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Autor Tópico: Explicações no Ribeiro  (Lida 2218 vezes)
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Antonio
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« em: Maio 04, 2008, 22:55:48 »

Entrei para o liceu de Alexandre Herculano, na zona do Bonfim, do Porto, em Outubro de 1959.
Na escola primária tinha sido um bom aluno.
No primeiro ano do liceu, andei mais ou menos, com notas entre 10 e 13. Mas, no último período levei um Mau a matemática, e só a benevolência do professor, o Dr. Pedro Pinheiro Gonçalves de quem haveria mais tarde de me tornar amigo, dele e de parte da família, fez com que na pauta saísse um 9.
No segundo ano as notas não foram melhores. Levei uma negativa a Desenho. Mas, nessa altura, havia exames nacionais no fim desse 1º ciclo e o meu pai, temendo que as coisas corressem mal, no terceiro período resolveu meter-me num explicador colectivo.
Mas que raio de coisa era essa?
Tendo aulas de tarde até cerca das cinco horas, todos os dias ia para as Salas de Estudo do Bonfim das cinco às sete. O proprietário era um sujeito alto e entroncado, já com perto de cinquenta anos, cabelos brancos, voz de trovão, óculos ray-ban de aros dourados e lentes verdes, ar de macho sedutor que, não sendo formado, dava explicações de Francês. Era o Sr. Sebastião Ribeiro, também conhecido publicamente por ter sido dirigente do F.C. do Porto. Era casado com uma antiga aluna, a D. Clotilde, mais nova vinte anos do que ele e que, apesar de o ter desposado muito cedo, já estava um bocado estragada, não pelo peso do Sebastião (não sei se era o come tudo, ou não), mas por quatro partos de outras tantas meninas. Ele queria um rapaz que nasceu um ou dois anos depois para sossego da mulher. Mas depois ainda nasceu outro. O Ribeiro era a personalidade mais temida pelos alunos. Não precisava de ensaiar para enfiar duas galhetas na cara de quem não se portasse na linha.
Havia turmas mistas (coisa que não existia nos liceus) para os chamados alunos externos, os que estavam matriculados noutro estabelecimento de ensino, mas havia também classes de alunos “internos”, também mistas, para quem aquilo funcionava como um colégio.
Tínhamos aulas de Português e Francês, dadas pelo Sr. Seixas, um tipo do reviralho que já tivera uns dias de prisão na PIDE, sempre cabisbaixo e sonolento, de voz pouco audível e de Matemática, dadas pelo Eng. Alípio, um solteirão muito magro, sempre vestido de escuro, afónico, com as unhas dos dedos mindinhos bem compridas e constantemente a escarafunchar os ouvidos e a disparar o cerume para uma zona da sala mais vazia, pouco paciente e com ataques repentinos de ira. As Ciências e o Desenho ficavam por nossa conta.
Havia lá dois rapazes da minha turma do liceu: o Crespo e o atordoado, mas sempre com resposta bem-humorada na ponta da língua, Bernardino.
No total, seríamos uns quinze, dos quais talvez cinco fossem meninas: lembro-me da Emília, da Alice, da Dalila, da Fátima e da Zélia.
Éramos todos do Alexandre ou do liceu feminino da Rainha Santa Isabel que foi desactivado no ano passado. Que pena!
Mas, o mais relevante foi que as escritas do exame me correram bem e dispensei das orais (se bem me lembro, com doze).

Consequência mais notória: o meu papá entendeu que a dispensa se devera às explicações (e talvez tivesse razão) e resolveu que no ano seguinte iria para o Ribeiro desde o início. E continuei ainda por mais dois anos. Até ao fim do quinto. Em 1964.
No terceiro ano, o primeiro do 2º ciclo, ainda tive aulas de tarde. Nos dois seguintes tinha aulas de manhã, pelo que ia para o velho edifício da rua de Santo Ildefonso por volta das três. Sendo muitas vezes o primeiro a chegar, aproveitava para estudar as disciplinas para as quais não havia explicações: Desenho, Ciências, História e Geografia. Mas, conforme iam entrando os colegas, o estudo ia-se convertendo em conversa e brincadeira, mau grado o esquelético e narigudo Sr. Pereira, dedos amarelos de tanto tabaco, ir apontando no quadro o nome dos que se portavam mal. Eram sempre os mesmos, com o Bernardino a aparecer repetidamente logo abaixo de M.C. (mal comportados). Mas, quando começavam a chegar os professores, o Pereira desaparecia estrategicamente e os nomes eram logo apagados.
Agora, o Português e o Francês eram leccionados pelo Ribeiro mas, como ele tinha as tarefas da gestão, era muitas vezes substituído pelo Seixas. O Inglês pela gordinha Dr.ª Matilde, irmã da D. Clotilde, solteira, e que viria a casar com o macambúzio Eng. Alípio que nos dava as aulas de Físico-Químicas. Finalmente, o melhor a ensinar: o solteiro e anafado Eng. Brenha, sempre bem vestido, que trabalhava também numa empresa do seu pai.
Nunca me esquecerei da forma brilhante como ele fez a introdução à Álgebra.
Chamou um aluno ao quadro e perguntou-lhe:
- Escreva aí um número qualquer.
E o moço escreveu 8.
- Isso é um 8. Eu quero que escreva um número qualquer.
O colega olhou para ele com cara de parvo. Ele e todos nós. E escreveu 17.
- Não! – disse o Brenha. Um número qualquer. Esse é o 17.
Perante o ar apalermado da plateia, e depois de ter perguntado se alguém sabia, pegou calmamente num pau de giz, aproximou-se do quadro e escreveu um “x”.
- Esta letra, em Álgebra, representa um número qualquer – disse.
E continuou:
- Se quisermos que seja 20 é 20. Mas pode ser 2 ou 234 ou 45.
Nunca esqueci isto. A noção básica da Álgebra é esta de um número variável representado por uma letra.
Feito este aparte, não posso deixar de referir a importância que esta escola mista teve para me habituar a ter raparigas como colegas. Foi, sem dúvida, um dos aspectos mais importantes para um jovem adolescente que estava quasi proibido pelo regime de partilhar as salas de aulas com pessoas do outro sexo.
E, do ponto de vista pedagógico, comecei a habituar-me a estudar com outros colegas, a pôr-lhes questões, a tirar dúvidas. Passei a ser um bom aluno. Raramente tinha uma nota inferior a treze. Estive sempre no Quadro de Honra. Dispensei ao exame do quinto ano, quer em Letras quer em Ciências.
Foi um período que correspondeu ao desabrochar da personalidade, da mente, do corpo, da sexualidade. E acho que tudo de uma forma harmónica. Não sei se a frequência das explicações do Ribeiro tiveram muita ou pouca importância nestes resultados. Mas que tiveram, não tenho dúvidas.
Muitas histórias haveria para contar. Mas, confesso, já só me lembro de algumas.

Em determinada fase apaixonei-me por uma jovem sardenta, mas de ar já senhoril, que andava a estudar no Rainha Santa: a Zé. Confessei isso ao Rui. Este namorava com a Dalila que era prima desse “borracho”. E, como era próprio da época, a Dalila apresentou-me à Zé. Para desgosto meu, a rapariga não engraçou comigo e mandou-me dar uma curva. Não fiquei muito perturbado - mulheres há muitas, pensei - mas fiquei um bocadinho.
Mais complicado foi quando a Dalila, sempre ela, uns dias depois, ainda eu não tinha cicatrizado a ferida aberta no meu jovem coração, me chamou aparte e disse:
- Castilho! Tenho de te dizer que há duas meninas do quarto ano (eu andava no quinto, nessa altura) que gostam muito de ti.
Eu fiquei meio tonto. Não esperava nada daquilo. E logo duas. Afinal a Zé é que devia ter a mania que era boa.
- E quem são? - perguntei.
- Uma é a prima do Rui Seixas, a Cândida e outra é a Alcina! – disse com ar muito circunspecto a minha amiga. Agora é contigo. Ou estás interessado em alguma ou nenhuma te interessa.
- Pois é! – balbuciei.
E fiquei a matutar no que havia de fazer. Se fosse só uma…mas ter de optar entre duas era um tanto complicado. E ainda por cima dava-me bem com ambas.
Como seria de esperar, fui falar com o Mizé, com o Rui, com o Mesquita e com mais um ou dois colegas para me ajudarem a decidir. No meio dos mais diversos conselhos que agora não faço ideia nenhuma quais foram (nem interessa muito, pois deveriam ser bastante idiotas), ainda iam gozando com o meu recém-descoberto sucesso entre as raparigas.
Mas, de facto, eu via as mocinhas como colegas mais novas e, como se provaria mais tarde, sempre preferi as mulheres mais maduras às mais jovens. Não estava interessado em namorar com nenhuma.
Mas se rejeitasse as duas ainda poderia passar por maricas. Portanto, e sem convicção, escolhi a Cândida. Lá começamos a namorar mas a coisa durou pouco tempo.
Mais tarde, quando as vi com vinte e tal anos (a Cândida e a Alcina), já mulheres e muito jeitosas, pensei com os meus botões:
- Agora é que podiam vir dizer que estavam apaixonadas por mim!
Mas a Zé, essa ainda há poucos anos a via muitas vezes e nunca deixei de sentir um fraquinho por ela e pelas suas sardas.

As pessoas da minha geração que viveram na zona do Porto, nessa época, devem lembrar-se de um programa de discos pedidos que era transmitido pelos Emissores do Norte Reunidos aos domingos à tarde, com a duração de uma hora, salvo erro, e apresentado por um tal Daniel Gonçalves. Chamava-se “Música na Estrada”. Era muito popular entre os adolescentes e, mais de metade do tempo era passado com o locutor a dizer o nome ou “petit nom” de quem pedia o disco e a interminável lista daqueles a quem era dedicado.
Uma vez, eu e o Rui, mais o Mesquita e outro dos rapazes, resolvemos mandar um postal com a frase obrigatória, o nosso nome (Águias Negras – vejam bem!) e o disco pretendido. Estávamos em 1964, ano do aparecimento em força dos Beatles em Portugal, e nós pedimos um dos seus primeiros temas, uma canção fracota mas que foi o primeiro grande sucesso comercial do grupo de Liverpool – “She loves you”. Alguém se recorda?

Exactamente em 1964, com quinze anos portanto, terminei o quinto ano e, como o Ribeiro só leccionava até aí, terminaram para mim as explicações. De boa memória, como devem ter percebido do que escrevi atrás.
Mais histórias haveria certamente para contar, mas estas foram as que me ocorreram.
Anos depois, o Sebastião Ribeiro morreu deixando o negócio nas mãos da mulher e de um ou dois filhos. Entretanto tinham fundado o Externato de Santa Clara que absorveu as Salas de Estudo. Mas, tanto quanto sei, ainda hoje há aulas nesse velho edifício.
Dos meus colegas desse tempo nada sei.
Minto!
A Cândida e o Mizé (um dos meus conselheiros para assuntos sentimentais) casaram.
Um rapaz que andava um ano adiantado, bom estudante, o Tone Balio, aos vinte e poucos anos revelou-se esquizofrénico. Viveu os últimos anos no Hospital de Magalhães Lemos, tendo falecido no ano passado.

As pessoas que leram este texto podem não ter tido muito gozo com isso.
Mas garanto-vos que eu tive imenso a escrevê-lo.

(escrito em 8 de Setembro de 2005)
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« Responder #1 em: Maio 07, 2008, 17:03:31 »

Continuas com uma memória... de elefante!
Com a referencia à tua permanencia no quadro de honra, lembraste-me que comigo era quase a mesma coisa, nunca lá estava!

Abraço
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Goreti Dias
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« Responder #2 em: Maio 07, 2008, 18:09:03 »

Ainda bem...
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Goretidias

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Antonio
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« Responder #3 em: Maio 09, 2008, 07:45:13 »

Obrigado pelos comentários!!!!
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Antonio
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« Responder #4 em: Maio 09, 2008, 07:46:11 »

Goreti:
Tens estado ausente, não tens?
As coisas estão bem contigo?
Beijos
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VandaMMR
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Olá.... gosto de ler e escrever...


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« Responder #5 em: Maio 09, 2008, 18:23:33 »

Texto interessante, Tony... e que detalhista és na descrição dos teus antigos professores....
E apesar de dizeres que já não te lembras dos conselhos que pediste aos teus amigos (que até deveriam ser bastante idiotas).... fiquei com curiosidade...

Parabéns, Tony.
Bj
Vanda
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Antonio
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« Responder #6 em: Maio 09, 2008, 18:38:58 »

Olá, Vanda!
De facto não me lembro dos conselhos.
Isto foi há tanto tempo...
Beijinhos
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Goreti Dias
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« Responder #7 em: Maio 09, 2008, 20:43:06 »

Não, António, não tenho estado ausente, venho aqui todos os dias... menos porque já me recuperei e estou a trabalhar...
bj
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Antonio
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« Responder #8 em: Maio 14, 2008, 08:25:38 »

Estiveste doente?
Não sabia...mas se já estás a trabalhar é bom sinal.
Beijinhos
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Goreti Dias
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« Responder #9 em: Maio 14, 2008, 09:45:18 »

Sim, dois meses...
Obrigada
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Antonio
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« Responder #10 em: Maio 16, 2008, 08:22:36 »

Continuação das melhoras!
Beijos
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anamarques
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« Responder #11 em: Maio 17, 2008, 13:46:47 »

Eu adorei ler. Adoro ler sobre professores. E escrever sobre eles também. São das pessoas mais importantes das nossas vidas. E achei muito interessante a parte de ter de escolher entre duas moças. Há moços de sorte! Um abraço.
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Antonio
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« Responder #12 em: Maio 17, 2008, 17:43:12 »

De sorte?
Deviam ter-se declarado em ocasiões diferentes.
Assim foi um grande azar...ah ah ah
Beijo
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Oi Dionísio. Obrigado pelo teu comentário. Desculpa eu ser relapso a fazer muitos comentários. Evito-os, para não  louvar uns ou criticar outros. Prefiro ficar na minha, ficar no que me parece. O meu principio geral: escrever, quem lê lê, quem não lê não lê. Ponto. Leio poesia d'outros, m
Novembro 01, 2019, 14:41:40
Boa tarde  todos. Os que estão e os que virão.
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Parabéns, Figas. Parabéns a todos os que lêem e que escrevem, parabéns a todos os que partilham escritas e comentários.
 
Outubro 10, 2019, 12:24:06
Bom dia. Hoje, andaei a pastar pelas 351 páginas da poesia e encontrei 32 poemas meus, milionários de leituras. com média de 1209 leituras cada. Obrigado a todos os meus contribuintes de lucros poéticos. FigasAbração, a todos. Nota: O Campeão é o Linguagem Decente, com 3692 leituras.Viva a D
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Olá para todos! Boas histórias e boas escritas!
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Bom dia!
Junho 28, 2019, 14:37:28
Boa tarde. Hoje, apeteceu-me saudar todos os que aqui tentam pôr arte na pena. Figasabraço
Maio 18, 2019, 19:22:13
Olá! Boa leitura e boa escrita para todos!
Maio 01, 2019, 17:26:47
Boa escrita e boa leitura para todos!
Março 30, 2019, 10:37:35
Boas leituras e boas escritas para todos!
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Boa noite feliz para todos.
Janeiro 11, 2019, 09:21:27
Olá para todos!
Dezembro 24, 2018, 21:55:27
Boas Festas.
Novembro 03, 2018, 14:19:38
Claro que sim, Mateus. Vamos lá puxar pelos neurónios?
Novembro 01, 2018, 18:36:27
Olá para todos!
Novembro 01, 2018, 15:51:21
A ideia com que fiquei em conversas, era a de que se pretendia fazer, uma sequela do "esfaqueador". Agora estou baralhado.
Outubro 31, 2018, 18:31:48
Temos um tópico em aberto "sem título". Podem entrar. A ideia é fazer algo ao jeito do Esfaqueador da Régua. Estão convidados!
Setembro 12, 2018, 14:34:00
Esfaqueador da Régua, aqui nascido, terá o seu lançamento na Feira do livro do Porto, dia 21 de Setembro.
Julho 04, 2018, 13:54:05
Bom dia.
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