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Autor Tópico: o apocalipse dos trabalhadores  (Lida 3027 vezes)
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Tim_booth
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Queria escrever à velocidade com que penso.


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« em: Outubro 13, 2008, 22:56:51 »

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depois a quitéria ria-se. estamos fodidas, dizia. estamos todas fodidas com estes homens. a maria da graça perdia o olhar, pensava que, se ao menos o maldito se apaixonasse por ela, poderia sair dali, ser usada como ele quisesse para os entusiasmos que lhe davam no meio das pernas, mas viraria uma senhora, rodeada de coisas cheias de história e pompa humana, coisas a lembrarem museus e livros e inteligências de todo o mundo.
- valter hugo m√£e, o apocalipse dos trabalhadores



mais uma vez encontramos valter hugo m√£e, o tal do autor portugu√™s que se recusa a usar mai√ļsculas para destronar uma ideia feita de que algumas palavras s√£o mais importantes do que as outras, como o pr√≥prio o diz em entrevista a carlos vaz marques no programa pessoal e transmiss√≠vel da tsf (pode ser ouvido aqui), com o seu mais recente romance, o apocalipse dos trabalhadores. mais uma vez, em parte em homenagem ao autor, em parte pregui√ßa, tamb√©m eu adopto a inten√ß√£o de escrever tudo em min√ļsculas, n√£o que partilhe da ideia de valter, mas isso j√° era um discurso inteiramente diferente que n√£o tem lugar neste blog.

o apocalipse dos trabalhadores √© um dos livros que mais sucesso tem tido neste tempo que j√° decorreu desde o seu lan√ßamento, por um lado movido pela promo√ß√£o normalmente associada a estas coisas e por outro a um grande n√ļmero de cr√≠ticas positivas que tem vindo a coleccionar. aviso desde j√° que, se isto que aqui fa√ßo se pode qualificar de cr√≠tica, engrossar√° o n√ļmero j√° mencionado.

√© a busca de uma mulher-a-dias e da sua amiga, tamb√©m empregada e carpideira profissional em part-time, pelo para√≠so; o que a primeira pensa encontrar na morte a segunda encontra nos bra√ßos de um emigrante ucraniano. Juntam-se a elas o c√£o portugal que, aparentemente, √© obrigat√≥rio figurar em todas as recens√Ķes deste livro devidamente qualificado como um "quadrado castanho cheio de pulgas, ternurento e imprest√°vel", o marido que √© pescador de alto mar, daqueles que se ausentam por seis meses seguidos, o velho maldito, patr√£o da maria da gra√ßa, a primeira mulher, e mais uns quantos emigrantes de leste.

maria da gra√ßa tem um sonho recorrente, n√£o ser√° propriamente o mesmo de todas as vezes porque pormenores se v√£o alterando, em que se encontra no √°trio do c√©u, carregada por todos os lados de vendedores que lhe impingem souvenirs da estadia na terra, tentando em v√£o entrar no para√≠so enquanto √© impedida por um s. pedro pouco simp√°tico com as carestias da vida da maria da gra√ßa. v√™-se, pela morte do seu patr√£o, o maldito senhor ferreira, sem emprego, for√ßada a acompanhar a amiga quit√©ria no servi√ßo de carpideira profissional e a aceitar poucas horas por semana na casa dos antigos companheiros de quarto de andriy, o ucraniano de quit√©ria. paralelamente vemos tamb√©ma luta da m√£e de andriy em korosten, na ucr√Ęnia, contra a fome e a loucura crescente do marido, sasha, que constantemente se acha perseguido. por oposi√ß√£o, o augusto, marido da maria da gra√ßa, quase n√£o se v√™, embarca aos seis meses de cada vez para a pesca em mar alto. tudo isto na provinciana bragan√ßa dos nossos dias.

para quem leu o remorso de baltazar serapi√£o n√£o √© dif√≠cil encontrar alguns temas comuns a este livro, a saber, a fragilidade feminina numa sociedade que √© claramente patriarcal. em ambos vemos mulheres que s√£o abusadas ou agredidas e em ambos elas conformam-se ou justificam-se com isso. a principal diferen√ßa, sem d√ļvida, √© que este √© um romance visto pelo outro lado, pelo lado da mulher, que assume os maus-tratos como um mal menor, algo a ultrapassar para atingir o para√≠so. isto era o que escreveria se estivesse a construir algo sobre o percurso e evolu√ß√£o liter√°ria de valter hugo m√£e, que n√£o estou, mas fica aqui registado para quem estiver interessado.

o que interessa agora √© este livro em particular, o apocalipse dos trabalhadores, e a vis√£o que nele encontramos de um mundo singular de mulheres que apenas o s√£o de vez em quando, em certos dias. em primeiro lugar, e voltando a comparar com o anterior livro, √© de admirar a maneira como a escrita se reinventa a si pr√≥pria n√£o perdendo a sua marca caracter√≠stica (e aqui s√≥ se fosse mesmo muito superficial a an√°lise me estava a referir √†s min√ļsculas), isto √©, mesmo num estilo completamente diferente reconhecemos as palavras como de valter hugo m√£e, tal como o portugal reconhece na maria da gra√ßa a sua dona. isso √© de espantar, por duas raz√Ķes, a primeira que sendo o estilo do romance anterior t√£o marcado seria dif√≠cil reconhecer uma escrita normal depois disso, a segunda que o autor foi capaz de adaptar a escrita ao conte√ļdo de cada livro sem nunca se deixar dominar por isso. a n√≠vel lingu√≠stico √© sem d√ļvida o que mais me impressiona neste livro. existem, √© claro, outras raz√Ķes que fazem de valter hugo m√£e um homem com uma destreza superior na arte de bem escrever, mas essas s√£o comuns ao seu estilo que j√° foi brevemente estudado na recens√£o de o remorso de baltazar serapi√£o.

concentrado finalmente nesta hist√≥ria recuso-me √†s normais e mais que √≥bvias simbologias que leio em toda a parte. acho que esse foi o grande erro de valter neste livro (na verdade n√£o √© bem um erro, antes pelo contr√°rio, uma maneira de p√īr cr√≠ticos e os leitores mais pregui√ßosos a falar do livro com facilidade, n√£o querendo com isto dizer que o portugal tenha sido uma simples manobra de marketing, nada disso, apenas que me parece ligeiramente desenquadrado do resto da imagem) o facto de se limitar a caracterizar o pa√≠s como um c√£o cheio de pulgas. porqu√™? porque toda a gente fica por aqui na sua an√°lise a um livro estrondosamente mais profundo do que um simples retrato social. quem disser que o apocalipse dos trabalhadores √© apenas um retrato social do portugal contempor√Ęneo das duas uma, ou o leu apressadamente, ou n√£o o leu de todo. existe sim, o tal retrato, mas o retrato √© apenas um quadro na parede da enorme casa que √© este livro, ou nele n√£o convivessem pescadores xen√≥fobos com ucranianos tristes. peda√ßos da hist√≥ria em que as duas amigas ficam nas traseiras do pr√©dio, √† noite, a sonharem em voz alta, a conversarem sobre o mais √≠ntimo dos pensamentos a entregarem-se uma √† outra com mais prontid√£o do que alguma vez se entregaram a algu√©m n√£o podem ser deixados despercebidos. uma mulher que sonha morrer para encontrar finalmente o seu para√≠so que nunca encontrou em vida, n√£o √© um retrato social, n√£o √© sequer um retrato humano, √© uma ac√ß√£o pura e dura, a ac√ß√£o da busca que todos, de uma ou de outra forma, repetimos.

muitos ficaram-se pelo retrato primeiro, eu preferi ir ao encontro das almas que assombram o livro. imposs√≠vel ficar indiferente √† m√£e de andriy, mesmo ao seu pai que lentamente mata a mulher com a sua loucura. porque o empobrecimento do corpo leva inevitavelmente ao empobrecimento da mente. este homem que passou fome toda a vida, que tirou do seu prato para que o seu filho pudesse comer deixa-se sucumbir perante os fantasmas da sua cabe√ßa. impressionante a constru√ß√£o do passado de andriy e da sua fam√≠lia. ali√°s, todos os personagens que comp√Ķem este livro mereciam outro s√≥ para eles, como a mulher que v√™ uma crian√ßa cair do seu telhado para a morte, como a irm√£ da quit√©ria que volta para descobrir que n√£o √© mais irm√£ de ningu√©m. come√ßo a perceber porque tanto se t√™m centrado na figura do c√£o portugal, √© sem d√ļvida o mais f√°cil de apontar e o de mais curta an√°lise.

cada um dos homens e mulheres que entram neste livro mereciam uma cuidada reflexão. eu já fiz a minha e se parece pouco aquilo que escrevi é porque o é na verdade. o apocalipse dos trabalhadores é um livro enorme sem ser maior que um livro normal. é um daqueles que nos deixa a pensar. e pensando bem, todos os livros deviam ser assim.

Escrito originalmente aqui.
« Última modificação: Outubro 14, 2008, 11:54:25 por Tim_booth » Registado

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« Responder #1 em: Outubro 14, 2008, 11:29:36 »

Mais uma escolha de grande qualidade e uma excelente an√°lise cr√≠tica. A emergente literatura portuguesa passa, sem d√ļvida, por valter hugo m√£e.
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« Responder #2 em: Outubro 14, 2008, 11:32:23 »

Dite e damasco, obrigado pela leitura atenta da minha análise e pelos elogios. Este livro é certamente indomável e, tal como diz o damasco, vhm é um dos nomes a reter na nova literatura portuguesa (se é que não é mesmo "o" nome a reter)

Update: o valter hugo mãe voltou a dar destaque à minha recensão... http://casadeosso.blogspot.com/2008/10/o-tim-booth-publica-no-seu-blogue-uma.html
« Última modificação: Outubro 14, 2008, 18:23:36 por Tim_booth » Registado
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« Responder #3 em: Outubro 15, 2008, 04:40:57 »

"uma mulher que sonha morrer para encontrar finalmente o seu paraíso que nunca encontrou em vida, não é um retrato social, não é sequer um retrato humano, é uma acção pura e dura,"

Tens raz√£o, Tim, cada personagem dava um livro. A vida de cada uma, bem escamoteada dava, essa sim, um retrato social.
√ďptima an√°lise!
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« Responder #4 em: Outubro 15, 2008, 09:33:58 »

Engraçado Goreti, ainda ontem estava a pensar nisso, cada personagem dava um livro. O próprio valter ontem disse que aquele era um livro que podia ter 500 páginas, e é bem verdade.

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« Responder #5 em: Outubro 23, 2008, 14:18:31 »

N√£o conhe√ßo mas fiquei interessada em conhecer. Vai j√° para a minha lista para o Pai Natal  Smiley
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Camila75
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« Responder #6 em: Outubro 23, 2008, 14:30:53 »

√Č um belo livro mas, pessoalmente, gostei mais do remorso de baltazar serapi√£o, no entanto s√£o ambos a n√£o perder.

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« Responder #7 em: Outubro 23, 2008, 22:44:25 »

A mim não me andas a perder porque tudo o que escrevo está por aqui, agora aos outros como valter hugo mãe é urgente entrares em conhecimento!

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escrever é um acto de partilha


« Responder #8 em: Outubro 24, 2008, 06:37:45 »

Bom dia TIM,

Para tua informação este vai ser o livro para debate na Comunidade de Leitores em Gondomar, no dia 5 de Novembro com o autor, em pessoa e voz e ao vivo e preparado para todo o tiroteio dos intervenientes!
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« Responder #9 em: Outubro 24, 2008, 11:20:55 »

sim, √© verdade. o valter vai apanhar porrada com todas as mai√ļsculas...
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« Responder #10 em: Outubro 24, 2008, 14:42:42 »

Eh eh eh, não façam isso ao rapaz, o livro até é bom Smiley

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« Responder #11 em: Outubro 25, 2008, 17:33:08 »

Ol√° Tim,

Claro que n√£o, da minha parte. Em primeiro lugar pela natureza consensual que possuo, depois pela isen√ß√£o que sempre me norteia na aprecia√ß√£o do trabalho e talento alheio e por √ļltimo, porque aguardo o coment√°rio do VHM ao meu romance " Ecos do Su√£o"!
Topas?
Abraço
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« Responder #12 em: Outubro 25, 2008, 22:17:09 »

Eu vi logo... eh eh eh...

Cheers
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Outubro 10, 2019, 12:24:06
Bom dia. Hoje, andaei a pastar pelas 351 páginas da poesia e encontrei 32 poemas meus, milionários de leituras. com média de 1209 leituras cada. Obrigado a todos os meus contribuintes de lucros poéticos. FigasAbração, a todos. Nota: O Campeão é o Linguagem Decente, com 3692 leituras.Viva a D
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Olá para todos! Boas histórias e boas escritas!
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Bom dia!
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Ol√°! Boa leitura e boa escrita para todos!
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Boa escrita e boa leitura para todos!
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Boas leituras e boas escritas para todos!
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Ol√° para todos!
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Boas Festas.
Novembro 03, 2018, 14:19:38
Claro que sim, Mateus. Vamos lá puxar pelos neurónios?
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