invadiram Portugal. Nos A√ßores foi instru√≠do pelo tio, Dom Alexandre, bispo de Angra. Em 1818 seguiu para Coimbra, onde se matriculou no curso de Direito. Ainda em 1818 publicou O Retrato de V√©nus, trabalho que lhe custou um processo por ser considerado "materialista, ateu e imoral".

Participou da revolu√ß√£o liberal de 1820, seguindo para o ex√≠lio na Inglaterra em 1823, ap√≥s a Vilafrancada. Antes havia casado com Lu√≠sa Midosi, de apenas 14 anos. Foi em Inglaterra que tomou contacto com o movimento rom√Ęntico, descobrindo Shakespeare, Walter Scott e outros autores e visitando castelos feudais e ru√≠nas de igrejas e abadias g√≥ticas, viv√™ncias que se reflectiriam na sua obra posterior. Em 1824, seguiu para Fran√ßa, onde escreveu Cam√Ķes (1825) e Dona Branca (1826), poemas geralmente considerados como as primeiras obras da literatura rom√Ęntica em Portugal. Em 1826 foi amnistiado e regressou √† p√°tria com os √ļltimos emigrados, mas teria de deixar Portugal novamente em 1828, com o regresso do Rei absolutista D. Miguel. Ainda nesse ano perdeu a filha rec√©m-nascida. Novamente em Inglaterra, publica Adozinda (1828) e Cat√£o (1828).

Juntamente com Alexandre Herculano e Joaquim Ant√≥nio de Aguiar, tomou parte no Desembarque do Mindelo em 1832. A vit√≥ria do Liberalismo permitiu-lhe instalar-se novamente em Portugal, ap√≥s curta estadia em Bruxelas como c√īnsul-geral e encarregado de neg√≥cios, onde l√™ Schiller, Goethe e Herder. Em Portugal exerceu cargos pol√≠ticos, distinguindo-se nos anos 30 e 40 como um dos maiores oradores nacionais. Foram de sua iniciativa a cria√ß√£o do Conservat√≥rio de Arte Dram√°tica, da Inspec√ß√£o-Geral dos Teatros, do Pante√£o Nacional e do Teatro Normal (actualmente Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa). Mais do que construir um teatro, Garrett procurou sobretudo renovar a produ√ß√£o dram√°tica nacional segundo os c√Ęnones j√° vigentes no estrangeiro. Em 1838, leva √† cena Gil Vicente, pouco depois D. Filipa de Vilhena e, em 1842, O Alfageme de Santar√©m, todas sobre temas da hist√≥ria de Portugal. Em 1844 √© publicada a sua obra-prima, Frei Lu√≠s de Sousa, que um cr√≠tico alem√£o, Otto Antscherl, considerou a "obra mais brilhante que o teatro rom√Ęntico produziu". Estas pe√ßas marcam uma viragem na literatura portuguesa n√£o s√≥ na selec√ß√£o dos temas, que privilegiam a hist√≥ria nacional em vez da antiguidade cl√°ssica, como sobretudo na liberdade da ac√ß√£o e na naturalidade dos di√°logos.

Em 1843, Garrett publica o Romanceiro e o Cancioneiro Geral, colect√Ęneas de poesias populares portuguesas, e em 1845 o primeiro volume d'O Arco de Santana (o segundo apareceria em 1850), romance hist√≥rico inspirado pelo Notre Dame de Paris de Victor Hugo; esta obra seduz n√£o s√≥ pela recria√ß√£o do ambiente medieval do Porto, mas sobretudo pela qualidade da prosa, desespartilhada das conven√ß√Ķes anteriores e muito mais pr√≥xima da linguagem falada. A obra que se lhe seguiu deu express√£o ainda mais vigorosa a estas tend√™ncias: Viagens na minha terra, livro h√≠brido em que impress√Ķes de viagem, de arte, paisagens e costumes se entrela√ßam com uma novela rom√Ęntica sobre factos contempor√Ęneos do autor e ocorridos na proximidade dos lugares descritos (outra inova√ß√£o para a √©poca, em que predominava o romance hist√≥rico). A naturalidade da narrativa disfar√ßa a complexidade da estrutura desta obra, em que alternam e se entrecruzam situa√ß√Ķes discursivas, estilos, narradores e temas muito diversos.
Almeida Garret pelo escultor Barata Feyo
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Almeida Garret pelo escultor Barata Feyo

Na poesia, Garrett n√£o foi menos inovador. As duas colect√Ęneas publicadas na √ļltima fase da sua vida (Flores sem fruto, de 1844, e sobretudo Folhas ca√≠das, de 1853) introduziram uma espontaneidade e uma simplicidade praticamente desconhecidas na poesia portuguesa anterior. Ao lado de poemas de exaltada express√£o pessoal surgem pequenas obras-primas de singeleza √≠mpar como "Pescador da barca bela", pr√≥ximas da poesia popular quando n√£o das cantigas medievais; a liberdade da metrifica√ß√£o, o vocabul√°rio corrente, o ritmo e a pontua√ß√£o carregados de subjectividade s√£o as principais marcas destas obras.

A vida de Garrett foi t√£o apaixonante quanto a sua obra. Revolucion√°rio nos anos 20 e 30, distinguiu-se posteriormente sobretudo como o tipo perfeito do dandy, ou janota, tornando-se √°rbitro de eleg√Ęncias e pr√≠ncipe dos sal√Ķes mundanos. Separado da esposa, passa a viver em mancebia com D. Adelaide Pastor at√© √† morte desta em 1841. A partir de 1846, a sua musa √© a viscondessa da Luz, Rosa Montufar Infante, inspiradora dos arroubos rom√Ęnticos das Folhas ca√≠das. Em 1851, Garrett √© feito visconde de Almeida Garrett em duas vidas, e em 1852 sobra√ßa, por poucos dias, a pasta dos Neg√≥cios Estrangeiros em governo presidido pelo Duque de Saldanha. Faleceu de cancro em 1854.

No s√©culo XIX e em boa parte do s√©culo XX, a obra liter√°ria de Garrett era geralmente tida como uma das mais geniais da l√≠ngua, inferior apenas √† de Cam√Ķes. A cr√≠tica do s√©culo XX (notavelmente Jo√£o Gaspar Sim√Ķes) veio questionar esta aprecia√ß√£o, assinalando os aspectos mais fracos da produ√ß√£o garrettiana. No entanto, a sua obra conservar√° para sempre o seu lugar na hist√≥ria da literatura portuguesa, pelas inova√ß√Ķes que a ela trouxe e que abriram novos rumos aos autores que se lhe seguiram. Garrett, at√© pelo acentuado individualismo que atravessa toda a sua obra, merece ser considerado o autor mais representativo do romantismo em Portugal.



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Henrique Fernandes
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Escrevo como quem beija uma mulher bonita...


« Responder #1 em: Abril 15, 2008, 14:41:02 »

Para quem gosta de escerver, a vida sera sempre apaixonada!!!
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Henrique Fernandes
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bom dia a todos
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Olá, Alice e Nação Valente!
Junho 13, 2016, 12:51:19
Em fase final de seleção de textos para a rádio. Inscreva-se!
Maio 30, 2016, 16:17:57
Apagamos o pdf, Nelson.
Maio 30, 2016, 16:13:58
Nelson, vamos apagar a sua resposta pois exp√īs os seus dados publicamente. Essa ficha deve ser mandada por mail para administracaoescritartes@gmail.com
Maio 13, 2016, 21:41:50
Boa noite. H√° que ror de horas nada ponho aqui. Hoje, choveu para cima. FigasRgds
Abril 08, 2016, 20:16:46
Ol√° para todos! Boas escritas e formid√°veis leituras para todos!
Março 27, 2016, 08:51:07
P√°scoa feliz!
Março 27, 2016, 08:50:45
Bom dia!
Fevereiro 17, 2016, 20:00:55
Não consigo aceder à caixa de comentários do "Esfaqueador da Régua". Alerta de spammer. Que fazer?
Fevereiro 01, 2016, 21:16:09
Boas leituras e melhores escritas
Fevereiro 01, 2016, 21:16:08
Boas leituras e melhores escritas
Fevereiro 01, 2016, 21:15:36
Boa noite a todos
Janeiro 23, 2016, 19:55:03
Boa noite a todos
Janeiro 19, 2016, 17:13:16
Boa tarde. Smiley
Janeiro 08, 2016, 21:14:02
As primeiras 10 grava√ß√Ķes est√£o na p√°gina inicial, na playlist e os v√≠deos est√£o no Quadro "Virtual 2D e 3 D" pela ordem de grava√ß√£o
Janeiro 07, 2016, 21:21:52
Clicar no link para ouvirem e verem todos os vídeos das poesias gravadas para a rádio.
Janeiro 05, 2016, 18:50:30
Ol√° para todos! Feliz 2016! Palavras e sonhos, sorriso e poesia!
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