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Autor Tópico: A gata dos telhados II  (Lida 145 vezes)
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Nação Valente
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outono


« em: Maio 22, 2020, 21:03:38 »

O telefone tocou de forma estridente: trriiiiiiiim
O detective Correia continuou no seu sonho e gritou para a secret√°ria.
Rosalinda, porque n√£o atende essa gaita?
Trriiiiiiiiim
O detective Correia, abriu os olhos assarapantado e espraiou-os pela vidraça da janela. Ao fundo o Tejo, ainda preguiçava na obscuridade do amanhecer.
Trriiiiiiiiim
O detective Joaquim Correia vivia sozinho com a sua gata, que conhecera junto a um candeeiro com o qual falava , quando regressava a casa acompanhado de uma boa dose de √°lcool.  
-Miau...miau...
-Mas tu agora também mias? Disse JCorreia, olhando para o candeeiro.
Foi então que sentiu um objecto macio a roçar-se nas pernas. Baixou o olhar. E viu uma gata ainda muito nova.
-Por aqui, a estas horas tardias? Com a tua idade j√° devias estar a dormir. P√Ķe-te a andar.
Seguiu cambaleante para o seu  pequeno apartamento de alfama, onde situara a sua ag√™ncia de investiga√ß√£o, depois de se reformar da PJ, por limite de idade. Come√ßara como agente e chegou a chefe de brigada. Quando atingiu a aposenta√ß√£o, n√£o se via a deambular pela cidade ou a jogar √† sueca para matar os dias e decidiu continuar o seu trabalho, como entidade privada. Ao entrar na sua casa reparou que a gata o seguia.

-Estou a ficar baralhado, disse. Não sei se és gato ou cão, pois vens atrás de mim. Mas já que tanto insistes, entra lá. E foi assim que a gata se instalou na varanda, para ter mais liberdade, de viajar pelos telhados, e se fez gente.
JCorreia sempre fora um pouco solit√°rio. Teve algumas namoradas para cumprir a tradi√ß√£o, e uma outra rela√ß√£o ocasional. Gostava de chegar a casa, cal√ßar as pantufas, ler os vespertinos, fazer uma refei√ß√£o frugal, beber os u√≠sques que lhe desse na gana, fumar um charuto arom√°tico, para reduzir o stress do trabalho. N√£o se imaginava na companhia de uma mulher, a chatear-lhe a cachim√≥nia, ‚Äú√≥ Quim chega aqui, arruma-me essa lou√ßa, descasca-me essas batatas‚Ķ‚ÄĚ

Mas tudo isso era apenas recorda√ß√£o. O tabaco foi o primeiro que teve que abandonar por causa de uma maldita bronquite, resqu√≠cio da passagem pelo clima h√ļmido da Guin√©, na guerra colonial. Do √°lcool teve de se divorciar, depois de aposentado, por causa de uma cirrose, e as rela√ß√Ķes com as mulheres esfriaram ap√≥s  ser operado √† pr√≥stata. Mas na sua secret√°ria tinham lugar reservado uma garrafa de uisque, e uma caixa de charutos, dos quais n√£o usufru√≠a o sabor, mas n√£o dispensava o cheiro. Numa mesa √† sua frente sentava-se a sua secret√°ria, Rosalinda , uma quarentona ainda vi√ßosa.

A sua rela√ß√£o com Rosalinda, come√ßou quando ela ainda era uma menininha, que vendia flores aos transeuntes na pra√ßa do Rossio. O primeiro contacto aconteceu quando caminhava em alegre bate papo com um colega, depois de um almo√ßo bem regado ‚ÄúQuer um ramo de flores? Abanou a cabe√ßa quase sem reparar naquela mo√ßa atrevida, que continuou ‚Äútoma, eu ofere√ßo-te‚ÄĚ. Procurou afastar-se indiferente, mas ainda ouviu mais um piropo ‚Äúah!gat√£o!‚ÄĚ.
Anos mais tarde, recebeu no seu gabinete da PJ, um prisioneiro enviado pelo ex√©rcito, j√° que cumpria servi√ßo militar, e tinha vestido, para provar, um sobretudo nos armaz√©ns do Conde Bar√£o. Muito distra√≠do esqueceu-se do despir, e ao sair foi abordado por um seguran√ßa e preso. No interrogat√≥rio foi acompanhado pela m√£e e pela namorada, nem mais nem menos que a menina, j√° mulher, que vendia flores no Rossio. Depois, JCorreia, n√£o deixou de a seguir, nomeadamente nas marchas populares, onde ela se destacava, como modelo marchante. E n√£o resta d√ļvida que teve um fraquinho pela mo√ßa.

Quando abriu o seu gabinete de investiga√ß√£o, sentiu a necessidade de contratar uma secret√°ria que lhe arrumasse as notas escritas, desordenadas em pap√©is avulsos, e que lhe escrevesse os relat√≥rios no computador, ao qual nunca se habituou, depois de anos e anos de tiroc√≠nio na m√°quina de escrever. Pensou ent√£o na Rosalinda, que tinha feito forma√ß√£o nas TIC, e  era perita nas novas tecnologias.

JCorreia, desde que deixara o √°lcool, dormia mal. Acordava a meio da noite, levantava-se, sentava-se na cadeira de baloi√ßo do escrit√≥rio, consultava a agenda, esticava-se e punha os p√©s em cima da secret√°ria. Colocava um charuto na boca, sem o acender. Na sua estante havia romances policiais, livros t√©cnicos sobre investiga√ß√£o, e muitos livros de prosa e poesia,  desde  grandes cl√°ssicos, at√© √† literatura contempor√Ęnea. Era um apaixonado por esta arte. E n√£o desprezava os poetas menos conhecidos ou at√© quase an√≥nimos. Lia Torga, alegre, Ari, E√ßa, Agatha Christie...
O Expresso do Oriente era um dos seus livros preferidos, pela qualidade e pela diversidade. E enquanto esperava pela chegada do dia abria-o muitas vezes ao acaso, e ia lendo alguns textos. Depois de relaxar, fechava os olhos, até a secretária Rosalinda chegar e o acordar do seu segundo sono.
Trriiiiiiiim
-Estou? Disse o detective Correia, ainda ensonado. (continua)
« Última modificação: Maio 25, 2020, 17:36:18 por Na√ß√£o Valente » Registado
Maria Gabriela de S√°
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« Responder #1 em: Maio 23, 2020, 22:49:24 »

E sem se querer, por muitos nomes que se inventem num conto, há sempre um inspector que tem esse nome...Mas, vamos a ver quem se passeia mais e mais sóbrio. Se a gata, se o dono...

Abraço
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Dizem de mim que talvez valha a pena conhecer-me.
Goreti Dias
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« Responder #2 em: Maio 24, 2020, 19:45:11 »

E, vai daí, a gata vira ajudante do inspetor!
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Goretidias

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outono


« Responder #3 em: Maio 25, 2020, 17:33:53 »

Talvez mais que um conto, uma novela de bons e maus costumes.

A Gata dos Telhados II

-Estou, disse o detective Correia, ainda ensonado.
-√Č o detective Correia?
-Eu mesmo.
-Vi o seu an√ļncio no DN. Fiquei interessado nos seus servi√ßos. √Č um assunto muito sigiloso. Se aceitar a investiga√ß√£o vou enviar-lhe toda a informa√ß√£o num envelope registado. Por enquanto quero ficar inc√≥gnita.
- Aceito, pois é esse o meu trabalho, mas podia dizer-me como a trato.
-Apenas por gata, ou se quiser gata dos telhados.
-De acordo, mas como posso informá-la sobre o andamento da investigação?
- Por agora √© apenas isto. Continuarei a dar instru√ß√Ķes. At√© breve.

Quando a chamada terminou, JCorreia deixou fugir o olhar para as √°guas milenares do Tejo e deu-se a pensar nos segredos que ali estavam guardados, escondidos para sempre. Hist√≥ria de hist√≥rias, perdidas e nunca registadas nos  manuais que divulgam os grandes acontecimentos. Batalhas, invas√Ķes, cercos, calamidades, gestas her√≥icas. E como o pensamento se desloca a uma velocidade que o nosso corpo n√£o consegue acompanhar, viu-se h√° mais de trinta anos a atravessar num barco cacilheiro, o mesmo rio, no dia em que veio para Lisboa procurar um rumo para a sua vida.
Não trazia naquele início da década de setenta outra ambição que não fosse arranjar um trabalho para poder sobreviver. Tinha acabado de cumprir o serviço militar obrigatório, com os dramas de uma guerra na memória, à qual sobrevivera com um louvor pelos serviços prestados á pátria, pela coragem em combate. Quem não a tem na inocência da juventude?
Trazia no bolso os oitocentos escudos que a mãe lhe pusera nas mãos, sem ter bem a noção do valor do dinheiro. Tal e qual o mesmo que emprestara a um irmão trinta anos antes para procurar trabalho fora da aldeia de horizontes fechados em que vivia.
 
O mundo mudara, envelhecera, sendo mais novo. Joaquim depressa percebeu que aquele dinheiro se esvairia das suas mãos, tão depressa quanto água que corre. A primeira preocupação, depois de se ter instalado na hospedaria da dona Francisca, com alojamento, comida e tratamento de roupa, foi arranjar uma forma de ganhar dinheiro. A mensalidade da hospedaria de mil escudos por mês, que eram pagos adiantadamente, fora repartida por semanas, com o generoso acordo da dona Francisca.

No dia seguinte foi contratado por uma metal√ļrgica sediada em Camarate, chamada Precis√£o, nos arredores da cidade como aprendiz de torneiro mec√Ęnico. Fabricavam pe√ßas que eram utilizadas na ind√ļstria militar. Nesses anos, o crescimento econ√≥mico criava postos de trabalho, e a  oferta de emprego  superava a procura. Muita da m√£o-de-obra do pa√≠s estava na defesa das col√≥nias, em tr√™s frentes de guerra. Mas os vencimentos eram baixos e mal davam para pagar a hospedagem e os transportes.  
A experiência nessa fábrica foi curta. Ao fim de uma semana, Joaquim com o saldo no bolso quase a zero, e com mais uma semana de hospedagem para pagar a dona Francisca, despediu-se, a fim de poder receber esses dias de actividade. Sabia que não teria dificuldade em arranjar outro trabalho imediato no sector industrial.

Essa curta experi√™ncia, talvez por ser a primeira, ficou gravada nas suas lembran√ßas. Nos poucos dias que ali esteve fez tarefas ocasionais com o pequeno grupo que o acompanhou, quase sempre longe das m√°quinas operadas por t√©cnicos especializados. Uma vez ou outra colocavam-no a manejar uma broca mec√Ęnica de fazer furos em pe√ßas j√° constru√≠das. Numa dessas vezes. o companheiro, tamb√©m jovem, que estava ao seu lado apercebeu-se que Joaquim estava a fazer mal os furos , e disse na sua linguagem de torneiro mec√Ęnico.
-Alto e p√°ra o baile. √Č p√° est√°s a estragar material quase pronto. Se o controle de qualidade aparece est√°s fodido.
O controle de qualidade era feito por meninas jovens, vestidas com uma bata preta, que inspecionavam o material na fase de produção. Joaquim ficou paralisado sem saber como o reagir. Mas o companheiro, depois de o corrigir, agarrou nas peças inutilizadas e atirou-as para um contentor de desperdícios, ao mesmo tempo que dizia.
-L√° vai material para o galheiro. Livras-te de apanhar reprimenda das controladoras, mas pior que isso seria estas pe√ßas serem montadas no armamento, pois em vez de atingir o inimigo atingiam o atirador. V√™ l√° se te concentras. Para a pr√≥xima n√£o te safo ficas entregue √† bicharada, concluiu na sua linguagem de oper√°rio mec√Ęnico.

JCorreia foi desperto das suas divaga√ß√Ķes pela campainha da porta. Abriu. Na penumbra do exterior desenhou-se a figura esbelta da sua secret√°ria que sa√≠ra sem se ter apercebido. Olhou-a como se fosse a primeira vez, com sempre lhe acontecia. Rosalinda trazia-lhe √† mente a secret√°ria do senhor engenheiro que dirigia a produ√ß√£o na f√°brica metal√ļrgica de Camarate. A secret√°ria do senhor engenheiro, usava sapatos de salto muito alto, vestidos colados ao corpo, como uma segunda pele, salientando as formas, ou saias rodadas que levantavam a qualquer ligeira brisa. O cabelo loiro real√ßava o verde dos olhos enfeitados com longas pestanas. Na boca um baton vermelho carregado dava-lhe um ar artificial de boneca. Deslocava-se meneando as ancas, distraindo os novos oper√°rios das suas tarefas. Era a ant√≠tese das meninas do controle de qualidade. Joaquim sacudiu a cabe√ßa num acto de desaprova√ß√£o, no momento em que o senhor engenheiro a seguia e se apercebeu. N√£o se coibiu de comentar:

-Ent√£o rapaz, n√£o gostas?

O companheiro que o acompanhava na separação de material comentou na sua linguagem de torneiro aprendiz:
-√ď Quim tu tens √© inveja, mas essa garina n√£o √© para o teu bico. Mas tamb√©m te digo que depois de tirar o embrulho √© igual √†s outras.
-Pois, tem a mesma anatomia…
-Anatomo quê? Agora usas palavras de vinte paus?
-Quero dizer tem as mesmas protuber√Ęncias, os mesmos declives, os mesmos orif√≠cios, as mesmas fendas.
-L√° t√°s tu‚Ķ√≥ meu‚Ķ tem mamas por baixo do pesco√ßo, lugar para verter √°guas e outras coisas  entre as pernas, e cinco dedos em cada m√£o, se n√£o for aleijadinha.
-Dizes bem, mas eu prefiro mais o tipo das moças lá da terra, percebes? Mais ao natural.

Este meu personagem é como é, e não lhe vou dar colheres de chá. Que seja um naturalista campestre vá que não vá, mas tenho de esclarecer que é um bota de elástico, que ainda não se adaptou à vida cosmopolita, apesar desta cidade ainda ser quase uma aldeia em ponto grande. E porque concluiu o segundo ciclo dos liceus no ensino nocturno, gosta de mostrar o seu vocabulário. Que posso fazer?

-√ď Quim quanto a isso estamos na mesma onda. Prefiro as gajas simples, olha como as das batas pretas que tamb√©m nos curtem. Ontem ouvi uma delas dizer para outra, olhando para o nosso grupo ‚Äú√≥ Marinela‚ÄĚ agora podes escolher a√≠ um namorado.‚ÄĚ N√£o me esqueci do nome porque tenho uma prima Marinela, que n√£o desfazendo √© c√° um peda√ßo. E olha que esta Marinela tamb√©m me levava. Ela n√£o anda, desliza, n√£o √© como a secret√°ria a rebolar o rabo. Essas √© que s√£o as nossas gatas. Que sabem cozinhar, passar a ferro, limpar a casa‚Ķcara√ßas distraiu-me com a conversa, est√° na hora de sair. Anda da√≠. Dou-te boleia na motorizada at√© √† paragem do autocarro, sen√£o vais um quil√≥metro √† pata. E quanto √† garina emproada pensa nela quando quiseres a aliviar a tens√£o.
Continua

« Última modificação: Maio 25, 2020, 17:38:53 por Na√ß√£o Valente » Registado
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« Responder #4 em: Maio 25, 2020, 18:13:36 »

Ora bem! Além de que, chega um tempo, em que as personagens se tornam mais papistas do que o papa...

Abraço
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Boa tarde a todos!
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margarida, plenamente de acordo.
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Bom dia. Se todos fizerem igual, n√£o h√° coment√°rios.
Novembro 09, 2019, 14:53:10
Oi Dion√≠sio. Obrigado pelo teu coment√°rio. Desculpa eu ser relapso a fazer muitos coment√°rios. Evito-os, para n√£o  louvar uns ou criticar outros. Prefiro ficar na minha, ficar no que me parece. O meu principio geral: escrever, quem l√™ l√™, quem n√£o l√™ n√£o l√™. Ponto. Leio poesia d'outros, m
Novembro 01, 2019, 14:41:40
Boa tarde  todos. Os que est√£o e os que vir√£o.
Outubro 31, 2019, 14:58:38
Parabéns, Figas. Parabéns a todos os que lêem e que escrevem, parabéns a todos os que partilham escritas e comentários.
 
Outubro 10, 2019, 12:24:06
Bom dia. Hoje, andaei a pastar pelas 351 páginas da poesia e encontrei 32 poemas meus, milionários de leituras. com média de 1209 leituras cada. Obrigado a todos os meus contribuintes de lucros poéticos. FigasAbração, a todos. Nota: O Campeão é o Linguagem Decente, com 3692 leituras.Viva a D
Julho 29, 2019, 22:55:56
Olá para todos! Boas histórias e boas escritas!
Julho 02, 2019, 07:05:22
Bom dia!
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