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Autor Tópico: A Gata dos Telhados XXI  (Lida 3854 vezes)
Nação Valente e 2 Visitantes estão a ver este tópico.
Goreti Dias
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« Responder #60 em: Novembro 16, 2020, 16:01:24 »

Assisti e participei de muitas matanças de porco. Lá tinha que ser... Um dia correu-me mal!
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Goretidias

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outono


« Responder #61 em: Novembro 19, 2020, 20:54:42 »

XX
- Lamento, advogada, a situação que descreveu. Por acaso, a Rosalinda também passou por um processo idêntico, e ultrapassou. Ainda hoje foi numa missão algo complicada. amos ver como se sai. Depois falará consigo.

Laura de Castro saiu da Penitenciária com a convicção que Damião era um filho da puta. Um indivíduo que maltrata o seu semelhante, valendo-se do seu maior poder, não merece outro epíteto. Neste caso, era a sua própria mulher, a vítima,  mas se fosse outra pessoa indefesa merecia-lhe o mesmo repúdio. A sua mãe, hoje empresária de sucesso, mas que vivera tempos muito difíceis, procurara dar-lhe uma educação, baseada na fraternidade e no respeito pelos semelhantes. O pai, de quem ostentava o apelido, e que com a mãe continuara casado, mesmo depois da separação que ele forçara, pondo-a fora de casa, não era o seu pai biológico. A mãe, nunca lhe quis dizer quem era, limitando-se a informar que  resultara de um encontro fortuito, que queria esquecer.

Ainda tinha memórias de viver na casa de uma ama, onde recebia a visita da mãe, que lhe ocultava a sua profissão. Veio a saber mais tarde que vivia  da prostituição, de onde tirava proveitos para se sustentarem. Já frequentava a escola quando passou a coabitar com a mãe, num apartamento da outra margem da cidade. O pai, que não era, morreu de doença incurável, e nunca fez testamento. Deste modo Aida, a sua mãe, casada com comunhão de bens, herdou todo o património, o que lhe permitiu refazer a sua vida.
Apesar de as ter expulsado de casa, quando ainda vivia na barriga da mãe, e de nunca o ter conhecido, compreendia as suas razões, e tinha-lhe mais respeito, de que ao desconhecido pai biológico, que considerava tão filho da puta, quanto Damião. Sabia pela experiência da própria vida, que o amor e o ódio, eram extremos que se tocavam. Sentiu depois desse encontro com o marido de Rosalinda, uma vontade quase obsessiva de conhecer, desejo que sempre tivera, o seu verdadeiro pai, para lhe testar a consciência se a tivesse. Foi com este pensamento que chegou à fábrica, onde Aida, estava reunida com uma equipa de designers, tendo em vista o lançamento de uma nova colecção.

Aida quando a viu entrar, notou no seu semblante, um ar de preocupação, e interrompeu a reunião para a receber.
-Que cara Laura? –disse – que se passou?
- Peço desculpa mãe, por te interromper. Estive reunida com o preso acusado de tráfico de estupefacientes, na Penitenciária. Não aceitou os meus serviços de advocacia, insultou a mulher, o detective, e acabou por me faltar ao respeito. Isso, em si, não me incomoda, mas fez despoletar no meu íntimo, um sentimento de vingança, em relação a muitas injustiças, incluindo as de que nós fomos vítimas. Quer gostes ou não, estou decidida a saber quem te engradivou e a seguir nos deixou.
- Laura – respondeu Aida – não alimentes desejos de vingança. Remexer nesse passado, não vai alterar nada. A responsabilidade do que aconteceu também foi minha. Talvez um erro de juventude. Contratei JCorreia, porque quero fazer justiça, não em relação à minha vida pessoal, mas a amigas que não mereciam o que lhes aconteceu.
- Compreendo e apoio o teu objectivo, mas quer queiras quer não, estou determinada a avançar. JCorreia talvez me possa ajudar.
- És teimosa Laura. JCorreia foi um investigador policial que, enquanto agente da PJ, esteve ligado a processos importantes, e que redundaram em fracassos investigatórios. Hoje, não passa de um pobre diabo, que quer continuar a brincar aos polícias. Apesar disso, considero que me pode ajudar no meu plano de fazer a justiça que nunca foi feita, pelo conhecimento que tem desse passado. Foi uma promessa que fiz , em nome das vítimas de um assassino sem sentimentos. Sabias qual foi o primeiro grande processo a que esteve ligado. Foi ao caso que ficou conhecido como FP25.
- Pelo que vejo, a mãe está bem informada sobre o percurso do detective.
- Sim, a partir do momento em que nos cruzámos, no processo das FP25. O movimento Forças Populares de 25 de Abril, formados por militantes da extrema-esquerda, foi fundado em 1980, para combater o sistema parlamentar e capitalista, designação que davam ao regime saído da revolução de Abril. Pretendiam instalar um sistema basista de democracia popular. Apresentaram-se com rebentamento de petardos em todo o pais, assassinatos selectivos, de policias e empresários, assaltos a bancos, como forma de financiamento. Era então uma jovem empresária, que procurava salvar a empresa que herdara do meu ex-marido. Sofri ameaças desse movimento, relacionadas com eventuais despedimentos de trabalhadores. Foi durante a chamada operação Orion, em 1984, que me cruzei com o então agente Correia da PJ. Esteve na empresa como elemento da brigada antiterrorista, para recolher informações sobre as ameaças que tínhamos recebido. A operação Orion que começou com prisões no Porto, alargou se a todo país, o que permitiu, prender muitos operacionais, embora não tivesse levado ao seu desmantelamento. Foi quando foi preso e acusado o coronel Otelo, estratega do 25 de Abril, que sempre recusou pertencer às FP25. Depois voltaríamos a cruzar-nos no caso das prostitutas assassinadas. Tem, como podes ver, conhecimento sobre esses processos.


JCorreia retirou da garagem o seu velho MG descapotável, uma relíquia que comprara nos anos setenta, e que considerava uma, a das suas joias da coroa. Desceu até ao porto e viajou ao longo da marginal. Pareceu-lhe que regressava ao passado, a um tempo em que a vida não lhe pesava, e ia até ao casino do Estoril, derreter umas moedas, e procurar algum encontro ocasional. Percorreu a devagar a distância até ao Estoril, procurando fruir a paisagem, onde o rio e o mar se entrelaçavam num casamento eterno. O seu destino, não era o casino, mas uma casa rosa, disfarçada, numa rua discreta. Estacionou o MG, e esperou. Tinha a percepção, quase a certeza, que seria um lugar ligado a abusos sexuais.

Continua

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Maria Gabriela de Sá
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« Responder #62 em: Novembro 22, 2020, 21:19:41 »

As FPs 25 de má memória, mas a direita reacionária de memória idêntica . E depois, os arrependidos... Enfim, coisas da História.
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Dizem de mim que talvez valha a pena conhecer-me.
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outono


« Responder #63 em: Novembro 26, 2020, 20:34:12 »

XXI
O seu destino, não era o casino, mas uma casa rosa, disfarçada, numa rua discreta. Estacionou o MG, e esperou. Tinha a percepção, quase a certeza, que seria um lugar de abusos sexuais.

Ernesto Boavida viu o MG estacionado e estranhou. Tinha do seu lado duas razões: naquela rua periférica viviam sempre os mesmos carros; aquele MG antigo, além de ser uma viatura que não se via a circular, não fazia parte do cenário. Era um intruso. Quando se aproximou, viu sair do seu interior, uma personagem, para ele tão desconhecida como o veículo. Era um homem vestido com umas calças de ganga, bastante usadas, uma t-shirt amarela, e um blazer azul. Um rosto indefinido, de onde sobressaiam uns óculos escuros de tipo “raiban”. Uma boina basca disfarçava-lhe o couro cabeludo. À primeira vista pareceu-lhe uma personagem, algo exótica, saída dos anos sessenta. Juntamente com o carro dava a ideia de ter regressado de outra realidade. Quando passava ao lado do MG, tentando mostrar descrição, o desconhecido deu um passo em frente, soltou uma baforada de fumo, que lhe pareceu ser de charuto, e ouviu-o dizer, numa voz firme:

- Senhor Ernesto, dá-me um minuto do seu tempo?
Ernesto paralisou, e interrogou-se se não estaria a ter alucinações.
- Sou JCorreia, detective privado, e precisava de lhe dar uma palavrinha.
- JCorreia, o detective, que costuma ter o anúncio no DN? Muito gosto. Acredite ou não , sempre gostei de conhecer um detective de carne e osso. Conheço muitos detectives mas são todos feitos de papel e tinta, e cuja ação decorre em páginas de livros. Gosto particularmente de um chamado Dennis McShade, (Mulher e Arma com Guitarra Espanhola) pseudónimo do escritor português Dinis Machado, que se tornou conhecido pelo romance, “O que diz Molero”.  Abandonou a escrita, com muita pena de Lobo Antunes, seu amigo pessoal, que lhe reconhecia, grande talento. Mas voltemos à realidade. A que devo a honra de me querer falar?
-  Obrigado  pela disponibilidade. Também sou um detective de papel. Acabou de dizer que me conhece das páginas de um jornal. Quero apenas fazer-lhe umas perguntas, relacionadas com o seu desaparecimento…
- Desaparecimento? Interrompeu Ernesto, mostrando surpresa.
- Foi o que me disse a Idalina, sua mulher, que me encarregou de o procurar.
- A Idalina? Deve estar a gozar consigo, como gozou comigo. Julgava-o mais perspicaz. Essa grande cabra sabe que nunca desapareci. abandonei-a para não fazer um disparate. Enrolou-se com o gerente da empresa onde trabalha, um tal Januário Brilhante. Pôs-me os chavelhos, percebeu. E desconfio que não foi o primeiro. Culpa minha. Juntei-me com ela, apesar de todos os avisos “essa gaja não é de confiança, já tem historial”. Estava cego e surdo. Sabe como é, a carne é fraca, a garina era jeitosa, bem, e na cama, uma louca.
- Chega ,senhor Ernesto, não preciso de mais pormenores. Se estiver interessado há por aí muita literatura erótica. Se bem percebi, o senhor “deu de frosque” e ela teve essa percepção.
- Claro que soube. Disse-lhe na cara. Disse-lhe o que Maomé não disse do toucinho. Sou um cabrão, mas com a alma lavada. O que me apeteceu foi…enfim…não quis estragar a minha vida por causa de uma puta. Fiz o que tinha que fazer. Um homem tem a sua dignidade.
- Então tenho que concluir que a Idalina me mentiu. Há uma coisa que não percebo, porque raio me encarregou do encontrar. E há outra coisa que gostaria de saber: mora ou trabalha nesta vivenda rosa?
- Mudei-me para aqui. – disse  Ernesto , após uma breve reflexão. - Refiz a vida. A minha vontade era ter emigrado, para não voltar a ver as fuças dessa galdéria.
- Muito bem, vou fazer o relatório, entrega-lo à Idalina, e encerrar o caso. Agradeço  a sua colaboração. As minhas desculpas pelo tempo, que lhe ocupei.

Laura, embora nos anos oitenta fosse uma criança, e a política não fizesse parte do seu mundo, lembrava-se vagamente da existência das FP25, devido à sua mediatização. Na sua memória conservava registos de violência, bombas, atentados, perseguições políticas, sem muita noção de quem as praticava e quais as motivações. Mais tarde, percebeu que essa violência esteve ligada à extrema esquerda mas também à extrema direita. E como estudante de Direito conheceu em pormenor todo processo, incluindo a operação Orion de que a mãe lhe falava. E que foi possível à PJ, entrar dentro da organização, conhecer membros e acções programadas graças aos chamados “arrependidos” que passaram a informadores da polícia. Era uma adolescente quando aconteceu a morte das prostitutas, por um assassino que nunca foi descoberto. Seguiu o processo de perto por as vítimas serem conhecidas da sua mãe, que na altura se interessou por ajudar a resolver o caso. Aida mantinha amizade com Maria José que conhecera no tempo em que vivera naquele meio. Foi uma das testemunhas ouvida pelo inspector coordenador, da equipa de seis elementos, designada para investigar os crimes, Vítor Campos. Ficou muito desiludida com o rumo das investigações. Nem pistas, nem indícios. Nada. Estava convicta que o assassino estava vivo. E faria tudo para o encontrar. A utilização dos serviços do detective privado, o único dessa equipa, o então subinspector Correia, que ainda continuava ligado à actividade investigatória, era fundamental. Laura decidiu não carregar na tecla, da descoberta de quem era o seu pai. Continuaria a ajudar a mãe na sua intenção de fazer justiça. Como se diz, "uma mão leva a outra e as duas lavam o rosto"Quem sabe se não se aplicariam ao seu desejo.

JCorreia despediu-se de Ernesto Boavida, com um “fique bem”. Estava convicto que lhe estava a mentir. Quis dar-lhe a ideia que acreditava no que lhe dissera.  Não podia espantar a caça. Meteu-se no velho MG com destino a Lisboa. Ao passar perto do casino lembrou-se da última vez que ali estivera como jogador. Foi numa noite chuvosa de Março de 1975. Saiu da hospedaria onde vivia, depois de jantar, com destino a Paço de Arcos, onde vivia Irene, que alugara um apartamento com uma colega, numa nova urbanização pensada para gente nova. Irene e a sua amiga não lhe abriram a porta. Apercebeu-se que estavam acompanhadas. Foi então que decidiu ir para o Estoril, onde entrou no casino. A sala de slot machines estava quase cheia. Várias filas de máquinas ocupadas por viciados ou desesperados como era o seu caso. Quando saiu já noite velha, não tinha um tostão no bolso. Azar no amor, sorte no jogo, uma ova. Uma chuva forte não dava descanso ao limpa para brisas. Numa marginal quase deserta carregou a fundo, no acelerador do seu “mini”. Lembra-se de ultrapassar vários carros numa correria louca, mas chegou inteiro a casa. Irene ficara, de vez, para trás. No dia seguinte, o Processo Revolucionário em Curso, daria mas um passo no caminho da radicalização, depois do RALIS ser atacado por forças spinolistas. Para Joaquim Correia, na fase política, funcionou como um antidepressivo para o seu desencanto.

O MG, uma raridade, atraía olhares de mirones à sua passagem, perante a indiferença de JCorreia, embrenhado nos seus pensamentos. Ao aproximar-se do seu apartamento, pensava no que Rosalinda descobrira, para poder ligar às pontas que resultaram do seu encontro com Ernesto.
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« Responder #64 em: Hoje às 21:34:26 »

Vamos lá prosseguir cm este romance tão diversificado...

Abraço
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Boa tarde a todos!
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um abraço para a administração, para quem dinamiza este espaço, seja como escritor, como leitor, como comentador.
Novembro 12, 2019, 18:15:54
margarida, plenamente de acordo.
Novembro 11, 2019, 11:31:31
Bom dia. Se todos fizerem igual, não há comentários.
Novembro 09, 2019, 14:53:10
Oi Dionísio. Obrigado pelo teu comentário. Desculpa eu ser relapso a fazer muitos comentários. Evito-os, para não  louvar uns ou criticar outros. Prefiro ficar na minha, ficar no que me parece. O meu principio geral: escrever, quem lê lê, quem não lê não lê. Ponto. Leio poesia d'outros, m
Novembro 01, 2019, 14:41:40
Boa tarde  todos. Os que estão e os que virão.
Outubro 31, 2019, 14:58:38
Parabéns, Figas. Parabéns a todos os que lêem e que escrevem, parabéns a todos os que partilham escritas e comentários.
 
Outubro 10, 2019, 12:24:06
Bom dia. Hoje, andaei a pastar pelas 351 páginas da poesia e encontrei 32 poemas meus, milionários de leituras. com média de 1209 leituras cada. Obrigado a todos os meus contribuintes de lucros poéticos. FigasAbração, a todos. Nota: O Campeão é o Linguagem Decente, com 3692 leituras.Viva a D
Julho 29, 2019, 22:55:56
Olá para todos! Boas histórias e boas escritas!
Julho 02, 2019, 07:05:22
Bom dia!
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