EscritArtes
Setembro 21, 2020, 09:03:59 *
Olá, Visitante. Por favor Entre ou Registe-se se ainda não for membro.

Entrar com nome de utilizador, password e duração da sessão
Notícias: Regulamento do site
http://www.escritartes.com/forum/index.php/topic,9145.0.html
 
  Início   Fórum   Ajuda Entrar Registe-se   *
Páginas: [1]   Ir para o fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: O meu Pai - Ao meu Pai  (Lida 983 vezes)
0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.
pedrojorge
Membro
***
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 149
Convidados: 0


http://pedromrj.blogspot.com/


WWW
« em: Maio 21, 2008, 05:01:41 »

Numa desta n√£o esperava cair. A ruminar acerca dos fregueses que desconheciam o nome do vendedor. Ant√≥nio, Joaquim, Manel. Os anos passaram e o meu pai, na sua venda recatada, era imune √† identifica√ß√£o. Era um sujeito de m√ļltiplas identidades separadas de algum valor, de algum sonho, de algum projecto.
Ele idolatrava a bebida. Sugava-a. Ora um tra√ßado, qui√ß√° um panach√©, uma imperial, um tinto. Um amigo h√° tempos pressup√īs que ‚Äėtudo tem uma explana√ß√£o alco√≥lica‚Äô e eu pergunto-me agora, sem tempos, ser√°?
Ele ser√°, bem sei que √© uma excelente pessoa, que me ensinou a brincar, a cogitar no com√©rcio, que me p√īs √† prova apelando a jogos tramados, ‚Äė√© lixado‚Äô dizia um indiv√≠duo das horas felizes e h√° horas felizes.
O meu pai que comprava cassetes de anedotas e arranjava os rádios na oficina assentando posteriormente os meus e os ouvidos dele naquela fonte de stereo. O meu pai que me dava brinquedos nos meus primeiros anos de vida aos montes se me espojasse no chão a pedinchar na loja do Indiano, o senhor Paulo. Que sumiu da minha vida como o fumo dos fósforos que acendia um a seguir ao outro, dois a seguir a outro, por aí na mesma linha, e que, sendo tão novo, o meu pai me repreendeu, numa actuação quase singular. Mesmo ainda nos meus 12 anos quando tivemos conversas perversas de trato instrutivo num golfo de sexualidade, na lendária noite de Toyota do fim da venda.
Era uma pessoa paciente e atendia aos meus pedidos, tentando n√£o ceder por nada e arranjar um pretexto de troca, uma pequena tarefa e um incentivo a comparticipar nas suas actividades para de livre consci√™ncia dar o aparelho que eu pedia, o √≥rg√£o electr√≥nico, o livro do corpo humano, o computador, o outro computador, a c√Ęmara de filmar, o r√°dio, o v√≠deo, as bolas de futebol, as caneleiras, as luvas, a playstation, o mp3, a secret√°ria, a outra secret√°ria, a bicicleta, o wireless, o outro wireless, um outro computador, um disco r√≠gido, as camas novas, o colch√£o novo, o mobili√°rio novo, a tinta spray, os preservativos, as sapatilhas, os fatos, a bebida, os medicamentos, os cremes, a nova televis√£o Sony, um novo sof√°, a liberdade da scooter, de conduzir as carrinhas sem carta, a circula√ß√£o nos bairros, a circula√ß√£o por Lisboa, os passeios de desespero, o consentimento nos namoros, as sa√≠das, as festas de par√≥quia, a visita √†s Universidades, at√© no dia em que foi assaltado √† m√£o armada, os filmes VHS de h√° boas vidas, os livros, os romances, as filhas dos clientes, as clientes jovens, s√≥ o v√™-las bastava a pedir um reconhecimento que lho dirijo, as revistas que consentiu que comprasse sem reconhecer, os jogos de v√≠deo, as abaladas de bicicleta sem o seu conhecimento pr√©vio ao longo da Bajouca e Relvinhas e Estremadouro, as tardes com o meu amigo Andr√©, com o Hugo, com o Crist√≥v√£o j√° h√° muitos anos, a beber Coca-Cola e a comer cerejas, a jogar GTA, Mafia, Enter The Matrix, Manhunt, Need for Speed Hot Pursuit, a amizade com a Liliana com quem n√£o dialogo desde que o Homo Sapiens j√° se tornou Homo Sapiens Sapiens, e confirmo que me lembrei dela porque era excelente pessoa e fora algu√©m que achava excelente pessoa e adorava brincar e era rica e era incentivado a gostar pela minha m√£e, era de Ferreira do Z√™zere, de perto dessas bandas, era morena e uma vez engrandecida era morena e descrevo-a porque era uma preciosidade. Lembro-me que das √ļltimas conversas que lhe disse foi que para se ganhar o euro milh√Ķes era preciso 50*49*48*47*46*9*8*2 euros (o que √© um valor errado) tendo as certezas desta exist√™ncia tristonha. E essa Liliana foi s√≥ uma amiga de inf√Ęncia, o semi micro curso de Karat√©.
Agradeço-lhe também por me proporcionar a conhecer a Susana, de quem eu fugia a evitar os beijos quando tinha 3 ou 4 anos só para que me perseguisse e beijasse (cumprimentasse), era mais velha e conhecia-me de berço, brincávamos o bastante e é pena não me lembrar assim tanto. Tudo porque o meu pai tinha um camião e antes de casar era extravagante e conhecido em toda a freguesia e por Santarém, Vila Franca de Xira, Póvoa de Santa Iria, Palmela, Algarve, Ferreira do Zêzere, Fátima e muitos lados cujo nome desconheço pois não lá filo as unhas há muitos anos.
No entanto, de ver os cabelos brancos e pretos, o meu av√ī de cabelos completamente brancos e o meu pai que al√©m do cabelo j√° de barba a eri√ßar o alvo e de saber que desde trint√£o j√° os tinha, era dif√≠cil imaginar que havia sido um borgas, um noitadas, de amigos em toda a esquina, de tascas, boates, de gajas, de passeios a Marrocos e dizerem que sou parecido com ele e com o seu pai e com o pai da minha m√£e.
O que hei-de fazer?
Congratular por causa dele conhecer a Ana Sofia, a que namorava com um primo que outro dia se espatifou de mota com a namorada e sem carta? Se tivesse sido eu. E eles eram t√£o novos. Brinc√°vamos nos rochedos da serra, nos confins da terra dos meus av√≥s e a terra-natal do meu pai, nomeado √† nascen√ßa de Arlindo, no corredor de casa da minha av√≥, na sala, na cozinha, no escrit√≥rio, ao comboio, ao marido e mulher, segundo a linguagem do meu pai, homem e patroa, h√° quem acredite‚Ķ e de conhecer a minha madrinha, a sua irm√£, nesta m√ļsica, a que me levou a conhecer as antigas vendas do meu pai e a passear, e a F√°tima, e √† praia e √†s f√©rias na Nazar√©, a dias sublimes, a passeios nocturnos surpreendentes, ao descanso e a viajar no elevador, descendo a colina arrepiante, ah, e a visitar o S√≠tio.
Também pelos meus pais fui à França, viver no Ano Novo de 2001 outro ambiente, a digressão por Paris, a Disney, Livry Gargan, passeios aos centros comerciais, o parque de Livry Gargan. Os pirinéus, a sensação de visitar o desconhecido, de marchar em terras do nada a par e a passo. Isso era o que me atraía a acompanhá-lo nas vendas pela outra margem do Tejo, pelos Montijos, por Palmela, pelos Sarilhos Grandes, por Almada e outros que não me recordo o nome. A conhecer personagens esquivas, o Chico que faleceu de cirrose que era de Olaias, era eu um puto dos putos, que detestava e arreganhava os dentes se lhe chamassem de puto. E esse Chico sabia tantas anedotas, dava-me revistas de carros, posters de gatas nunas, revistas porno, tulicreme de chocolate, matava os coelhos ao meu pai e atraía clientes para a rede. Tinha um filho que andava pelas Franças e que se desandava a leste do mundo. Admirava aquele mundo pois o Chico tinha casa e construíra ali nas Olaias, antes de todo o feito ser demolido, um género de abrigo, ao típico estilo das barracas, só que a tender para um forte, uma fortaleza, com um muro de chapas de alumínio e lata, e no meio de tudo o que me atraía era a chouriça assada, os churrascos e almoços no meio desta cidade enorme e em cima de uma jaula de galinhas vazias, de mãos sujas e a comer do tamparuer que os restaurantes forneciam para se comer ali na rua a ver as pessoas passarem e os piropos dos velhos e dos amigos do Chico às jovens. Contudo a esposa do Chico começa a vir comprar e ele nunca mais voltou, tinha falecido no hospital como já disse, e sido enterrado em Alcanena, como não tinha dito.
E o meu pai tamb√©m me levou a ter com uma namorada minha √† praia, e a minha m√£e, e outra vez uma tia minha, e outra vez ele, e outra vez eles, e outra vez a minha prima. Agora, outro papel teve a minha m√£e, que me entregou aos M√°rios nos meus primeiros meses de vida, de quando a quando. Esses sempre tiveram uma certa disc√≥rdia filos√≥fica com a minha fam√≠lia, eram ladr√Ķes e os mais novos violentos. Mas sustentaram-me e tenho a agradecer-lhes. Ainda foram longas temporadas.
O meu pai que gosta de apanhar ‚Äėcoisas‚Äô do lixo e carreg√°-las a casa, que me contou hist√≥rias com mau fim quando eu era novo. Uma era sobre um tipo qualquer que se dera mal com a esposa porque uma vez uma puta lhe fez um broche e mordeu-o e a√≠ a evid√™ncia de adult√©rio era inevit√°vel. Perto disso o meu av√ī contou-me quando eu tinha 5 anos um segredo em forma de conto, ‚Äėas mulheres s√£o como as bicicletas, depois de se aprender a andar nunca mais se esquece‚Äô. O meu pai tamb√©m me trouxe ao mundo o que era plantar um eucalipto, enterr√°-lo segundo filas de 3 metros mais ou menos de espa√ßo, regar, enxertar na fase de adultos, e a andar de tractor, a conduzir, a acelerar na mota, e enquanto infante da prim√°ria chegou a levar-me na sua 125, tamb√©m me ensinou a plantar choupos, a serrar madeira, a fazer betume, a escolher ovos, a dar farinha aos animais, a semear milho, a tratar das √°rvores, a colher bagos de uvas e a fazer vinho e a beber o sumo nos primeiros dias de fermenta√ß√£o, docinho, a comer uvas farrampil, a procurar os ovos dos ninhos das √°rvores que era o que fazia quando era um cachopo, a atear √°lcool et√≠lico no lavat√≥rio, a subir acima do telhado de casa a passar tijolos e a engendrar improvisos a qualquer objecto, a n√£o misturar bebidas, a abrir cerveja nas quinas das carrinhas ou no p√°ra-choques, a misturar seven up e vinho tinto, a n√£o ir √†s brancas, a apanhar musgo para a √°rvore de Natal e a comer camarinhas e a mastigar luzerna, mentira, isso foi a minha tia.
Ele admira a vida de n√≥mada, de trocar produtos por dinheiro, de ser o fornecedor principal, de prosperar no arranjo de nova clientela, de se infiltrar no abastecimento de um novo caf√© quanto aos produtos que comercializa. De recomendar o uso de boina e de vestir collants no auge do frio, de mencionar o agasalho, de referir rindo a relembrar o qu√£o boa seria uma fogueira e estar assente numa casa √†quela altura g√©lida, na borda de uma fogueira luminosa. Gosta de falar do Aur√©lio, o amigo dele de inf√Ęncia, mais velho um ano, sua companhia de neg√≥cios nos queijos e no mel, que esperou um ano por ele no prosseguimento de estudarem juntos, o que o meu pai falhou, n√£o quis, mesmo sendo inteligente como o meu av√ī diz que era ao ponto de a professora h√° quase 70 anos chorou de n√£o o deixarem seguir nos estudos do dom que achava ele possuir, e ele √©, sempre com artimanhas e conversas amb√≠guas e com ovos da P√°scoa ‚Äėescondidos‚Äô.
Um dos testes a que me punha √† prova era fazer-me visitar os meus av√≥s, queria entrela√ßar-me √† fam√≠lia e na sua vaga era um sinal de lealdade e de consentimento de muitas atitudes minhas imperdo√°veis. Outro era querer que conhecesse os antigos amigos dele que nos dias em que se cruzava carrinha com os cami√Ķes deles na auto-estrada abordava logo depois da sa√≠da de Aveiras, a destacadamente menos de meio curso de Rio Maior, num dos caf√©s, do Nhanhas, para beber uma com eles e apresentar-me:
‚ÄėAh este √© o teu? T√° grande.‚Äô
E eu nem precisava de me intrometer, a minha presença era só por isso uma nota positiva nessa prova.
Além dessas adorava testar a minha capacidade de resistência e de sacrifício, o que era capaz de passar por ele e pela família, pelo dinheiro e pelo trabalho, como trabalhar 19 horas por dia e levantar-me na madrugada seguinte só pelo facto. Ao que ele gostava de retribuir com uma ida ao Continente do Alto Vieiro à noite, na volta, ou de parar à tarde num restaurante em Aveiras ou do outro lado do rio ou na Póvoa de Santa Iria ou em Infante Santo ou na Rua de Santo António à Estrela ou na Cova da Moura ou na Damaia ou em Olaias ou no Macdonald da Repsol, da outra berma, na frente do Aeroporto da Portela, e aí assentarmos na calma e pedir a refeição completa, cara ou não, caríssima ou nem por isso, numa de ir à casa de banho e conversar com outros clientes habituais da casa, o que é impraticável no Macdonald.
Tamb√©m me recordo dos tempos em que a minha Madrinha teve a Ana J√ļlia, minha prima e eu fui acompanh√°-lo nas vendas por Santar√©m e Almeirim e Cartaxo e Mira de Aire que n√£o fazia com a minha madrinha h√° uma d√©cada e que tive imenso prazer fazer porque a√≠ conhecia antigos clientes dele, posto que a venda antes de ser dela j√° fora dele. E ficou na mem√≥ria a velhota dos queijos que fora cliente dele h√° muitos anos e a loja num bairro pataco do Ribatejo em que se traficava hero√≠na por espanto meu e tinha drogados apanhados. Para acrescentar no tal√£o final n√£o me esqueci do velhote que numa espelunca feirava sapatilhas de marca, Nike, Adidas, Reebok e da La Coq Sportif a verdadeiras pechinchas e que numa tentativa de compra por minha parte estraguei o neg√≥cio ao revelar os pre√ßos em outros locais e a√≠, n√£o tendo nada tabelado, come√ßou a atribuir-lhes por alto pre√ßos eminentes, ao que saio porta fora acompanhado dele e marchamos na carrinha Mitsubishi de caixa t√©rmica, embora jamais esquecesse o velhote de t√©nis da Nike nada a condizer com o estilo de ribatejano, sabendo que eu era encantado pelas coisas de marca.
Lembro-me de me ter apanhado a ver gajas arreganhadas, jeitosas e de me sentir embaraçado, ao que, inesperadamente, com umas palmadinhas suas nas costas se sente orgulhoso e me chama sedutoramente de maroto e numa forma mais informal de perspicaz, era muito jovem e talvez por isso tivesse a conversa de foro sexual comigo a níveis de me instruir.
Provavelmente não fosse tudo assim, e não foi nada apenas isto, sei eu bem. E o melhor ficou em ser contado numa outra altura, ou para quê reviver o passado? Ou porquê me recordar do cliente com tuberculose se havia muitos com sida?
Tamb√©m se n√£o fosse ele n√£o tinha ido a muitos casamentos em mi√ļdo e conhecido as revistas de mans√Ķes e decora√ß√£o da minha madrinha que me impulsionaram a construir uma determinada casa com v√°rios quil√≥metros quadrados e uma espada de parede de l√Ęmina em forma de serpente ou de ondas sinusoidais que mais tarde a descobri num jogo de computador de vampiros.
N√£o foi por ele que conheci a Joana e a In√™s, a In√™s que foi uma amiga de prim√°ria, a quem me abracei e tinha conversas fora de idade, estranhas e que me fez ambicionar o primeiro namoro que n√£o concretizei, mas que estive sempre perto, sendo ou n√£o por n√£o estar certo de que corresponderia ou entenderia esse sentimento ou o que implicaria. Foi ela que me ensinou o jogo verdade ou consequ√™ncia e com quem participei num concurso de m√ļsica qualquer e que evitou que humilhasse a minha escola respondendo a uma pergunta do campo da cultura musical daquela actualidade, a seguinte: ‚ÄėQual a banda de folclore mais famosa?‚Äô ‚Äď e eu responderia o grupo folcl√≥rico da Portela que era a substitui√ß√£o mais est√ļpida alguma vez ouvida da resposta certa ‚ÄėMadredeus‚Äô, a rapariga com quem competi no desenho do castelo de Leiria e que venci, tendo ela andado num curso de desenho no per√≠odo da pr√©-escola, senti-me um ganhador. Foi ela que interpretou graficamente no terceiro ano uma hist√≥ria escrita por mim que encerrava Beethoven e Mozart na mesma temporalidade que a minha prof. adorou, e publicou num jornal local. Foi por ela que soube o que era internet e por ela que conheci o seu pai com comportamentos extremamente hippies quando rebentou de d√≠vidas ao fisco e aos fornecedores do seu restaurante em Leiria.
Porra j√° ia endiabrado a um ramal de bate-papo sem v√≠nculo. Quero falar do meu pai. E acho-o t√£o superior, algu√©m de elite, s√≥ visto, como dizia Judas ou quem quer que fosse que o pronunciou, o que interessa √© que algu√©m j√° o pronunciou primeiro e que o meu pai √© o meu pai e que, com toda a convic√ß√£o da suprema entidade celeste, fora de Nebulosas dos Maias e de constela√ß√Ķes do zod√≠aco, √© o melhor pai natura da natureza, √© o melhor pai da Via L√°ctea, do sistema Solar e n√£o digo mais porque os meus limites nem estes alcan√ßam. Apetece-me espernear, telefonar-lhe, contudo o meu saldo est√° a 3 c√™ntimos. E, agarrando l√≠ngua a tenaz e ferradura, jamais seria humanamente vi√°vel express√°-lo por palavras ou os momentos que convivemos juntos.
Pai. Pai. Pai.


Sempre consigo. Segundo a sua 'religião', a sua doutrina, a sua ética.


Consigo.


√Č como digo.


Eu, consigo. Pai.


Pai e Mãe. Admiro-vos, idealizo a vossa pujança.


Pai. Consigo. Obrigado pela confiança. Pai. Sigo-o...


Aos lados da Apela√ß√£o, ao talho, ao Indiano, ao Manu, √† Mariana, √†s pastelarias, a Sacav√©m, √† Quinta do Mocho, √† Bela Vista, a Chelas, √† Polvoeira, √† jantarada no sal√£o, ao pinhal do Pinho, ao Pinhal Novo, √† Feteira, √† Bajouca, √†s V√°rzeas, √† Ortigosa, √† Venda das Raparigas, a S√£o Bento, a Serro Ventoso, a Porto de M√≥s, a Aveiro, ao Porto, a Coimbra, a Castelo Branco, a Pedr√≥g√£o Grande, a Portim√£o, a Arma√ß√£o de P√™ra, a Faro, a Tavira, a Monte Gordo, a Albufeira, a Sines, a Set√ļbal, a Loures, a Cascais, a Foz do Orelho, a Peniche, √†s marchas da Figueira, √† Figueira da Foz por ir, a Viseu, a Gaia, √† f√°brica de Celulose da Barosa, Celbi, a Monte Redondo, ao Coimbr√£o, √† Carreira, √† Arroteia, ao Picoto, a Monte Real, √† Vieira, ao Pedr√≥g√£o, ao Osso da Baleia, a S. Pedro de Moel, a √Āgua de Medeiros, a Pedras de Ouro, a Paredes, a Campolide, ao Campo Pequeno, ao Saldanha, √† Alameda, a Cov√£o do Sabugueiro, a S√£o Bento, a S√£o Bento ainda outra vez, √† Marinha Grande, a Leiria, aos Milagres, √† J√£ da Rua, ao Barrac√£o, a Pombal, a Anse√£o, ao Agroal, a Olhos de √Āgua, ao Bu√ßaco, ao fim do mundo... ao Pinheiro, ao fundo do po√ßo nem que seja, √† escotilha do submarino preso num recife de coral de uma forma muito estranha... nos tiroteios e na estrada da morte de v√©u preto, at√© que fique sem folgo e 'saia debaixo de √°gua' e mergulho outra vez.

Fine
« Última modificação: Maio 21, 2008, 05:45:45 por pedrojorge » Registado

Actually I don't remember being born, it must have happened during one of my black outs.
britoribeiro
Contribuinte Activo
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 659
Convidados: 0



WWW
« Responder #1 em: Maio 21, 2008, 09:57:31 »

Um texto longo, com muito ritmo e muito interesse.

Abraço
Registado

Goreti Dias
Contribuinte Activo
*****
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 18507
Convidados: 994



WWW
« Responder #2 em: Maio 25, 2008, 20:51:45 »

Um discurso narrativo original, bem delineado!
Registado

Goretidias

 Todos os textos registados no IGAC sob o n√ļmero: 358/2009 e 4659/2010
Páginas: [1]   Ir para o topo
  Imprimir  
 
Ir para:  

Recentemente
[Setembro 20, 2020, 18:01:28 ]

[Setembro 20, 2020, 17:58:52 ]

[Setembro 19, 2020, 23:02:55 ]

[Setembro 18, 2020, 14:05:13 ]

[Setembro 18, 2020, 12:08:48 ]

[Setembro 15, 2020, 12:22:19 ]

[Setembro 14, 2020, 15:35:19 ]

[Setembro 14, 2020, 15:33:27 ]

[Setembro 14, 2020, 15:32:44 ]

[Setembro 14, 2020, 15:31:46 ]
Membros
Total de Membros: 791
Ultimo: Bruna Brunelleshi
Estatísticas
Total de Mensagens: 128667
Total de Tópicos: 26420
Online hoje: 280
Máximo Online: 630
(Março 31, 2019, 09:49:42 )
Utilizadores Online
Users: 0
Convidados: 257
Total: 257
Últimas 30 mensagens:
Abril 04, 2020, 09:57:10
Bom dia para todos!
Março 20, 2020, 15:06:31
Ol√° para todos!
Março 19, 2020, 22:59:05
Olá para todos! Espero que estejam bem, na medida do possível!
Fevereiro 18, 2020, 18:50:53
Ol√° Margarida. Seja bem aparecida.
Fevereiro 18, 2020, 18:41:32
Boas!
Fevereiro 10, 2020, 19:37:51
Boa noite!
Janeiro 29, 2020, 20:06:36
Oi pessoal. FigasAbraço
Janeiro 27, 2020, 20:16:38
Boa noite a todos
Janeiro 15, 2020, 17:52:14
Boa tarde a todos
Janeiro 10, 2020, 14:03:15
Boa tarde a todos
Janeiro 06, 2020, 14:46:26
Boa tarde a todos
Janeiro 01, 2020, 20:02:37
Bom ano feliz para todos.
Janeiro 01, 2020, 10:32:02
Bom Ano!
Dezembro 18, 2019, 16:48:08
Boa tarde!
Dezembro 06, 2019, 20:13:01
Boa noite feliz para todos
Dezembro 02, 2019, 21:57:04
Boa noite feliz para todos.
Dezembro 01, 2019, 19:51:29
Boa noite feliz para todos
Dezembro 01, 2019, 18:52:15
Boa noite!
Novembro 29, 2019, 20:32:37
Boa noite feliz para todos.
Novembro 29, 2019, 17:37:17
Boa tarde!
Novembro 29, 2019, 17:35:53
Boa tarde a todos!
Novembro 12, 2019, 18:18:18
um abraço para a administração, para quem dinamiza este espaço, seja como escritor, como leitor, como comentador.
Novembro 12, 2019, 18:15:54
margarida, plenamente de acordo.
Novembro 11, 2019, 11:31:31
Bom dia. Se todos fizerem igual, n√£o h√° coment√°rios.
Novembro 09, 2019, 14:53:10
Oi Dion√≠sio. Obrigado pelo teu coment√°rio. Desculpa eu ser relapso a fazer muitos coment√°rios. Evito-os, para n√£o  louvar uns ou criticar outros. Prefiro ficar na minha, ficar no que me parece. O meu principio geral: escrever, quem l√™ l√™, quem n√£o l√™ n√£o l√™. Ponto. Leio poesia d'outros, m
Novembro 01, 2019, 14:41:40
Boa tarde  todos. Os que est√£o e os que vir√£o.
Outubro 31, 2019, 14:58:38
Parabéns, Figas. Parabéns a todos os que lêem e que escrevem, parabéns a todos os que partilham escritas e comentários.
 
Outubro 10, 2019, 12:24:06
Bom dia. Hoje, andaei a pastar pelas 351 páginas da poesia e encontrei 32 poemas meus, milionários de leituras. com média de 1209 leituras cada. Obrigado a todos os meus contribuintes de lucros poéticos. FigasAbração, a todos. Nota: O Campeão é o Linguagem Decente, com 3692 leituras.Viva a D
Julho 29, 2019, 22:55:56
Olá para todos! Boas histórias e boas escritas!
Julho 02, 2019, 07:05:22
Bom dia!
Powered by MySQL 5 Powered by PHP 5 CSS Valid
Powered by SMF 1.1.20 | SMF © 2006-2007, Simple Machines
TinyPortal v0.9.8 © Bloc
Página criada em 0.209 segundos com 30 procedimentos.