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Autor Tópico: A nova rainha da selva e seus anexos  (Lida 4106 vezes)
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Maria Gabriela de S√°
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« em: Setembro 22, 2014, 14:33:23 »


      Certo dia, depois de muita revolta por causa dos abusos, os animais resolveram rebelar-se. Precisavam de escolher um novo rei. A imagem do velho le√£o estava demasiado desgastada em consequ√™ncia da pol√≠tica do faz de conta que o monarca vinha praticando h√° demasiado tempo.

      Ap√≥s algumas escaramu√ßas entre agitadores e agitados, quando tudo se saldara muito mais por umas arranhadelas de l√≠ngua de que por cabe√ßas partidas o rei, num lampejo de loucura, decidiu convocar elei√ß√Ķes. Tendo resolvido quebrar com a tradi√ß√£o que h√° muito se vinha impondo na floresta, doravante o seu sucessor seria eleito em democracia, por sufr√°gio directo e universal.

      Rei h√° s√©culos e s√©culos, nunca lhe passou pela cabe√ßa vir a perder a hegemonia que detinha, apesar de, nos √ļltimos tempos, os s√ļbditos mostrarem sinais de verdadeira inquieta√ß√£o. Sobretudo pela carestia da vida que, de dia para dia, nem sequer lhes dava para encher a cova de um dente. Era a banana a aumentar de pre√ßo, a relva a murchar impiedosamente em consequ√™ncia dos venenosos herbicidas, era a carne de ca√ßa a encarecer,  igualmente por causa da doen√ßa das vacas loucas e da gripe das aves.

      Assim,  os animais come√ßaram a reorganizar-se. As associa√ß√Ķes onde se filiavam h√° tempos vinham demonstrando a olho nu uma debilidade cadav√©rica, e j√° ningu√©m pagava as quotas. Depois de um fartar vilanagem,  que atingira os postos de controlo onde estavam instalados todos os amigos do rei, muitas vezes bacocos e imbecis, era preciso acabar com o status quo institu√≠do e remover os animais e seus ac√≥litos do poder.  Era preciso atribuir alguma credibilidade aos partidos e dar brilho √†s cores das suas bandeiras,  de maneira a poder-se criar uma nova ordem democr√°tica.

      Imbu√≠dos de tal convic√ß√£o, os animais, sem excep√ß√£o, foram convergindo para o centro de opera√ß√Ķes. O poder, segundo as mais recentes sondagens, iria mudar de m√£os. As hostes movimentavam-se. Era ver quem mais, √† boa maneira dos acrobatas em pleno circo e em v√©speras de Natal, tentava,  na corda bamba,  um equil√≠brio de felino disposto a lamber os p√©s a quem quer que fosse que, ap√≥s a vota√ß√£o nacional, pudesse sagrar-se vencedor.

      Se at√© a√≠ valia tudo, muito mais passou a valer depois. Os animais sentiam-se todos com capacidades de lideran√ßa e at√© os peixes, em honra de Santo Ant√≥nio de Lisboa, o seu pregador preferido, resolveram deitar a cabe√ßa de fora e dar aten√ß√£o ao que se passava em terra. Em mar√© de democracia,  n√£o seria despiciendo at√© √† sardinha perfilar-se na corrida para o trono, quebrando a tradi√ß√£o machista h√° tanto tempo em vigor.

      E n√£o s√≥ √† pequena sardinha acudiram √† ideia pretens√Ķes pol√≠ticas. Na selva era quem mais se pavoneava,  a ver se conseguia chegar ao pote das migas. Era ver a girafa no seu porte altivo a magicar no futuro. Julgava-se uma s√©ria candidata a rainha. As j√≥ias sempre tinham ficado em colos altos e a ela pesco√ßo para usar gargantilhas n√£o lhe faltava, pudesse o povo andar √† m√≠ngua e com a corda na garganta esganando a vida miser√°vel que era obrigado a levar.

      Se para chegar √† grande cadeira a girafa confiava nos seus dotes sensuais, outros faziam f√© nas respectivas complei√ß√Ķes atl√©ticas, ou at√© nos dotes orat√≥rios. Uns e outros viam em cada um dos pr√≥prios atributos um trampolim para a potestas, aquela com que e por car√™ncia de si mesma a selva se andava h√° muito a debater. Na verdade o regabofe atingira propor√ß√Ķes catastr√≥ficas. Havia por todo o lado uma promiscuidade generalizada e ningu√©m sabia quem era quem e o papel que lhe competia. Era ver membros da selva, at√© a√≠ aparentando independ√™ncia em rela√ß√£o √† majestade dominante, ou em vias disso, completamente a ela vergados. Em √Ęngulos de cinco graus, tantos quantos lhes permitiam as gordas barrigas,  beijavam e sacudiam a poeira dos p√©s ao candidato em melhor posi√ß√£o para ser o novo monarca.
 
      O rinoceronte, unic√≥rnio na testa, fazia tamb√©m as suas movimenta√ß√Ķes partid√°rias e o mesmo se passava com o elefante a quem a tromba, desde sempre, colocara como um potencial absolutista real. Essa ideia advinha do seu enorme peso e pelo facto de, quando em manadas e loucas correrias, se transformar no trov√£o da floresta,  impondo at√© aos mais ousados um temor sem hip√≥tese de nenhum alevantamento.
 
      Prosseguindo com o conto, perdoem-nos os que aqui n√£o t√™m enumera√ß√£o, mas, como estamos em mar√© de vacas magras, √© bom poupar at√© as palavras, n√£o v√° acontecer-nos como a uns quantos que, tal e qual os peixes, de vez em quando morrem pela boca. Assim, os animais n√£o mencionados, se se sentirem muito honrados com isso, considerem-se presentes, pois n√£o houve por parte de quem conta qualquer inten√ß√£o dolosa de os eximir do futuro e deix√°-los passar ao lado Hist√≥ria. T√£o s√≥, para al√©m da economia de l√©xico, o que agora nos orienta √© poupan√ßa do papel, e tempos h√£o-de vir em que at√© a vida teremos de encolher uma vez que nem a morte ter√° capacidade de resposta a tanta austeridade.

      Desde que a crise dera sinais de estar instalada, vinha-se debatendo a quest√£o da massa cinzenta dos seus habitantes. Mas os resultados da matem√°tica eram questionados diariamente, como se os filhotes dos animais, obrigados a aprender o b√™- √°- b√° dos n√ļmeros, desde h√° uns tempos a esta parte,  tivessem ficado asnos. A crise, afirmava-se, fora resultado da Educa√ß√£o, parecendo isso querer referir-se n√£o a quem a recebia mas a quem a ministrava, quando se metiam no mesmo saco pol√≠ticos, professores, pedagogos, psic√≥logos e progenitores. E, em boa verdade, devia haver alguma raz√£o nisso. Com uma soma de p√™s que ia at√© ao penta, n√£o havia filhote que conseguisse aguentar.

      O resultado s√≥ podia redundar em ‚Äúboys e Girls‚ÄĚ mal preparados, ou at√© desavergonhados, que, se algum dia fossem eleitos, poderiam levar um reino inteiro √† fal√™ncia.

      Quando se concluiu que a intelig√™ncia deveria prevalecer sobre a for√ßa, logo se perspectivou que os melhores entre os melhores para serem soberanos seriam, sem d√ļvida, os macacos. Por entre tanta e t√£o abundante variedade, haveria com certeza alguma esp√©cie com sabedoria suficiente para ascender √† realeza e congregar √† sua volta os s√ļbditos, sem divis√Ķes de ra√ßas, de credos ou religi√Ķes, promovendo a conc√≥rdia, o bem-estar e a harmonia, como se Deus, √† noite, estivesse em amena cavaqueira √† beira de uma fogueira a contar contos a anjinhos,  enquanto todos tomassem um leitinho com chocolate quente.  Os macacos comportavam-se de maneira diferente dos outros animais. Descascavam bananas, afagavam e beijavam os filhos beb√©s e, nos jardins zool√≥gicos, at√© sabiam a cor do dinheiro. Por outro lado, as suas capacidades estavam sobejamente demonstradas em tratados e teorias. Como paizinhos dos australopitecos, n√£o tinham nada de que se envergonhar. Pelo contr√°rio! Caminhavam sobre os membros inferiores e utilizavam as m√£os para coisas t√£o distintas como comer, catar piolhos, co√ßar comich√Ķes e at√© roubar o parceiro do lado.
 
      E l√° se foram perfilando todos os animais, os melhores entre os melhores da esp√©cie, √† espera que o povo os pudesse, nesta primeira investida, colocar em posi√ß√£o suscept√≠vel de acesso ao cobi√ßado trono. E era ver as girafas, os elefantes, os rinocerontes, os le√Ķes que, com a experi√™ncia acumulada ao longo dos s√©culos, ainda n√£o tinham perdido a esperan√ßa de renovarem o t√≠tulo.

      Depois, eram todos os outros habitantes da selva, do ar e do mar de onde, a sardinha, prateada e luzidia, era das mais aguerridas certa de que, numa an√°lise puramente matem√°tica, a vit√≥ria poderia estar ao seu alcance, se contasse com os milh√Ķes de votos da sua gente. Apesar de, como em todo o lado, n√£o poder esquecer os vira casacas. Havia-os em todo o lado e os cardumes n√£o eram excep√ß√£o.

      As sondagens, inicialmente, eram favor√°veis aos macacos, muito mais pr√≥ximos em esp√≠rito e feitio aos parentes humanos, de quem poderiam colher muitos ensinamentos e instrumentos governativos, designadamente c√≥digos de leis, apesar de uns tantos sempre terem feito t√°bua rasa deles. Contudo, como at√© ao lavar dos cestos √© sempre vindima, o rem√©dio seria esperar at√© o √ļltimo voto cair na urna para se fazer a contagem e conhecer o novo rei. Al√©m de que, em mar√© de crise, at√© os le√Ķes seriam capazes de fazer umas macacadas para se perpetuarem o lugar. Mas n√£o eram excep√ß√£o.

      Assim era ver era ver macaquitos, le√Ķezitos e todos os outros a puxar freneticamente o pano preto nos sapatos dos representantes das v√°rias fac√ß√Ķes. Aquele barulho estridente era, no imediato,  a forma mais descarada de, junto com a lata da graxa que continuaria a servir no futuro, pedir um lugarzito de chefe, rafeiro que fosse, bem como o respectivo cart√£o a confirm√°-lo. Al√©m de que continuaria a prevalecer a hierarquia dos engraxadores e tudo continuaria como dantes.

      O teatro estava montado. E j√° que se pretendia acabar com as regras da sucess√£o antigas, era bom que o futuro fosse engendrado em panfletos, conv√≠vios, festas e discuss√Ķes, a fim de o povo poder eleger o seu rei, ou presidente, uma vez que um e o outro n√£o faziam diferen√ßa nenhuma,  em s√£ consci√™ncia.

      Muita tinta correu, muitos galhos foram quebrados, muita caca foi arremessada, muitos cozinhados foram feitos.

      E assim chegou o dia das elei√ß√Ķes. Os votos, por fim, estavam a ser contados. A expectativa era grande.

      √Ä boca das urnas todos se interrogavam se os resultados iriam confirmar as sondagens,  que tinham dado a vit√≥ria embora renhida aos macacos. Nalguns lugares ganhavam os le√Ķes, noutros os macacos. Os sorrisos intercalavam-se e os gritos dos candidatos e apoiantes faziam-se ouvir,  √† medida da divulga√ß√£o dos resultados.
A noite avan√ßava. Durante a espera, as chicletes cantavam na boca de todos, √† vez. Os macacos ganhariam! ‚ąí asseverava-se. N√£o! S√£o de novo os le√Ķes! ‚ąí contradizia-se.
Mas, oh surpresa das surpresas! Quem haveria de imaginar o que estava prestes a acontecer? Talvez o elefante viesse por fim a impor-se na selva, onde o seu grito atroava os ares ‚ąí pensavam uns. Pode ser que a girafa venha dar uma nova dimens√£o est√©tica √† governa√ß√£o,  acabando com alguns cabe√ßas duras que por a√≠ proliferam ‚ąí diziam outros.

      A realidade estava prestes a revelar-se.

      A pequena sardinha, que at√© a√≠ tinha estado relativamente silenciosa, acabara de ganhar, democr√°tica e decisivamente, a elei√ß√£o,  e era a rainha de todos os animais da terra, do ar e do mar.

      A selva, finalmente, rompera com a prepot√™ncia e o compadrio. O povo desejava agora ansiosamente que a pequena sardinha, dourada e luzidia, esvaziasse os tachos da rapaziada lan√ßando os engraxas no desemprego.

     Eis sen√£o quando, no palco improvisado onde a nova monarca se preparava para falar aos s√ļbditos, ao seu lado apareceram as habituais chagas sifil√≠ticas dos pimentos, tomates e pepinos, a broa e o caldo verde que, em un√≠ssono, gritavam:

      ÔÄ≠Viva a sardinha assada!

      ÔÄ≠Viva!...
« Última modificação: Setembro 22, 2014, 16:23:16 por Maria Gabriela de S√° » Registado

Dizem de mim que talvez valha a pena conhecer-me.
Goreti Dias
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« Responder #1 em: Setembro 23, 2014, 09:41:36 »

Bem... Esta alegoria √© soberba! Sabes o que lamento? Que as pessoas gostem t√£o pouco de ler. Neste conto, far-se-ia muito pelo racioc√≠nio do p√ļblico que tivesse vontade de ler e perceber! Al√©m de muit√≠ssimo bem escrita, cont√©m em si uma pan√≥plia de situa√ß√Ķes e ditos ir√≥nicos fabulosos! Voltarei para reler!
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Maria Gabriela de S√°
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« Responder #2 em: Setembro 23, 2014, 12:53:36 »

Foi o que te falei, estava na  pr√≥xima colect√Ęnea mas retirei, por causa do esp√≠rito dos outros contos... Foi escrito quando S√≥crates ganhou a primeira vez...

Beijinho, gracias.
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Dionísio Dinis
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« Responder #3 em: Setembro 23, 2014, 16:39:49 »

Lê-se com gosto, por gosto e com alegria.Quando as letras aliam o humor à inteligência e ao fino recorte da prosa, o leitor é claramente bafejado pela sorte.
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Pensar amar-te, é ter o acto na palavra e o coração no corpo inteiro.
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Maria Gabriela de S√°
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« Responder #4 em: Setembro 24, 2014, 22:37:59 »

Obrigada DD, Beijinho
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outono


« Responder #5 em: Setembro 25, 2014, 22:00:34 »

Uma prosa que cativa e prende do princípio ao fim. Uma história bem imaginada e melhor contada. De graça e com graça. Recomendo.
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Maria Gabriela de S√°
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« Responder #6 em: Outubro 09, 2014, 17:27:24 »

Obrigada, Nação valente. Vejo ali ao lado um Lili a espreitar, vou ver que novidades traz ela.

Abraço
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António Lóio
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Quanto menos penso mais existo


« Responder #7 em: Outubro 12, 2014, 20:44:52 »

La Fontaine diretamente do séc XVII para os nossos dias. Parabéns!
Tom
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Maria Gabriela de S√°
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« Responder #8 em: Outubro 13, 2014, 16:41:44 »

Obrigada, Tom, Abraço. Já deu para perceber que os animais são as minhas personagens privilegiadas- risos,
« Última modificação: Julho 15, 2020, 00:36:12 por Maria Gabriela de S√° » Registado
Goreti Dias
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« Responder #9 em: Outubro 24, 2014, 07:27:50 »

Como te entendo!...
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Maria Gabriela de S√°
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« Responder #10 em: Julho 19, 2020, 02:15:09 »

Passei por aqui e entrei,,,
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Bom dia para todos!
Março 20, 2020, 15:06:31
Ol√° para todos!
Março 19, 2020, 22:59:05
Olá para todos! Espero que estejam bem, na medida do possível!
Fevereiro 18, 2020, 18:50:53
Ol√° Margarida. Seja bem aparecida.
Fevereiro 18, 2020, 18:41:32
Boas!
Fevereiro 10, 2020, 19:37:51
Boa noite!
Janeiro 29, 2020, 20:06:36
Oi pessoal. FigasAbraço
Janeiro 27, 2020, 20:16:38
Boa noite a todos
Janeiro 15, 2020, 17:52:14
Boa tarde a todos
Janeiro 10, 2020, 14:03:15
Boa tarde a todos
Janeiro 06, 2020, 14:46:26
Boa tarde a todos
Janeiro 01, 2020, 20:02:37
Bom ano feliz para todos.
Janeiro 01, 2020, 10:32:02
Bom Ano!
Dezembro 18, 2019, 16:48:08
Boa tarde!
Dezembro 06, 2019, 20:13:01
Boa noite feliz para todos
Dezembro 02, 2019, 21:57:04
Boa noite feliz para todos.
Dezembro 01, 2019, 19:51:29
Boa noite feliz para todos
Dezembro 01, 2019, 18:52:15
Boa noite!
Novembro 29, 2019, 20:32:37
Boa noite feliz para todos.
Novembro 29, 2019, 17:37:17
Boa tarde!
Novembro 29, 2019, 17:35:53
Boa tarde a todos!
Novembro 12, 2019, 18:18:18
um abraço para a administração, para quem dinamiza este espaço, seja como escritor, como leitor, como comentador.
Novembro 12, 2019, 18:15:54
margarida, plenamente de acordo.
Novembro 11, 2019, 11:31:31
Bom dia. Se todos fizerem igual, n√£o h√° coment√°rios.
Novembro 09, 2019, 14:53:10
Oi Dion√≠sio. Obrigado pelo teu coment√°rio. Desculpa eu ser relapso a fazer muitos coment√°rios. Evito-os, para n√£o  louvar uns ou criticar outros. Prefiro ficar na minha, ficar no que me parece. O meu principio geral: escrever, quem l√™ l√™, quem n√£o l√™ n√£o l√™. Ponto. Leio poesia d'outros, m
Novembro 01, 2019, 14:41:40
Boa tarde  todos. Os que est√£o e os que vir√£o.
Outubro 31, 2019, 14:58:38
Parabéns, Figas. Parabéns a todos os que lêem e que escrevem, parabéns a todos os que partilham escritas e comentários.
 
Outubro 10, 2019, 12:24:06
Bom dia. Hoje, andaei a pastar pelas 351 páginas da poesia e encontrei 32 poemas meus, milionários de leituras. com média de 1209 leituras cada. Obrigado a todos os meus contribuintes de lucros poéticos. FigasAbração, a todos. Nota: O Campeão é o Linguagem Decente, com 3692 leituras.Viva a D
Julho 29, 2019, 22:55:56
Olá para todos! Boas histórias e boas escritas!
Julho 02, 2019, 07:05:22
Bom dia!
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